Vem, que hoje tem

1073 Words
Fico em meu mundo de mentira Onde a diversão é infinita, ooh Não posso voltar para casa sozinha de novo Preciso de alguém para aliviar a dor, ooh Fico em meu mundo de mentira Onde a diversão é infinita, oh-ooh Não posso voltar para casa sozinha de novo Preciso de alguém para aliviar a dor - Habits (Tove Lo) Lyandra Dou um pulo da cama quando a música alta invade meu quarto, me sento na cama me sentindo atordoada e passo a mão em minha nuca sentindo o suor escorrer. Vou para o banheiro e mudo para o gelado, entro embaixo e deixo a água cair por meu corpo, lavo meus cabelos e hidrato meu corpo. Assim que saio do banho, seco meus cabelos e coloco um short e um cropped. Quando desço as escadas fico assustada com a quantidade de gente que está no apartamento e a quantidade de bebidas. Olho para a bancada e Tânia está deitada sobre ela, enquanto um rapaz bebe algo de seu umbigo. — Lya — a voz dela soa engraçada — Você acordou. Ela vem em minha direção me abraçando e sinto um líquido molhar meu braço. — Desculpa — ela diz sem graça, após ver ser do seu umbigo. — Seria sexy, se a Tânia não estivesse tão bêbada. Lucca está parado todo de branco ao lado do sofá com um sorriso no rosto. Tânia da, um sorriso e beija o rosto dele e em seguida se afasta, voltando para o rapaz que antes estava com ela. — Que surpresa boa — digo indo abraçar ele. — Não sei se vai ser tão boa quando eu disser que, na verdade, vim aqui para jantar, estou de plantão e vou ter um tempo livre e pensei em comer algo com vocês, mas parece que a Tânia tem outros planos. — Podemos jantar juntos, se quiser é claro. — Séria, ótimo. — Quer comer o quê? — Estava afim de uma comida caseira sabe? — Posso cozinhar para você se quiser. Lucca me olha surpreso. — A senhorita é uma caixinha de surpresas, então vamos para o meu apartamento que aqui está muito cheio. Peguei meu celular e eu e Lucca deixamos o apartamento, indo para o térreo onde sua moto estava estacionada, ele me ajudou a subir e fomos rumo ao seu apartamento, estava achando ele quieto, mas preferi ainda não dizer nada. Assim que chegamos, ele me disse para se sentir em casa, pois ele iria tomar um banho. Fui para a cozinha e vi o que tinha para fazer, optei por suco de laranja, salada de tomate com sardinha e macarronada de carne moída. — O cheiro está ótimo — ele disse enquanto enxugava os cabelos — Está me olhando assim por quê? Ele estava com um sorriso maroto nos lábios. — O que aconteceu Lucca? Não te conheço tão bem mais sei que tem algo te incomodando. Lucca deitou sua cabeça sobre o balcão e depois a levantou me encarando. — Sei que devia estar acostumado, mas perdemos um paciente e contar para a família foi muito difícil. — Não, você pode até ser médico, mas tem sempre a esperança de coisas melhores para os seus pacientes, essa dor e chateação que está sentindo é normal, mas não pode deixar que ela te afunde. Você pode e deve sentir, mas não deixe essa tristeza te afogar e sufocar, tem tudo para ter um futuro brilhante na medicina, mas se não tiver inteligência emocional, não vai adiantar de nada todo esse talento. — Tem toda razão, só que eu estou sufocado e tudo foi o que eu sempre quis. — Olha só as coisas não acontecem da noite para o dia, ainda mais por você querer tanto não significa que vai ser fácil, mas que vai ter que trabalhar todos os dias para ser melhor e está tudo bem, temos que estar em constante evolução. Já passo com um psicólogo? — Parei. — Então volte, vai te fazer bem. Coloquei o jantar na mesa e senti Lucca vindo em minha direção e me abraçando, ele beijou a minha testa e acariciou meu cabelo. — Obrigado Lya, tem pessoa que são essenciais a gente ter na vida e você é uma delas. Começamos a comer, enquanto Lucca contou animadamente sobre a ala infantil do hospital onde trabalha e me prometeu que me levaria para conhecer as crianças e eu fiquei muito animada. Depois que terminamos de comer ele me levou de volta para casa. — Tenha um bom plantão. — Obrigado e agora curta a festa da Tânia, as festas dela são sempre as melhores. — Não, acho que já vou dormir. — Estou falando sério Lya, se diverte um pouco. Reviro os olhos e beijo a bochecha do Lucca, que solta uma gargalhada. Entro no elevador do prédio e dou uma rápida conferida nas redes sociais, assim que chego no meu andar percebo que a música alta ainda está lá e quando abro a porta o apartamento parecia menor que horas atrás. — Lyandra chegou — Tânia grita vindo em minha direção e beijando minha bochecha — Conheci um cara incrível o nome dele é Chris, vem, quero te apresentar. Tânia me pegou pela mão e me arrastou até a varanda, onde um cara de cabelo até o pescoço, cheio de tatuagens e um cigarro na boca estava. — Chris — ele se virou e nos encarou um sorriso — Essa é a amiga que te falei. — Muito prazer — ele estendeu a mão e eu apertei. — O prazer é meu — disse o reconhecendo do boate que fomos — Tânia, podemos falar em particular? — Claro gata — ela beijou a lateral do meu rosto e eu a puxei para um canto. — Esse cara não é aquele com quem deu perdido na boate? Tânia coçou os olhos e olhou novamente para ele, que estava acendendo outro cigarro. — Acredito que seja, faz um tempo que estamos ficando, está uma coisa seria já. Na verdade, Tânia não tinha certeza nenhuma de quem era aquele cara e nem de quantas vezes ficaram. — Esquece isso Lya, eu e ele estamos ficando e estamos numa vibe boa. Agora eu e você vamos beber. Ela me estendeu um copo de vodka e eu o virei todo de uma vez antes que perdesse a coragem. Fomos para o meio da pista e roubamos a cena.
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