Cassandra — Acorde. — Acorde. Abro os olhos de repente, mas preciso fechá-los novamente. Não consigo me concentrar. Tudo está girando, e o movimento constante do chão piora a minha condição. Pisco várias vezes até conseguir afastar a tontura. Então, vejo o rosto do psicopata. Só me lembro de chegar a uma ambulância vazia sob ameaça. Então, tudo fica embaçado. Quanto tempo se passou desde então? Meu Deus. Fui sequestrada. — Chega, garota. Ele acaricia a minha cabeça como se eu fosse um animal de estimação abandonado. — Aqui. Ele abre uma garrafa de água na minha frente antes de pressioná-la contra os meus lábios. A garrafa estava lacrada, então aceito a bebida de bom grado. Estou sentada numa cadeira, com as mãos e os pés amarrados. Pelo leve movimento, percebo que estamos na água

