Lívia
Após falar comigo de maneira rude e puxar meu cobertor, Oliver acende a luz do quarto, vejo sua expressão e me assusto, não há nada bom em seu rosto ou expressão, é um rosto carregado de sentimentos pesados, com marcas sombrias.
— Vamos Lívia, tire minha roupa, eu não vou falar outra vez! — Oliver diz e eu nem consigo descer da cama.
— Tudo bem, você quer do jeito difícil.
— Você é tão covarde! — Falo e ele sobe os ombros parecendo ainda maior.
— Eu sou covarde? Vocês me roubam e eu sou covarde?
— Eu não te roubei, não te devo nada, estou aqui inocente, sendo forçada a pagar por algo que não cometi. — Falo, afinal eu nunca nem sequer usei droga e estou aqui sendo mantida presa por culpa do meu marido.
— Ah, então é assim? Vocês não são cúmplices? A culpa é apenas dele? — Fico calada e o berro feroz vem em seguida:
— RESPONDA, c*****o!
— Sim, eu não tenho nada haver com as coisas erradas do Pedro.
— Ótimo, então se você se diz inocente, pode ir embora. — Ele fala com uma voz tão branda, então porque isso me assustou mais do que quando ele falou aos gritos?
— Vamos garota, vá embora, peça para alguém na portaria te pedir um táxi, um Uber, não me importo de também se quiser ir a pé. — Eu não iria esperar ele falar duas vezes, salto da cama e quando firmei meus pés no chão, não sinto firmeza, minhas pernas estão como gelatinas, mas eu preciso sair daqui, mesmo minhas pernas não me obedecendo e sentindo elas imensuravelmente pesadas, caminho decidida até a porta do quarto. Quando passo por Oliver para alcançar a porta, sinto uma energia densa emanar dele, uma carga em um nível extremo, mas não paro, continuo com meu objetivo de alcançar a porta, mesmo que sua energia parecesse me puxar, mas a voz de Oliver me faz congelar antes mesmo de alcançar a porta:
— Pode cobrar a dívida, tire os olhos fora, corte a língua em seguida, as orelhas também devem ser arrancadas, tudo isso com ele ainda em vida, eu quero ele totalmente desfigurado e por último arranquem a cabeça! — Ele está falando do Pedro? O Pedro não merece morrer dessa forma tão horrível, ninguém merece morrer assim, esse homem é um monstro!
— De quem você está falando? — Pergunto dando meia volta e encontrando ele com o celular no ouvido.
— Isso não é da sua conta, você não me deve nada. — Oliver diz seco, e volta a falar no celular.
— Não, a vigilância na casa de Carmen continua, mantenham o olho na velha.
— Minha mãe? Você está se referindo a minha mãe? Deixe minha mãe em paz se desgraçado, ela é só uma senhorinha aposentada, não é como a vovó do crime que trabalha para você aqui! — Digo indo para cima dele, lhe batendo socos em seu peitoral extremamente duro.
— Olha, a ovelhinha colocou as garras para fora. — Oliver fala com uma voz quase suave, agarrando meu pulso com sua mão, como se fosse correntes grossas e ele me gira, fazendo meu pulso torcer e eu o sinto doer, então de suave sua voz passa a grave e rouca:
— Eu não estou para brincadeiras Lívia, meu tempo é ouro, você está aqui como um penhor de uma dívida e precisa me obedecer ou não terá serventia alguma, eu nunca perco, vou atrás do seu marido, da sua mãe, de quem for, agora continue a ser a ovelhinha que você sempre foi e tire a p***a da minha roupa, eu quero ver se você serve!
— Serve para que? – Pergunto, querendo saber o que está por trás da sua dúvida.
— Você logo vai saber, e então, vai embora ou vai resolver obedecer? — Sabendo que não tenho escapatória, pois eu nunca arriscaria a vida da minha mãezinha, eu falo num sussurro e minha voz sai acompanhada de um um soluço.
— Eu vou obedecer.
— Ótimo, estou esperando. — Oliver diz soltando meu pulso, que instantaneamente começa a latejar, ignoro o incomodo e me viro de frente para ele, ergo a cabeça e encontro seu olhar sem vida me encarando, me sinto diante de uma muralha, uma grande e dura muralha.
— Comece pela parte de cima, Lívia, tire essa cara de velório ou dessa forma também não vai ter serventia. — Engulo a vontade de chorar e ergo minhas mãos, as colocando por dentro do terno dele em cima do seu ombro e o retiro, fazendo cair no chão, em seguida vou até o primeiro botão da sua camisa, que fica no topo e começo a abrir sua camisa, um, dois três, quatro botões, quando chego na metade dos botões paraliso, ele ombros muito largos fortes e tem uma tatuagem no seu ombro, um trecho de algo que está escrito em outro idioma que não é o português, eu imaginei que ele fosse cheio de tatuagem igual seu irmão, até porque sua mão é tatuada, mas ele quase não tem tatuagem por baixo da camisa, noto também que ele tem peitoral tão forte, na verdade forte é pouco para definir esse peitoral, é como se ele fosse esculpido a mão, e tem pelos negros, a baixo dos m*****s esses pelos se intensificam, então volto a olhar seu mamilo e no mamilo esquerdo tem algo escrito, uma tatuagem, o nome de uma mulher: Letícia! Será Letícia sua mãe? Filha? Ou ele é casado e esse é o nome de sua esposa?
— Terminou sua avaliação? Gostou do que está vendo sua safada? — Suas palavras são um tapa no meu rosto.
— Eu odiei isso tudo, tudo horrível. — Oliver sorri, não é uma risada divertida, é quase macabra, mas é de todos, foi a primeira vez que escuto ele sorrir
Continuo a abrir sua camisa e a tiro por completo do seu corpo, ele tem gominhos no abdômen e um V que some dentro da sua calça.
— Pronto! — Falo informando que terminei.
— Tudo, você vai tirar toda minha roupa, ou você sabe o que vai acontecer com duas certas pessoas. — Eu não tenho saída e terei que fazer o que ele manda.
— Vamos, tire meu cinto. — Seu cinto de grife Louis Vuitton parece queimar em minhas mãos e eu me desfaço dele, então uma protuberância, um volume muito escandaloso em sua calça, na parte da frente é visto, isso tudo é um pênis?
— Vamos Lívia, eu já estou perdendo a paciência. — Eu desço o zíper da sua calça e esbarro nessa enorme elevação, muito dura, ele é inteiro duro, desço a calça do seu corpo e não restam dúvidas que a elevação era toda do seu p*u, mesmo através da cueca, dá para ver que é enorme, a cabeça está praticamente para fora da cueca.
— Agora escute o que vou falar, você vai tirar minha cueca e me fazer um boquete e de verdade eu espero que seja muito bom, embora eu tenha certeza que uma mulher como você seria incapaz de me fazer gozar!
— Eu não vou fazer isso, eu não vou te chupar, eu sou casada! — Ele me pede algo escroto, tenebroso para mim.
— Você tem duas opções, ou me faz um boquete e me mostra se tem qualificação para seu novo emprego ou eu vou te arrastar daqui e te levar até meus homens e pode ter certeza que não será apenas um boquete que você será obrigada a fazer!
— Você é um monstro! — Sussurro sentindo uma dor e um desespero que nunca senti antes, me consumir por completo.