(capítulo 2)

825 Words
Anna A minha infância não foi feliz como a maioria das outras crianças que cresce em um quintal grande com cercas brancas e um balanço pindura em uma árvore, não conheci o meu pai ele se mandou assim que eu nasci, nunca vi nem uma foto do desgraçado. Morávamos no Canadá só eu e a minha mãe em um apartamento grande, era solitário quando ela saia para trabalhar, mais quando estava presente em casa sempre foi a melhor mãe do mundo nunca me deixou sentir falta de ter um pai na minha vida. Tudo mudou depois que ela fez uma viajem para Nova York a trabalho, lá ela conheceu um homem chamado James, ela mudou completamente foi se distanciando de mim e da minha tia Érica sua irmã, quando eu vi ela já estava de malas prontas para ir morar com ele, me deixando na casa da minha tia Érica enquanto ela ia viver o seu romance adolescente, eu tinha apenas 12 anos de idade era nova demais pra entender muita coisa, mais uma coisa sempre ficou clara pra mim ela me trocou por ele, por aquele homem que nunca fez nem questão de me conhecer. Passei 3 anos da minha vida vivendo com a minha tia no Canadá e falando com a minha mãe apenas por telefone, quando finalmente ela caiu em si de que aquilo não era certo, ela chegou na casa da minha tia arrasada com a separação dos dois, descobriu que o tal James era um canalha disso eu nunca tive dúvidas que homem de bom coração separa mãe e filha? Por muito tempo ela ficou arrasada contando repetidamente sobre a traição dele com a advogada, aquele homem acabou com auto estima da minha mãe, acabou com o seu psicológico, ela estava ali comigo de novo mais já não era a mesma mulher que um dia foi, nem a mãe da qual eu lembrava. Eu o odiava tanto quanto eu odiei ele no momento em que ela me deixou pra ficar com ele em Nova Iorque. O destino havia sido traiçoeiro comigo mais uma vez me deixando agora completamente sozinha minha mãe e a minha tia Érica estavam voltando de uma viajem a passeio que fizeram para Suíça e na volta para o Canadá o avião caiu no meio de uma montanha, não houve sobreviventes. Eu perdi as duas nessa tragédia, eu estava completamente sozinha sem família e perdida sem saber o que fazer, a polícia disse que vai levar uns dias para liberar os corpos, liguei para o advogado da minha mãe e pedi uma orientação a ele e ele me disse que o testamento seria lido amanhã no escritório da empresa da minha mãe, ela tinha um escritório pequeno de publicidade, era de onde vinha a nossa renda. Confesso que eu não estava com cabeça para falar sobre dinheiro mais eu iria precisar para fazer um enterro bonito como as duas mereciam. Advogado📱 É importante que você vá até lá na leitura do testamento Anna é o seu futuro que está em jogo. Anna 📱 vou ir sim, as 10 horas eu estarei lá. Advogado 📱 ótimo, eu estarei com você o documento foi assinado e autenticado sobe minha orientação alguns meses atrás. Anna 📱 então você sabe exatamente o que está escrito lá? Advogado 📱 Sei sim, e não se preocupe amanhã você também irá saber, agora eu preciso desligar, amanhã nos falamos. Anna 📱 está bem, até amanhã. Desliguei a ligação e fiquei ali no chão da sala olhando os álbuns de fotografias antigas, buscando o seu sorriso e a sua juventude feliz, minha mãe era linda com uma beleza rara ela sorria apenas com os olhos. No outro dia acordei com o celular despertando, mais uma noite em que dormi muito pouco sentindo aquela dor na alma e aquele vazio no peito. fui até o banheiro fiz minhas higiênis tomei um banho quente demorado, quando sai do banho eu vesti um vestido preto rodado curtindo de manga comprida sem decote, coloquei uma meia calça preta fininha também e um sapato vermelho de salto alto e bico fino. Fiz uma chapinha no meu cabelo deixando ele solto e uma maquiagem leve quase imperceptível, passei meu perfume e separei alguns documentos que o advogado falou que eu iria precisar, coloquei na minha bolsa na Louis vuitton e sai de casa, fui de táxi até o escritório da minha mãe. fui bem recebida por seus antigos colegas de trabalho, me conduziram até uma sala de reunião onde já estava o advogado com quem eu falei e mais um homem que dizia ser oficial de justiça. Cumprimentei os dois e me sentei em uma cadeira ali ficando frente a frente com os dois. Anna- e então o que estamos esperando? perguntei impaciente, tudo ali me lembrava ela eu só queria poder ir para a minha casa e chorar. advogado- estamos esperando outra pessoa que também faz parte do testamento Anna.
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