Um pesadelo real

1175 Words
Século XX,ano 1990 Soluthurn Chloé chega ao Centro de pesquisas -Bom dia Sra. Emma, podemos conversar alguns minutos? -Sim Chloé, sente-se. Vejo pela sua expressão que algo a preocupa.- Emma conversa em uma sala reservada. -Bem. Estou um tanto constrangida em ter essa conversa. Mas... eu,e o Richard tivemos um encontro. Não sei se me entende?! -Chloé,veja bem. Não tenho direito de me o pôr em sua vida privada. Meu sobrinho não é o tipo ideal que eu aconselharia para quem deseja algo sério. Mas não vejo porquê vir até aqui me pedir consentimento.-Emma na verdade, não imagina a gravidade dos fatos. -Na verdade...acho que excedemos um pouco nessa relação. Richard teve uma reação estranha na tarde em que estivemos juntos, intimamente.-Chloé cora. -Andou bebendo minha querida? -Sim senhora. - Chloé, meu sobrinho é um homem cético. Para ele morte,vida não passam de biologia e ponto. Ele não se importa se digo que entidades nefastas o circulam dia e noite como hóspedes no seu campo vibratório. Mas você já sabe um pouco das consequências. --Sra., Richard parece ter visto algo muito medonho que o fez sair...despido. Foi estranho. m*l se despediu. -Chloé, Richard é sensitivo desde criança. Só não aceita fingindo não ver. Se ele tomou essa atitude, provavelmente viu alguém que o incomodou muito! -Seria o Giocondo? -É provável. Mas creio que houve uma razão maior para temer à sua presença. Aconselho evitar encontros na Mansão. -Sim. Peço mais uma vez que me perdoe. Não creía de verdade que poderia haver consequências. -Preste bastante atenção! Giocondo teve uma experiência carnal interrompida com sua morte. Ele estacionou alí,no momento do desfecho. O amor por Isabelle ainda está fresco como um dia que nasce. Pra você a vida segue no relógio, mas para ele não. -Compreendo Sra. Evitarei falar no assunto com Richard. Farei o possível para que não apareça na Mansão. Eu lhe agradeço. Mais tarde virei a palestra. Até mais! -Estaremos lhe aguardando Chloé. Até logo! Chloé saiu dalí mais aliviada. Estaria disposta a mudar suas atitudes. Ela sentia uma forte atração por Richard; podia ser apenas s****l,mas a deixava mexida. De volta a Mansão Estou com medo de passar as noites sozinha nesta Mansão. – Chloé fala sozinha enquanto entra na casa.— E se esses ghosts resolvem fazer uma rebelião . Não sei se alho resolveria?! Água benta! É isso. Vou pedir ao padre da catedral. Eu me lembro de ter visto nos filmes. Deve resolver. Vou perguntar pra Amelie. [Amelie, sou eu. Desculpa te ligar. Mas necessito saber se uma corda de alho e água benta pela casa inteira, afastaria demônios? ] [ Hahahaha... Claro que não! Isso só vai faze-los zombar de você. Não se preocupe, após a palestra dormirei aí com você.] [ Ai,como me sinto uma i****a- ela ri.—Nos vemos mais tarde então. Beijos ] [ Tchauzinho senhorita exorcista – Amelie desliga rindo.] -Chloé vai até a cozinha pegar água. Olha ao redor como se tivesse sendo observada. Nunca havia sentido medo até que foi violentada por demônios. Ela decide afronta-los. -Escutem aqui! Não tenho medo de nenhum de vocês. Só se aproveitaram porque eu dei brecha por haver bebido demais. Saibam que acabou! Desapareçam daqui ou tomarei medidas drásticas!! Meia hora depois —Bem, acho que entenderam o recado. “Ou medo ou respeito”! Já dizia minha mãe. Eles vão ter que aprender.- ela fala em alto tom. Chloé era realmente inocente, m*l sabia que olhos famintos a seguia. Uma corrente de ar gélida pairava pelo piso da sala de TV, mas a temperatura lá fora estava normal. Uma sensação desagradável de frio tomou todo o ambiente. Decidiu subir para o quarto, o medo começava a invadir sua mente. Ao entrar, percebeu que estava pior alí; seus gatos German e Lara estavam sob a penteadeira querendo tocar algo no vazio. Por instantes imaginou que eles brincavam com algum inseto, mas aquilo não estava normal. Aproximou-se e não conseguiu visualizar nada, deu de ombros e foi encher a banheira. Fechou as cortinas e despiu-se. Colocou seus sais preferidos e relaxou na água morna colocando fones de ouvido para escutar música. Fechou os olhos não se dando conta de quatro entidades escuras que expeliam algo gosmento pela boca enquanto olhavam para a nudez da Chloé. Eles a hipnotizam fazendo-a cochilar. Chlóe está como num pesadelo onde se vê na cama com braços e pernas abertas. Mas não via cordas nem fios prendendo-os. Ela olha ao redor se horrorizando com quatro pequenos homens com ereções descomunais fazendo manipulações em seus membros. Chloé tenta se livrar mas é inútil. Eles começam a bulinar seu corpo grunhindo de maneira nojenta. Cada um a toca violentamente enquanto eliminam odores fétidos. A sessão de orgias regada a palavrões e ofensas não duram mais que alguns minutos. Em meio ao caos, Chloé se recorda da oração que aprendera no catecismo e grita alto pedindo que a livrasse. Sua voz tarda a sair até que consegue ecoar pelo ambiente. Ela sente que está sendo asfixiada. Abre os olhos e se vê embaixo d’água. Mas alguém a puxa dalí com força; era Amelie, que decidiu vir buscá-la para logo mais a noite irem a palestra. De um lado, a figura estagnada do Giocondo parecia alheio. Ele não teve forças para impedir que morrera, ou quem sabe, desejara tê-la do outro lado. A união s****l com Richard; um homem ligado aos cassinos, bebidas, jogos de prazer e sendo odiado por sua profissão, fazia da Chloé uma marionete dos obcessores dalí por diante. -Deus,que houve aqui? -Você deve ter adormecido na banheira Chloé, isso é perigoso. - Obrigada Amelie,meu anjo da guarda. Se não fosse por você estaria morta agora. Mas não foi um sono comum. Fui outra vez vítima dos espíritos trevosos. Eu os pude ver, sentir. Mas não vi Giocondo. -Ai Chloé, de novo? As coisas estão tomando uma proporção perigosa. Eu ficarei esta semana aqui com você. Temos que dar um fim nessa situação. -Fará isso mesmo por mim? -Sim, farei. —Combinamos o seguinte: Durante o dia a Sofia virá em seu lugar somente para cozinhar. A noite você vem para dormir. Acho justo que seja assim. -Tudo bem Chloé. Mas como disse,a mamãe está bem com minhas irmãs. Poderei ficar uns dias com você em tempo integral. Podemos estudar mais sobre essas entidades. Iremos ao cinema, faremos coisas agradáveis que a faça esquecer tudo isso. Quanto menos tempo aqui dentro será melhor. -Okay Amelie. Vou com você pegar roupas em sua casa e de lá vamos ao centro. Não quero ficar aqui. -Está tudo sob controle Chloé. Os gatos estão calmos, sinal que o ambiente voltou a normalidade. A temperatura está amena. Amelie sendo sensível aos espíritos por ser clariaudiente e clarividente os fizeram sair correndo para não serem notados. Eram entidades antigas de escravos que serviam sexualmente as suas senhoras e senhores em suas orgias às ocultas em séculos anteriores. Eles haviam sido enterrados em algum lugar daquela propriedade vendo na imagem da Chloé uma forma de vingança. [...]
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