Um Passeio ao ar livre

1012 Words
Século XIX Um passeio ao ar livre... —Evril, percebeu como eles nos olharam? -Risos —Olharam para você Isabelle, não para mim! - Evril cruza os braços e faz carinha emburrada. —Pare com isso! Sabe muito bem que só estão esperando nosso sinal com o olhar para se aproximarem. —Então seria melhor ficarmos de cabeça baixa, ou seremos asfixiadas por um bando de abutres. -risos —Ah, confesso que são bonitos. Mas, não me chamam atenção para iniciar uma boa conversa. —Mas, um passeio não faria m*l; se algum deles se aproximarem vou aceitar caminhar, apenas isso. —Faça como queira Evril, mas não se distancie para não dar o que falar, todos esperam sempre que deslize para comentar entre si. —Do jeito que estou queimando por debaixo desses panos, qualquer m*l entendido seria vantajoso. rsrs — Por Deus, que dizes? —Isabelle, estou com 19 anos, quer que riem de mim na próxima estação, por não está noiva? —Eu não me importo. Só me caso por amor. —Você diz isso porque além de bela, só tem 16 aninhos. —Mas que coisa! Você fala como se fosse uma velhota. Alguém se aproxima... —Senhoritas, posso conversar um pouco? —Sim Nikläus. A propósito, soube que você fará uma festa para a chegada do seu irmão da Itália. —Vejo que as notícias chegam cedo Srta. Evril -risos —Mas então, era segredo? —Por certo que não. Mas é que nem todos serão convidados. Essa é a questão! —Compreendo. Isso nos inclui? —Evril, que é isso?! —Só estou perguntando Isabelle, nada demais! —Ela tem razão Srta. Isabelle, não há problema em perguntar. De ante mão, já estão convidadas. —Obrigada Sr. Nikläus, mas sem um convite formal não iremos. Vamos caminhar um pouco? Preciso de uma limonada. —Por certo, farei com que recebam o convite a tempo para o baile. Mas, mudando de assunto: Está uma bela manhã, não podia está mais agradável, porém um pouco quente para uma pele tão sensível quanto a sua. Vamos tomar essa limonada, ajudará a refrescar. —Quanto ao calor, não se preocupe. O que não me falta é proteção. Risos —Estou vendo que sabe se proteger muito bem. Vocês vão caminhando... Eu preciso falar com o meu primo Héktor. Logo as alcançarei. Enquanto isso...olhando a certa distância, estavam Beatrice e Giovanna: duas jovens invejosas que tinham suas línguas afiadas para difamar a quem saísse da linha. —Veja só Beatrice. Estão caminhando até se perderem pelo campo. Se fosse comigo, já estaria na boca de todos. — Sem dúvida! Você tem toda razão! Logo vão sumir por entre às árvores. Ele a tomara em seus braços... descerá suas mãos quentes por entre seu decote... —Psiu, Fale baixo! Quer me comprometer com seus desvarios? Sua mente vagueia sem parar. —Desculpe Giovanna É que me empolguei. —Vamos caminhar até mais próximo aos rapazes. Não vim aqui para ficar plantada feito uma árvore. Esse vestido me custou caro! —Mas você não pagou por ele! —Que diferença isso faz? Meu pai pagou, é meu. Tanto a Beatrice quanto a Giovanna, vinham de famílias praticamente falidas. Estavam só esperando um pretendente de nome, para colocá-las de volta ao topo. Seus dotes eram a única coisa valiosa que não podiam deixar de ofertar ao candidato à esposo. Depois disso, tudo se acertaria com os credores. O problema era encontrar alguém disposto a suportar cada uma delas. Além da inveja e do mau costume de falar pelos cantos, elas não eram nada interessantes para os padrões exigentes daqueles ricos rapazes: A Beatrice era muito alta, tinha os cabelos ruivos desgrenhados. Suas bochechas mais pareciam duas maçãs vermelhas a saltarem do rosto, algo desproporcional. Já a Giovanna, tinha um rosto comprido, olhos pequenos muito juntos;e seus dentes eram montados um sob os outros; ao menos seu cabelo era n***o com belos cachos que ostentava uma grande trança lateral. Tinha o peso padrão para a época, mas andava desengonçada. Infelizmente, não lhes restava outra coisa a não ser... comer, e falar m*l das outras moças. Isabelle... —Nikläus, me fale um pouco da viagem do seu irmão Henrico. —Pois bem, minha cara Isabelle; Henrico viajou para aprender com nosso tio a cuidar dos cavalos. Meu pai quer construir um local onde os turistas poderão cavalgar pagando pelo passeio. É uma ideia boa. O Henrico ajudará com os cuidados aos animais. — É uma idéia sensacional! Estamos precisando mesmo de um local divertido assim. Aqui mesmo, se houvesse cavalos, estaríamos cavalgando. —Sim. Haverá outras atrações. Por isso é preciso que alguém esteja preparado. Continuaram o passeio até chegarem onde estava o grupo do piquenique. Haviam três outras jovens e mais dois rapazes que conversavam alegres sobre o último baile; quem havia saido de lá comprometido. A Beatrice e a Giovanna ficaram de longe só observando a movimentação. Isabelle não estava nem um pouco interessada em casamento, ela só queria conservar suas amizades e lecionar para as crianças. Seus pais estavam muito preocupados com seu futuro, se algo desse errado com a loja de tapetes, eles teriam que enviar Isabelle para casa dos parentes por um tempo até encontrar um bom casamento. Sem um marido, dificilmente sua filha teria um futuro digno. As coisas iam de m*l a pior. Dividas se acumulando e os clientes não arcavam com os compromissos deixando de pagar suas encomendas. O pai da Isabelle era um bom homem, mas não estava mais sustentando seu negócio. Não tinha mais tato ao lidar com perdas, sua esposa o incentivava a não desistir dando aulas de canto para cobrir despesas. Pobre Isabelle, não imaginava o destino que lhe seria imposto caso algo desse errado. Se seis pais não conseguisse ajuda de um empréstimo, eles perderiam até as propriedades ficando de favor em casa de parentes. Os bancos só estavam esperando a próxima apólice vencer sem pagamento para tomar as devidas providências. Tomar a loja e sua mansão. A garantia de sobrevivência da Isabelle.
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