Capítulo 7

938 Words
— Ah, claro! Quanto custa esse? — perguntei, ignorando o olhar dela e sorrindo. — Esse? 250 reais — respondeu a mulher. — Ah sim, muito obrigada pela informação, vou olhar mais algumas peças — falei, me distanciando do vestido e dela, camnhando pelos corredores da loja. O vestido era mesmo muito bonito e, se eu arrumasse um trabalho e economizasse um pouquinho, acho que conseguiria comprar ele dali há um tempo. Continuei andando para os fundos, onde ficavam alguns acessórios, olhei alguns e, enquanto caminhava, ouvi meu celular tocar, era o som das notificações. Peguei o aparelho e desbloqueei a tela, encontrando uma mensagem de Carlos, e rindo meio boba, mas empurrando para longe aquele sentimento que aquecia meu coração toda vez que ele falava comigo. Carlos: “ Onde você está? Quer uma carona?” Amanda: “Tô no shopping! Se não tiver ocupado aceito a carona mais tarde, daqui há uns vinte minutos”, enviei a mensagem rapidinho em pouco depois, ele respondeu. Carlos: “Tô aí pertinho, chego em uns 3 minutos e a gente toma um sorvete, o que acha? Onde você tá?” Amanda: “Tô numa loja chique perto da escada rolante, no térreo, a fachada é preta e banca, voou te esperar na porta”, digitei rapidinho e enviei, pelo menos não ia voltar pra casa andando e teria companhia. Li a mensagem e guardei o celular, olhando para a frente e vendo a funcionária encarando do começo do corredor, saindo assim que me viu olhando. Suspirei pesadamente e decidi deixar o vestido e aqueles acessórios bonitos pra lá, não valia a pena e estava me sentindo observada o tempo inteiro, já estava ficando chato. Segui para a frente da loja e caminhei até a saída, mas, assim que passei pela porta o segurança apareceu na minha frente e, pouco depois, a funcionária arrogante chegou, cruzando os braços para mim. — Menina, pode abrir sua bolsa para a gente? — o segurança, um homem parrudo e n***o, me perguntou, parecendo constrangido e sem graça. — O quê? Como assim? — perguntei sem entender. Ouvi a funcionária suspirar e revirar os olhos, dando uma risadinha semhumor e se aproximando mais, segurando meu braço com grosseria, até senti as unhas dela machucarem um pouco minha pele. — Não se faça de desentendida! O que colocou dentro da bolsa lá no fundo do corredor? — ela perguntou, num tom acusador e, naquele momento, entendi o que estava acontecendo. Não acreditei naquilo e senti meu coração acelerar e meus olhos encherem de lágrimas, estavam insinuando que eu estava roubando? — Tá louca? Eu não botei nada na bolsa! Estava só guardando meu celular! — falei, já me alterando, me sentindo super ofendida. — Não pode me segurar assim, tá me machucando! — Pro que você está tão nervosa se não tem nada a esconder? É só mostrar a bolsa! — a mulher insistiu, falando alto e chamando a atenção dos outros clientes e funcionários que estavam ali. — Anda logo! Não tenho o dia todo! — Senhora, fique calma — o segurança pediu, tentando acalmar a funcionária. — Vocês têm cameras aqui, é só olhar nelas! Vai ver que eu não peguei nada! — falei, mais alto que ela, tentando puxar meu braço. — Tá me machucando, moça! — Não vou me dar ao trabalho de olhar nas cameras, claro que você pegou alguma joia! — ela continuou insistindo, apertando mais as unhas no meu braço, a essa altura já sentia as lágrimas escorrendo por meu rosto. — E não adianta vir com esse chorinho pra me distrair! Olha pra você, garota, acha que essa loja tem algo pra você levar se não for… — Moça, você só pode estar maluca! — interompi antes que ela continuasse. Sentia meu coração acelerado e m*l conseguia me mover, aquilo nunca havia acontecido comigo daquele jeito, não sabia como agir e sentia minhsas pernas tremerem de tão nervosa que eu estava. Meu pai sempre me ensinou o certo e o errado e ver alguém me acusando assim me ofendia muito, nunca tinha roubado nem uma bala, quem dirá uma joia cara como aquelas que eles vendiam! — Senhorita, por favor, mostre a bolsa e vamos resolver isso — o segurança falou, tentando, mais uma vez, mediar a situação. Olhei ao redor e percebi que os olhos de todos estavam em mim, senti me rosto queimar de vergonha, o que aquelas pessoa spensariam de mim? Já havia várias pessoas paradas na frente da loja acompanhando o barraco da funcionária e percebi que um grupo de meninas estavam gravando. — Ei, sua maluca! — uma delas gritou para a funcionária. — Tá fazendo isso só porque ela é preta é? Já revistou a bolsa dos outros clientes daí também? A mulher revirou os olhos ignorando a menina e olhando para a outra que estava filmando, apontando para ela com raiva e gritando: — Pode parar de filmar minha cara! Isso não é da conta de vocês! — enquanto gritava, ela puxava meu braço e apontava o dedo para as meninas. — Vocês são assim, sempre defende bandi… Mas, antes que ela terminasse de falar uma voz familiar encheou o local e com um grito, ele abriu espaço entre a pequena multidão de pessoas que havia se juntado ali, parando ao meu lado. — Que p***a está acontecendo aqui? *** E aí, quem será que é o salvador da pátria? Carlos ou Thomaz? Deixem suas apostas! amanhã tem mais capítulo! Me sigam no i********:: @autora_evy OBS: O que acham de eu criar um grupo de leitores, vocês entrariam nele?
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD