Henry Lacerda

1029 Words
— Por que a surpresa senhorita Louise?— Henry perguntou, enquanto me encarava.— Deixa eu adivinhar, já ouviu fofocas ao meu respeito? Antes que eu pudesse responder, uma voz soou. — Senhoras e senhores, chegou o momento que todos estavam esperando, a valsa da debutante com o senhor Samuel Lacerda. As pessoas vibraram e o senhor Henry que estava sentado comigo, levantou rapidamente. — Foi um prazer te conhecer, Louise...— Henry disse com um sorriso encantador nos lábios. Ele sumiu no meio da multidão, e logo vi Isabella descendo uma grande escada até o lugar que seria a valsa. Isabella havia trocado de roupa, ela havia colocado um lindo vestido preto, e soltou os cabelos. No pé da escada, Samuel estava esperando Isabella, que parecia apavorada. Ela desceu as escadas elegantemente, mas um outro homem chegou ao lado de Samuel, era Henry. Isabella ao vê-lo pulou em seus braços e o abraçou, logo Samuel se afastou furioso, e uma voz no microfone soou novamente. — Parece que temos um convidado especial, uma salva de palmas para Henry Lacerda!! A multidão aplaudiu, e logo as pessoas começaram a cochichar. Uma melodia suave então soou, e Henry começou a guiar Isabella na valsa. No canto da festa, pude ver Samuel e Amélia discutindo e percebi que era melhor eu ir embora. Saí da festa, e fui para casa. No dia seguinte, acordei com o meu celular vibrando. As mensagens eram de Liana, ela havia mandado várias mensagens ontem a noite, mas eu não vi pois estava na festa, e quando cheguei adormeci. " Amiga? Aonde você está?"- 6:30 PM " Amiga? Eu vim na sua casa, mas você não estava. Cadê você Louise?"- 8:25 PM " Vou te m***r quando eu te ver!"- 8:25 AM Assim que terminei de ler as mensagens de Liana, ouvi batidas na porta. Levantei rapidamente e fui atender a porta. — Quem é?— perguntei ao chegar na cozinha. — Sou eu Louise! Abre a porta.— uma voz familiar respondeu aparentemente brava. Abri a porta, e logo vi Liana na porta. Ela entrou e me olhou furiosa. — Aonde você estava ontem Louise? E por que diabos não atende o celular? Você disse que ia acompanhar Isabella no salão, e estaria em casa antes de anoitecer!— Liana disse furiosa. Fechei a porta e encarei Liana. — Calma Liana... vou te explicar tudo, senta aí que eu vou passar um café, para começar esse domingo com bom humor.— disse com um sorriso sonolento no rosto. Liana sentou na mesa, e eu fui colocar a água do café no fogo. Contei tudo para Liana, desde o ateliê, até a hora que eu saí da festa. — E ele é bonito?— Liana perguntou enquanto dava um gole em seu café. — O local da festa estava um pouco escuro, mas aparentemente ele é muito bonito...— disse lembrando de Henry. — Me apresenta ele então!— Liana disse entusiasmada, e nós duas caímos na risada. De repente lembrei de mamãe, e que eu fui para uma festa mesmo ela estando doente. — Amiga?— Liana me chamou suavemente.— O que foi? — É só que... mamãe está no hospital, se recusa a falar comigo, e eu saí para uma festa. — Louise, pelo amor de deus! Você não está morta, e te garanto que sua mãe não iria gostar de te ver se lamentando por ela. Você é jovem, tem que sair e se distrair um pouco. Você já está atolada de problemas, e uma noite se divertindo, não faz mal.— Liana disse gentilmente. Olhei para Liana e dei um sorriso fraco, ela devia ter razão. — Mas então, aonde vamos hoje?— Liana perguntou. — Eu preciso ir ver minha mãe... — Já sabe que dia vai ser a operação dela?— Liana perguntou aparentemente preocupada. — Ainda não... — Bom, posso te fazer companhia no hospital, o que você acha?— Liana perguntou gentilmente. — Não Liana... eu prefiro ir sozinha. Curta o seu domingo! — Tudo bem Lu... então eu já vou, qualquer coisa me liga.— Liana disse se levantando e indo embora. Tomei um banho, me troquei e fui para o hospital. Ao chegar lá, o doutor Gabriel me atendeu. — Bom dia, Louise! Veio ver a sua mãe?— Gabriel me perguntou com um sorriso radiante. — Bom dia doutor! Sim, vim ver a minha mãe. Como ela está?— perguntei preocupada. — Ela está um pouco deprimida, mas tenho certeza que com sua visita ela irá se animar. Olhei para o doutor Gabriel e dei um sorriso fraco, eu estava com medo que mamãe não quisesse me ver novamente. Caminhei pelo corredor na companhia do doutor Gabriel, e quando cheguei na porta do quarto, bati. — Mãe? Posso entrar?— perguntei ainda do lado de fora. O doutor Gabriel me encarou por alguns segundos, e logo uma voz soou de dentro do quarto. — Vai embora Louise! Não quero ver ninguém, vai embora! Logo, senti como se alguém esmagasse meu coração. Olhei para o doutor Gabriel e meus olhos se encheram de lágrimas. — Eu preciso ir...— disse enquanto segurava as lágrimas. — Eu sinto muito Louise...— o doutor sussurrou. Dei um sorriso fraco, e caminhei pelo corredor, até sair do hospital. Fui para casa pensando em mamãe, e o quanto tudo isso deveria estar sendo difícil pra ela. Mas me doía tanto quando ela não me deixava vê-la, eu me sentia impotente e triste. Quando cheguei em casa, eu desabei de tanto chorar, estava tudo tão complicado. ... No dia seguinte acordei cedo, e fui para o trabalho como de costume. Elizabeth ao me ver chegar, logo me deu tarefas para fazer, então peguei meus esfregões e subi para os quartos. O primeiro quarto que eu entrei, foi o de Henry, tudo estava tão escuro lá. As cortinas estavam fechadas, então eu fui logo as abrindo. O sol atravessou os vidros da janela, e iluminou o formoso quarto de Henry. — Você é maluca?— uma voz disse do fundo do quarto. Me virei rapidamente, e vi Henry deitado na cama.
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