AMANDA
— Obrigada, amiga! — Lay falou pra mim, rindo e me abraçando. — Aí ele é tão bonitinho!
— Você já tinha visto ele? — eu perguntei, terminando meu cafezinho e jogando o copo no lixo.
Lay estava super animada com a “tarde de estudos” com os garotos, mas eu sabia que a última coisa que ela queria fazer era estudar.
— Eu troquei uns olhares com ele numa aula que temos juntos, mas ele nem prestou atenção em mim na sala — ela confessou, fazendo um biquinho. — Mas quando vi o Thomaz falando com você fiquei mais esperançosa, eles são melhores amigos pelo que eu soube! Você viu como ele me olhou?
— Eu vi, garota! — respondi, rindo e caminhando em direção a saída. — Ele parecia afim de você!
— Eu também achei! — ela comentou sonhadora. — Será que rola alguma coisa? — Lay jogou os cabelos quase brancos para trás, encolhendo os ombros com um sorrisinho. — Você bem que podia aproveitar a oportunidade e…
— Nem vem! — cortei ela, dando um empurrãozinho em seu ombro e rindo, balançando a cabeça. — Thomaz e eu nunca dariamos certo!
— Nunca diga dessa água não bebereis, pois aposto que um dia você vai é tomar banho nela — Lay falou, mando um beijinho pra mim e correndo para fora, passando pelo portão e entrando no carro que a esperava na entrada.
— Ela com certeza é maluca — sussurrei para mim mesma, revirando os olhos e rindo, caminhando para fora.
Ainda era cedo e, como não tinha nada para fazer naquela tarde decidi dar uma passadinha no shopping, queria tomar um sorvete antes de ir pra casa, merecia um pouquinho de descanso antes de voltar a estudar.
Passei direto pelo ponto de ônibus e caminhei em direção a avenida, seguindo em direção ao shopping mais próximo, que ficava há uns 15 minutos de caminhada dali, mas eu nunca me importei em andar, era bom para pensar. Poderia até aproveitar para ver se havia alguma vaga de meio período ali e enviar meu currículo por email, já que a faculdade estava me dando mais gastos do que eu imaginei, então eu precisava compensar. Meu pai não queria que eu trabaçlhasse, mas não ia me m***r fazer salgum corre para ganhar um dinheirinho e ajudar em casa.
Segui pela avenida e virei à direita, encontrando o grande e movimentado shopping. Sempre chamei o lugar de “Shopping de Rico”, já que as pessoas de maior condição financeira sempre andavam por ali, afinal, ficava num bom bairro, longe das favelas e tinha muitas lojas de marcas famosas.
Entrei no lugar e ajeitei minha mochila nas costas, seguindo pelos corredores até a escada rolante, a praça de alimentação ficava no segundo andar. Passei por algumas lojas, todas bastante chiques e com várias dondocas dentro. Uma delas me chamou atenção, tinha um vestido lindo na vitrine, preto e brilhante digno de uma festa incrível e, apesar de não ser muito de festas, resolvi dar uma olhadinha.
Entrei na loja e parei na frente do vestido, o olhando e procurando o preço na etiqueta. Enquanto eu dava uma olhada na peça, uma mulher alta e elegante se aproximou, me olhando um pouco estranho.
— Posso ajudar? — ela perguntou, erguendo uma das sobrancelhas.
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