As regras do Hyung não eram bem regras, eram mais... Uma lista de imposições que ele ia aumentando caso achasse necessário.
*Só posso ir a casa dele se ele quiser.
*A gente só... Se eu me der bem na escola.
*Não posso agir intimamente com ele se meus pais estiverem perto ou alguém conhecido.
*Ele manda sempre e eu tenho que obedecer – acho que essa deveria ser a primeira.
*Não posso usar blusas brancas coladas que mostrem meus supostos músculos sem ter um casaco por cima.
E por aí vai. Mas sabe que às vezes eu penso que ele fez tudo isso para que eu desistisse de ficar com ele, mas eu não ia desistir. É quase como se minha vida não fosse fazer sentido sem ter ele pra mim.
Eu acho que estou passando bem nos desafios, já estamos há duas semanas juntos, então acho que ele não vai tentar fugir de mim.
...
Fiquei com medo do que minha mãe possa ter falado para o Hyung, eu notei sua cara de desgosto. Muitas pessoas fazem essa cara ao olhar pra ele, o que é absurdo. Elas não o conhecem, não sabe a pessoa maravilhosa que estão perdendo.
Amanhã é meu aniversário, mas eu vou à escola mesma assim, eu acho que vou ser um Beta, não tem como eu ser um ômega e não sentir a necessidade de... Ser preenchido e sim preencher.
****
Acordei me sentindo normal, nada estranho, nada diferente.
Me arrumei, tomei meu café da manhã e peguei o mesmo ônibus que o Senhor Byun.
— Bom dia, professor.
— Bom dia, Chan. – ele deu aquilo sorrisinho meigo, eu amo aquele sorriso.
...
As primeiras aulas foram uma droga, eu daria tudo para pular direto para os dois últimos períodos e ter aula com meu professor favorito.
Amava a forma como o senhor Byun ensinava, ela tinha paixão em suas palavras e algo que parecia saudade, como se ele preferisse os tempos antigos e é bem provável que prefira, talvez naquela época fosse melhor para pessoas como ele, mas muitos dizem que não mudou muita coisa.
...
Ao decorrer da aula eu comecei a sentir uma sensação estranha.
Eu suava, meus dentes doíam, eu não estava entendendo mais nada.
Meu pênis começou a ficar ereto, muito ereto. Ele latejava, isso doía muito, eu abaixei minha cabeça e tentei conter a vontade de rosnar.
Ouvia a voz do senhor Byun falando comigo, mas eu não conseguia prestar atenção em mais nada fora aquela sensação incômoda e os latejares, minha cabeça doía, tudo doía.
Eu pude ver a fúria nos olhos de Baekhyun quando ele levantou o meu rosto. Eu só prestei atenção em uma palavra...
Alfa... Alfa... Alfa...
Ficava se repetindo na minha cabeça em um ciclo infinito de angustia, eu sabia que o Byun odiava alfas, ele prometeu que um dia me contaria o porquê.
Eu pensei que ele me abandonaria, pensei que noite passada teria sido a nossa última conversa e eu nem pude sentir seus lábios.
Mas ele me surpreendeu ao sentar em meu colo, ele afundou sua cabeça em meu pescoço.
Eu queria apenas abraça-lo, mas só ele poderia aliviar o incômodo que eu estava sentindo.
Eu segurei sua cintura com firmeza e fiz ele mexer os quadris.
Aquela ficção era muito gostosa, eu queria sentir mais e mais. Eu precisava de muito mais.
O puxei pela nuca e tomei seus lábios em um beijo afoito, ele começou a rebolar por conta própria e aquilo me deixava ainda mais louco, eu precisava sentir seu corpo, eu precisava estar dentro dele.
— Chan-yeol... Aaah... A gente não pode fazer isso aqui...
— Mas eu preciso... – apertei suas nádegas com força.
— Vamos ser expulsos se nos pegarem... Hmm
— Eu não ligo. – comecei a abrir o seu casaco e o atirei longe, tirando sua blusa de maneira afoita. Seu cheiro... Ele fazia meu m****o latejar ainda mais.
— Tudo bem, tudo bem.
Ele tirou a minha roupa com eu tirei a sua, depois que se deu conta que poderia chavear a sala, fez isso e voltou para minha classe.
Eu já estava me preparando para penetrá-lo.
— Espera, se fizer assim vai doer, não é como no meu cio que eu já estava naturalmente preparado.
— Mas eu fiz com você fora do cio.
— Mas vo-você fez aquilo lembra?! – suas bochechas ficaram rubras.
Espera, eu perdi alguma coisa. Esse é um ET e não o senhor Byun, im-pos-sí-vel.
— Fiz o quê?
— La-lambeu... Lá...
— Ah, tudo bem, fica de costas.
Eu ainda estava sentado na cadeira, ele virou de costas pra mim apoiando suas mãos na mesa e empinando toda aquela b***a gostosa na minha direção.
Eu coloquei minha língua dentro daquele buraquinho e fiquei lambendo, aquilo me deixa ainda mais e******o.
Excitação somada a cio quer dizer que o pré-g**o escorria pelo meu pênis e minhas pernas.
Os gemidos baixinhos não estavam ajudando.
- Já tá bom, senta aqui.
Puxei sua cintura e o fiz sentar em meu m****o, colocando todo de uma vez.
