41 - Baekhyun: Esclarecimentos

982 Words
Sabe aqueles dias que você acorda cansado? Como se não tivesse dormido nada, mas na verdade dormiu umas doze horas? Era assim que eu me sentia naquele momento. Eu estava exausto. Até respirar parecia cansativo. Mas eu tentei abrir meus olhos, no começo estava tudo meio embaçado. Mas reconheci que ainda estava naquele quarto, branco com decorações bege, do hospital. As cortinas estavam abertas, então pude ver que lá fora já tinha escurecido. O que me faz lembrar que não conseguimos fazer a festa do meu filho. Senti alguém acariciar meus cabelos e pescoço, às vezes passando pelos meus braços e chegando a minha barriga. Eu não precisava nem olhar para o lado para saber que era Chanyeol, eu conhecia seu toque. — Ainda está aqui. – perguntei com a voz um tanto rouca. — Baek... – sua voz saiu baixa e cansada – Não acha que a gente deveria conversar? — No momento não. — Mas pelo menos me escuta então. Me sentei na cama e olhei bem sério para ele. — Você traiu meu melhor amigo, eu conheço Luhan desde que a gente era crianças, eu sei todos os sonhos e medos dele, então vem o cara, que eu amo, e diz que transou com o namorado dele mesmo sabendo que eles estavam juntos? Como tu quer que eu me sinta? – perguntei voltando a ficar alterado. — Eu sei me desculpe, mas deixa-me explicar... – tentei interromper, mas ele segurou minha mão com um pouco de força e continuou falando – Eu sempre fui muito inseguro, eu achava que ia ser um ômega, lembra? E eu sempre achei que nunca fosse achar alguém que gostasse de mim assim... Desastrado, infantil, esquecido... Quando eu tinha quatorze anos eu já trabalhava no restaurante dos meus pais. Foi lá que eu conheci Kris e Sehun. Ele ficava olhando apenas para minhas mãos e não os meus olhos. Era como se... Ele estivesse tentando esconder o choro. — Teve uma noite que o Sehun foi um pouco irritado para o restaurante. Ele pediu algo para comer, agora não lembro o que era, e vinho, mas ele tomou umas duas garrafas de vinho e m*l tocou no jantar. Ele estava um pouco bêbado, então eu disse para os meus pais que o levaria em casa, ele poderia andar muito bem sozinho, mas eu não queria que ele parasse em outro bar. Na época ele não morava com o Luhan ainda, isso veio a acontecer no ano seguinte. Eu o coloquei sentado na cama e ele começou a me contar porque estava daquele jeito. Ele tinha brigado com o Luhan sobre eles já estarem a dois anos juntos e o Luhan não ser apresentado à família de Sehun. Ele sempre gostou de ser livre, Sehun odeia se sentir preso, odeia precisar de alguém, mas ele também não poderia ficar sem o Luhan. Suspirou e pensou um pouco. — Naquela noite eu liguei para meus pais e disse que ficaria na casa de Sehun, estava muito tarde para voltar para casa. Mas no meio da noite ele entrou no cio, ele não ia ir atrás de Luhan. Então ele foi até mim, que estava no sofá, ele me acordou de mansinho e não me perguntou nada, ele foi beijando meu corpo e me masturbando para que eu ficasse tão e******o quanto ele estava, quando dei por mim a gente já... — Isso aconteceu mais alguma vez? — Só na manhã seguinte, depois o Luhan veio pedir desculpas e tudo ficou bem. Mas... Antes que você descubra de outra forma ou sei lá, eu também transei com o Kris... Acho que meus olhos estavam tão arregalados que poderiam cair para fora das órbitas. — Você tem azar de ficar perto dos caras quando eles estão no cio, foi assim que a gente acabou junto também. — No caso do Kris não foi cio. – pronto agora eu vou morrer de vez, meu namorado tinha mais experiência de vida que eu e Luhan juntos. – Começou na festa de aniversário dele, quando ele tinha vinte anos. Foi um pouco depois que eu transei com o Sehun, eu tinha gostado e tal e o Kris tava de aniversário, eu me senti bem, me senti desejado. Coisa que eu não achei que fosse acontecer. — Como você é i****a. – Ele abaixou a cabeça e ficou quietinho. Ele me lembra muito Hideki quando é repreendido, se ele não se faz de desentendido e fica quietinho num canto. – Eu te acho lindo desde o dia que te vi na minha varanda. Seu companheiro ia te amar de qualquer forma, como eu te amo. Ele levantou a cabeça, seus olhinhos estavam vermelhos e brilhosos por causa das lágrimas que queriam sair, ele quase formava um biquinho. — Eu to muito, muito puto contigo. Eu ainda quero bater em você e ficar um tempo longe de casa. Mas eu não vou fazer nada disso. Por que eu, de uma forma bem fodida e que eu odeio admitir, eu te amo pra caramba. — Adoro quando fala palavrão. Me lembra o cara que via a lua e fumava seus exatos três cigarros. – comentou rindo, dessa vez. — Um filho muda a gente, qualquer coisa que a gente fala ele arrepende. Agora me beija... Ele levantou da poltrona que ficava ao lado da cama e sentou-se na cama ao meu lado. Seus lábios grudaram-se aos meus de forma calma, mas logo ele começou a me beijar com desejo, com vontade. Aquilo estava muito bom, eu adorava seus lábios, mas... — Eu estou fazendo greve de sexo a partir de hoje. Crianças más merecem castigo. Agora eu tenho que sair daqui, quero ver se ainda dá pra recuperar o aniversário do meu filho. Dei um selinho em seus lábios e saí do quarto a procura da doutora Lee. Isso vai ser muito divertido.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD