Seis

1241 Words
Amélia sorriu e subiu as escadas para ir ter com Thor. Ela estava radiante em pensar que finalmente poderia ser feliz depois de tanto sofrimento. Capítulo 8 — advertiu-lhe, a mulher mais velha. — É claro, Lucia. — respondeu Thor, um tanto triste, pois mesmo tendo conquistado sua independência, ainda não tinha forças para enfrentar sua mãe. — Por isso, sem querer ser impertinente, você vai precisar defender a pobre Amélia, já que ela não sabe como é de fato a sua família! — novamente, Lucia sendo coerente. — Eu já disse que não vou abrir mão da Amélia, mesmo que isso implique ficar contra a minha mãe. — respondeu ele. — O meu pai já deixou de fazer parte da minha via há muito tempo, Lucia, não me surpreenderia se o mesmo acontecesse com ela. — Só que não precisa ser assim, tão radical. — reverberou a mulher. — Basta deixar bem claro o que de fato você quer para a sua vida. Já provou ser capaz de tomar as rédeas e fazer seus próprios caminhos, meu rapaz. No amor não pode ser diferente. Eu torço muito para que você seja feliz! — Poxa, Lucia. Como eu queria que você a minha mãe, sabia! O jovem músico deu um abraço na sua governanta, mas como ele mesmo proferiu, Lucia era para si muito mais do que uma simples serviçal, ela era a mulher que o compreendeu desde o começo, que o ajudou a se reerguer no momento em que sua família de sangue disse que ele não seria capaz de construir tudo o que construiu, sozinho. E foi por isso que Thor decidiu se afastar e somente depois de alguns anos é que sua mãe voltou a se aproximar do mesmo. *** Naquela mesma tarde, Thor e Amélia decidiram ficarem juntos e apreciar um bom filme. A jovem brasileira estava apreensiva quanto à visita de sua futura sogra, mas ela não imaginava como de fato era a personalidade de Norabel. Em contrapartida, Thor conhecia muito bem a mãe que tinha, embora ele tenha decidido não se aprofundar muito no assunto que competia a esclarecer à personalidade de sua progenitora. — O que foi? — perguntou ela. — Perece preocupado e com um olhar perdido. — Não foi nada. — tentou disfarçar. — Só estou pensando no conserto da próxima semana. Num gesto delicado e sereno, Amélia depositou a mãe direita sobre a face esquerda do homem de cabelos loiros e o encarou de fora sublime, depositando um cálido beijo em seus lábios. E em seguida falou: — Pelo pouco tempo que passei ao seu lado, já o conheço o suficiente para saber que “nada” não é o real motivo para que esteja tão preocupado. — disse ela, deixando-o admirado. — O que está havendo com você, Thor? Fala pra mim! Um suspiro e ele decide seguir omitindo, mas dessa vez, sendo mais convicto. — Eu sei que já não posso mais esconder as coisas de você, amor. Mas não precisa ficar preocupada, eu estou dizendo a verdade. É o conserto, ele está me tirando o sono faz tempo. Mas não quero estragar a nossa noite com isso. — disse ele, mudando o foco da conversa. — Por que a gente não vai para o quarto, que é bem mais interessante, sim? — Tudo bem, vou fingir que acredito em você! Atendendo ao pedido outrora feito por Lucia, Amélia ficou ao lado de Thor, pois sentia que o namorado precisava dela. Os dois seguiram para o quarto dele e ali se entregaram ao amor que os unia. A jovem se entregava às suas sensações à medida em que era tocada pelo homem a quem aprendera a amar com todas as suas forças. Ele também mergulhava profundamente no prazer que aquele corpo o proporcionava, deixando de lado tudo o que lhe importunava, passando a sentir apenas o bem estar do momento de luxúria e paixão. Até que por fim, ambos alcançam o momento máximo de seu prazer, desabando sobre o colchão, completamente exaustos e com a respiração ofegante. — Confesso que jamais fiz amor de forma tão prazerosa, quanto quando o faço com você, minha Doce Amélia. — ele diz, com os olhos fixos nos dela. — Minha avó dizia que vocês homens dizem isso pra todas! — Amélia respondeu, dando risadas. — Ah, me dê só um pouco de crédito, vai — respondeu, depositando a cabeça no colo da mulher morena. — E quanto a dizer que eu não sou como os outros homens? — Aí você pode ter um pouco de crédito comigo, senhor Gandersen! Os dois seguiram conversando, logo após fazerem amor, mas depois de um período, acabaram sendo vencidos pelo cansaço e pelo sono. Eles dormiram ali mesmo, entrelaçados e envolvidos pelo calor de seus corpos, tendo as batidas de seus corações em sincronia. *** Do outro lado da cidade, uma figura nada empática estava se afogando em uma garrafa de uísque e maldizendo seu fracasso. Era Giuliana, a polêmica ex namorada de Thor, que mesmo o Maestro negando ter algum compromisso sério com a loira, ainda assim insistia que não aceitava perdê-lo, mesmo que isso lhe custasse a vida. — O que está acontecendo com você, Giuliana? Faz horas que tento entrar em contato com você, mas nunca atende esse telefone. — é o que diz SuzMaria, uma amiga de Giuliana, desde a adolescência. — Ah, é você! — a loira diz, abrindo a porta. Ela vira às costas, deixando para que SuzMaria a fechasse. — Entra e bebe comigo. SuzMaria era uma amiga que sempre esteve deslumbrada com as mordomias nas quais a amiga vivia. Já Giuliana a tinha por perto apenas para ter para quem exibir suas futilidades. Ruiva e dona de uma beleza irresistível, SuzMaria advém de uma família de classe média e só conheceu Giuliana Nolatto por conta de ter recebido uma bolsa de estudos, que lhe deu a oportunidade de estudar em um dos colégios mais caros de Roma. Depois de alguns meses, uma amizade forte nasceu entre as duas e essa amizade poderia ser muito eficaz para os planos da mulher de cabelos loiros. — O que houve? — perguntou SuzMaria. — Insisto, por que você sumiu desse jeito, Giuliana? Eu fiquei preocupada. Sabe o quanto essa cidade anda violenta ultimamente. — Não é com a cidade que eu estou reocupada, Su. — respondeu, começando a chorar, logo em seguida. — Amiga... o que aconteceu? SuzMaria a abraçou e fez com que a amiga encostasse a cabeça em seu ombro para que chorasse. Giuliana não recusou a oferta e chorou por cerca de dois minutos, depois começou a contar o que de fato estava acontecendo. Ela falou a respeito da mulher que parecia estar fazendo com que Thor se afastasse dela. — Mas de onde saiu essa coisa? — SuzMaria falou, referindo-se a Amélia. — E como que o Thor vai se interessar justamente por uma... ah, eu não gosto nem de pensar. — Eu também estou até agora tentando entender isso, Su. Mas se aquela mulherzinha estiver pensando que vai roubar o meu Tor, ela está muito engMariada. — falou entredentes e com o olhar apertado. — E você vai me ajudar. — se voltando para SuzMaria. — Eu? — a ruiva apontou para si mesma. — Como? — Isso você deixa comigo. Mas que aquela fulaninha vai ficar com o meu Thor, ah, mas não vai mesmo!  
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD