Domingo de manhã. Uma semana sequestrada. Ramón sai do escuro, mas dessa vez não me assusto, eu esperava por ele. Logo que começa a falar vai me repreendendo: – Sammy não gostou nada, nada que você tenha ficado. – Sammy está morto. – Aqui estamos todos mortos – Ramón fala dando de ombros. – Ele disse que não confia em você. Só que faltava, um fantasma não confia em mim. – Eu ainda não sei como, mas vou salvar vocês. – murmuro enquanto me deito na cama e fecho os olhos. Sinto que Ramón está me observando. – Verônica você não pode. – Ramón segura minha mão carinhosamente. – Eu sei que tem boa intenção, mas você não sabe o caminho pra sair daqui, não sabemos como andar pelas ruas, ele sempre tapa nossos olhos. Nenhum de nós sabe só Sammy... – Eu vou descobrir. Eu tenho o diário dele.