Ele mordeu a mão para reprimir um grito.
Ficou deitado com a cabeça no meu ombro um tempo, suas costas eram tão quentes, aquela sensação era tão gostosa.
Ele se endireitou e começou a subir e descer dando lentas reboladas, aquilo estava me deixando louco, eu precisava de mais intensidade.
Fiz pressão na sua cintura, ele prontamente entendeu, apoiou as mãos na mesa e começou a subir e descer de forma alucinante, mas ainda não era bom, eu precisava de mais.
— Eu não consigo ir mais rá-rápido... Hmm... Channie...
Eu o fiz se levanta e me levantei também, fui guiando seu corpo para que ele ficasse com as mãos apoiadas na mesa e a b***a empinada pra mim.
Me enterrei dentro daquele corpo de novo, segurei firme a sua cintura e fazia movimentos rápidos, nossos corpos estavam suados e os barulhos de peles se chocando era extremamente audíveis.
— Aaaah... Como consegue ir tão rápido... Hmm...
— Tu é muito gostoso... Muito gostoso... Aaah... Esse buraquinho me apertando... Hmm
Ele se comprimia cada vez mais, esmagando meu pênis e deixando a ponto de gozar a qualquer momento.
E foi o que aconteceu, gozei gemendo alto e arrastado, bem próximo ao seu ouvido, pude sentir cada pelo do seu corpo se arrepiar. Eu comecei a masturbar seu m****o de forma rápida, sem me retirar do seu corpo, até que ele tivesse gozado também.
Não resisti e chupei meus dedos, limpando todo o sêmen e me agraciando com seu gosto.
...
Depois de recuperar um pouco o fôlego, arrumamos a sala e fomos para casa do senhor Byun.
Meus pais estariam no restaurante como sempre.
Baekhyun m*l teve tempo de abrir a porta e eu já tava agarrado nele novamente.
Eu rasguei aquelas peças de roupas que me impediam de ter o que eu tanto queria.
Eu o joguei na cama ficando entre as suas pernas, distribuía beijos e chupões pelo seu pescoço. Espero que ninguém note, mas também espero que todo mundo note. Eu já não sei.
Sentia seu m****o úmido se friccionar com o meu, mas eu precisava de outra coisa, algo quente e apertado.
A entrada do Byun se contraia de forma involuntária, chamando por mim.
Comecei a introduzir meu pênis em seu corpo, ele gemia ainda mais alto já que seu corpo estava sensível pala transa recente.
Ao contrário do que foi na sala, meu corpo ia contra o seu de forma lenta. Eu amava ver aquela expressão deleitosa em seu rosto, seus olhos fechados, boca entre aberta e meus ouvidos sendo honrados com aqueles gemidos gostosos.
Suas mãos agarravam minhas costas com força.
Suas mãos deslizavam pelas minhas costas arranhando a mesma até chegar em minha b***a, ele ficou com as mãos ali, apertando e me impulsionando contra seu corpo. Suas pernas flexionadas se afastando ainda mais para me receber melhor.
Como um impulso, um instinto não sei, comecei a lamber se pescoço. Aquele seu cheiro me impelia a fazer aquilo.
— Aaaah, Channie... Aaaah... – ele gemia e apertava minha b***a.
Eu comecei a morder fraco seu pescoço e lamber, aquilo era tão gostoso.
— Aaah... Chan-yeol... Não... Hmm... Não faz isso...
Eu não estava entendendo o que ele queria, ele dizia para eu não fazer algo enquanto fazia eu o penetrar cada vez mais fundo.
Quando eu senti que gozaria não aguente, enfiei meus dentes em seu pescoço e gozei, gozei como nunca tinha gozado, nem quando transamos de forma desesperada mais cedo.
Ele gemeu alto, arranhando minhas costas e gozando também.
Eu caí exausto ao seu lado, eu estava feliz, com um sorriso que era maior que a minha cara, mas ao olhar o Hyung, achando que ele também estaria, assim meio que me assustei, ele estava estático, olhando para o teto.
Ele não se mexia, seus olhos não piscavam, por um momento pensei que ele nem respirava.
Mas então ele se levantou da cama e começou a juntar as minhas roupas do chão.
— Vai embora Chanyeol.
— Mas eu...
— VAI EMBORA! – ele atirou minhas roupas em mim e foi me empurrado para que saísse de seu apartamento.
Ele parecia que queria chorar, era como se eu pudesse sentir seu desespero.
— Hyung, por favor, eu não fiz nada, eu...
— Você estragou tudo Chanyeol, sai daqui. – ele abriu a porta e me jogou do lado de fora sem me explicar mais nada.
Eu fui para o meu apartamento, aquele lugar que estava sempre frio e vazio.
Eu esperei que no dia seguinte ele pudesse me explicar algo, mas ele não saiu mais do apartamento. Não o vi indo para a escola e ele não foi para a varanda fumar seus cigarros.
Eu sentia algo dentro de mim como uma dor, ao mesmo tempo em que eu parecia não senti-la, ela era parte de mim sem me pertencer.
Os dias foram passando e eu ainda não entendia nada.
Aquela voz embargada ficava ecoando na minha mente, ser indesejado nunca doeu tanto.
E acho que só dói dessa forma, porque eu o amo.