Quando eu era pequeno costumava tocar violão com meu pai.
Há alguns anos que não fazemos mais isso – principalmente agora que não falo mais com a minha família – mas eu ainda me lembro de cada acorde.
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Eu sei como o Hyung tem se sentido m*l sem seu trabalho. Eu sei como ele ama aquela sala empoeirada e cheia de pessoas chatas.
Eu vejo seus olhos inchados e sei que ele está em uma luta interna quanto a Hideki ser um Alfa.
Acho que ele pensa que eu não sei, mas eu o conheço melhor do que a mim mesmo, ele faz parte de mim de uma forma que eu nunca pensei que fosse possível de existir.
Às coisas tem sido difíceis, o trabalho na Starbucks é bom, mas sempre tem um aluno ou outro que vem fazer piadas com o meu relacionamento com o Senhor Byun.
Eu nunca fui o mais popular dos alunos, até porque não tinha amigos, eu estou há pouco tempo naquela escola, mas acho ridícula toda essa situação de filme clichê.
Mas eu não seria capaz de contar ao Hyung que coisas como essas estão acontecendo. Eu sei que seus sorrisos são somente por ouvir como meu dia foi bom e o quanto eu estava ansioso para chegar em casa e ficar perto do nosso bebê.
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Baekhyun está com oito meses e uma semana de gravidez, eu nem acredito que falta tão pouco para o bebê nascer.
E fica cada vez mais engraçado a forma como ele anda com aquele barrigão pela casa.
Às vezes ele parece um pinguim, andando com as pernas meio abertas e os braços junto ao corpo.
Eu tenho que parar de compará-lo a animais, por mais que ele me lembre de muitos agindo dessa forma.
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Hoje eu vou demorar um pouco mais para chegar em casa, há duas semanas que eu venho preparando uma música para o Hyung, agora que ela finalmente ficou pronta eu estou tatuando em meu braço esquerdo.
Eu estou pretendendo tocá-la quando Hideki nascer, então por ora é como se fosse apenas uma tatuagem.
O Hyung tem muitas tatuagens e acho que ele não vai se importar se eu fizer uma em sua homenagem.
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Eu cheguei em casa eram 20hrs. Normalmente eu chegava as 17hrs.
Óbvio que assim que entrei no apartamento vi Baekhyun pelado – como sempre – fazendo cara feia e batendo o pé no chão.
— Onde estava?
— Fazendo umas coisas.
— Não sabe mais usar o telefone? Sabe como eu fiquei preocupado? Sabe como Hideki ficou impaciente? Ele se mexeu esperando você chegar e você não chegou. Isso é angustiante sabia?
— Me desculpe...
— Nunca mais faça isso!
Ele saiu andando pelo corredor em direção ao quarto e se deitou na cama fazendo carinho em sua barriga.
— Bae... Eu estava preparando uma coisa pra você...
— Não me importa Channie... Me deixou preocupado e isso não se faz. Hideki fica agitado quando eu fico assim. Não é uma sensação muito boa ele chutando a minha barriga desesperadamente, dói sabe.
— Eu só queria fazer uma surpresa, me desculpe.
— Tudo bem... Agora vem acalmar seu filho.
Me deitei ao seu lado e comecei a fazer carinho em sua barriga, Hideki estava realmente agitado e chutando sem parar.
— Desculpa ter preocupado vocês.
Colei meus lábios aos seus em um selo simples que logo evoluiu para um beijo.
No fim das contas nem consegui mostrar a tatuagem que tinha feito um sua homenagem.
Acabamos fazendo o que sempre fazíamos quando brigas bobas acabavam tomando nosso tempo...
Rolar pela cama dizendo o quanto nos amávamos entre suspiros e gemidos.
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Tá, não foi bem assim... Eu comecei a beijar seu corpo, passando por cada tatuagem, fazendo carinho em seu corpo e me agraciando com seus gemidos.
Quando cheguei ao seu m****o comecei a chupar com vontade, sentindo sua mão em meus cabelos me guiando ao seu ritmo.
Não demorou para que eu sentisse seu g**o preencher minha boca ao ponto de escorrer pelos cantos... E então...
Ele dormiu...
Dormiu e me deixou na mão.
Deveria ter imaginado que ele se vingaria.
Não pude fazer mais nada né... Tomei um banho frio e deitei-me ao seu lado. Sentindo seu cheiro inebriante e acariciando sua barriga.