23 - Baekhyun: Visita

891 Words
— O que está fazendo aqui? — Precisamos conversar!  — Eu não tenho nada pra falar com você!  *** Hideki já estava quase nascendo, admito que me sentia muito ansioso por conta disso.  Chanyeol agora trabalhava e corria para casa, ele não queria perder nenhum momento desse finalzinho da gestação.  Fiquei bem impressionado quando ele me mostrou a tatuagem, é algo bem simples, mas ao mesmo tempo tão importante.  Ele disse que só mostrará quando Hideki nascer, então isso faz com que eu diga a Hideki a cada dia para que ele chegue logo.  ... Eu estava sentado no sofá, faltavam apenas duas horas para que Chanyeol estivesse em casa, como toda a sexta tínhamos combinado de ver filmes, essa semana seria um de suspense que eu tinha escolhido.   Eu estava quase dormindo no sofá até ouvir a campainha tocar.  Procurei rápido por uma blusa de Chanyeol e um short qualquer, afinal eu estava sem roupas como sempre.  Eu não poderia ter tido surpresa pior ao abrir a porta.  — O que está fazendo aqui?  — Precisamos conversar!  — Eu não tenho nada pra falar com você!  — Posso entrar?! - acho que foi uma pergunta retórica já que ele já estava entrando quando perguntou.  — Como me encontrou?  — Vejo que se casou, quem é ele? - falava olhando para cada canto do apartamento.  — Não é da sua conta.  — Me respeite, Byun Baekhyun! Além de ser seu pai eu sou um Alfa, então acho bom controlar a língua. - ele disse finalmente olhando para mim, me analisando de uma forma que fez todo meu corpo estremecer. – Que merda são essas coisas em seus braços?!  NÃO ACREDITO QUE DESOBEDECEU MINHAS ORDENS BAEKHYUN!  — EU NÃO MORO NA TUA CASA, NÃO SOU MENOR DE IDADE, NÃO DEVO SATISFAÇÕES!  Não percebi o que tinha acontecido até sentir meu rosto arder, foi questão de segundos para seus dados encontrarem a minha face, como sempre, Byun JungHo, achava que poderia fazer o que quisesse apenas por ser um Alfa, é por isso que odeio Alfas, são todos iguais.  — Saí. Da. Minha. Casa. - ditei pausadamente – DESAPARECE DA MINHA VIDA! - abri a porta e fiquei olhando para rua, esperando ver ele passar por mim.  — Isso ainda não acabou Baekhyun. -  foram suas últimas palavras antes que eu batesse a porta em sua cara.  Eu tentava respirar fundo, tentando me manter calmo e não deixar que uma mísera lágrima escorresse pelo meu rosto.  Até que uma dor muito forte em meu abdômen começou a ficar em intervalos cada vez mais curtos, foi eu então que percebi que em meio ao meu ataque de nervos a bolsa tinha estourado e Hideki estava chagando.  Ele estava finalmente chagando, o momento que eu  mais aguardei nas últimas semanas estava finalmente acontecendo, pena que parte desse momento especial foi estragado pela presença ilustre do meu pai.  Peguei o telefone que estava ao meu lado e liguei para Chanyeol.  — C-channie...  Tá... Aaaah... Táá...  — Baekhyun? O que está acontecendo? Você está bem?  — ... Nascendo... Está Nascendo... Me ajuda.  — Estou indo pra casa.  ... Cerca de dez minutos depois Chanyeol e Luhan apareceram na minha porta com sorrisos que iam de orelha a orelha, eu não estava tão contente,  aquela dor insuportável não era nada divertida. Mas eu ficaria feliz quando tivesse meu bebê em meus braços.  Eles pegaram a malinha fo bebê que já tínhamos aprontado e fomos para o carro de Luhan. Assim que cheguei ao Hospital minha obstetra mandou-me para sala de cirurgia para fazer a cesária.  Chanyeol ficou o tempo todo ao meu lado e não entendo como seu rosto não doía, aquele sorriso psicopata que chegava a me assustar no início, se fazia presente a todo momento.  ... Alguns minutos, que pareceram eternos, depois eu pude finalmente ouvir o chorinho do meu filho.  Meus olhos se encheram de lágrimas e meu coração de uma felicidade que não tinha tamanho, era indescritível.  Chanyeol foi fazer carinho em meu rosto e me beijar, mas sem querer acabei me esquivando, não porque tinha medo dele, mas a visita de meu pai não tinha me feito bem.  Chanyeol acariciou minha face e me olhou como quem diz "mais tarde vai me contar tudo".  **** Algumas horas depois eu já estava no quarto, Hideki estava em meus braços e, apesar do receio que tive no primeiro instante, antes de pegá-lo, no mento que ele estava em meus braços senti que nada poderia ser mais especial do que  tê-lo ali, nada poderia ter melhorada a minha noite de sexta – agora já madrugada de sábado – do que estar com meu bebê em meus braços, do que sentir que ele me olhava e sabia que era eu seu omma, que eu o amava de uma forma incondicional  e que nem esse mundo de merda poderia fazer as coisas serem diferentes.  Chanyeol me beijou e ficou olhando para o rostinho gordinho nosso bebê, seus olhos tinham contidas lágrimas de felicidade, e eu me senti completo naquele momento, senti minha vida fazer sentindo, senti tudo valer a pena.  — Eu te amo. - disse uma única vez,  mas para os dois, para os amores da minha vida, para as únicas pessoas que poderiam me transformar e mudar tudo que eu sou, apenas para vê-las sorrindo. 
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