Surpresa de Aniversário

1209 Words
POV Rodrigo O relógio pendurado na parede parecia marcar o ritmo do meu coração. Hoje era meu aniversário, e eu só queria que fosse uma noite tranquila. As luzes estavam brilhando, a música estava alta e todos os meus amigos estavam lá, prontos para uma noite de celebração. Mas a presença inesperada de meu pai Ricardo e sua "surpresa" balançaram meu dia. — Estou te entregando uma pequena homenagem para o seu aniversário — papai disse, com um sorriso que não chegou aos olhos. — Ela vai tornar a noite ainda mais especial. Eu não estava preparado para isso. Não era apenas uma jovem que papai trouxe; era a expressão pura do medo. O capuz que cobria seu rosto havia sido retirado, e agora eu via seus olhos cor de mel, brilhando com uma mistura de raiva e terror. Algo dentro de mim estremeceu. — Lily, não se preocupe — papai continuou, como se suas palavras pudessem de alguma forma acalmar a tempestade que se formava entre nós. — Você terá um boa noite. Olhei para Lily. A beleza dela era inegável, mas o estado dela era insuportável. O contraste entre seu vestido elegante e aquele olhar aflito me fez questionar a situação. Eu não pedia muito da minha festa, mas o que estava prestes a acontecer não se encaixava no que eu imaginara. Papai estava provavelmente pensando que, como uma mulher "entregue", Lily concordaria com o que estava por vir. E isso me enojava. — O que você quer fazer com ela? — perguntei, tentando manter a calma, mas a escuridão da situação começava a me envolver. — O que você vai fazer com ela!? Quero dizer é seu presente de aniversário, não se preocupe, ela está limpa e você será o primeiro em tudo pra ela, hoje será uma noite de pura diversão para você, meu filho. Você sabe... muita diversão. — Ele deu uma risada, mas não havia nada de engraçado em sua voz. A tensão no ar estava palpável. Balançando a cabeça, decidi que não podia deixar aquilo acontecer. Sabia que não poderia querer algo assim para mim, mas não sabia o que fazer. Um impulso tomou conta de mim, uma necessidade de proteger aquela jovem que parecia tão perdida. — Eu não quero isso — declarei, ignorando as vozes estrondosas da festa ao meu redor. Papai parou de rir e me lançou um olhar frio, um olhar que disparou uma agitação dentro de mim. Não era apenas pela proteção de Lily; era pela contração do que a realidade de sua situação representava. Ao olhar para ela novamente, vi que seus olhos temerosos estavam agora fixos em mim, buscando algo… esperança talvez? Nossos olhares se cruzaram, e algo dentro de mim se quebrou. Uma conexão foi criada em um instante — um laço invisível, mas forte. — O que você quer dizer com "não quero isso"? — papai questionou, sua voz cheia de incredulidade. — O que você me deu não é uma oferta, é uma ofensa. Você realmente acha que isso é o que eu quero para o meu aniversário? Uma vida de horrores? Acha que vou me divertir com isso? — me irritei. A atmosfera ao nosso redor mudou. Os guarda costa de meu pai se entreolhavam, notando a tensão. Queria que a música parasse e que todas as conversas no andar de baixo parassem, para que eu pudesse sair daquele pesadelo em que havia entrado. Lily, a essa altura, havia encostado a parede, o corpo dela tremendo. Um impulso de proteção tomou conta de mim; eu sabia que não poderia deixá-la ali. — Lily — disse, tentando dar um passo em sua direção e falando baixo para que meu pai não ouvisse. — Você está segura aqui. Eu não permitirei que ele faça nada com você. Ela pareceu hesitar antes de responder, cada palavra carregada de emoção. — Rodrigo, eu não sou forte. Eu não posso lutar isso sozinha. Meu coração se apertou ao ouvir suas palavras. — Você não está sozinha. Nunca mais — reassurei-a, sentindo uma coragem que não sabia que possuía. Naquele momento especial, fui tomado por um desejo de salvá-la; não apenas dela mesma, mas do futuro sombrio que papai estava tentando colocar sobre nós. O desafio não era apenas para mim, mas também para ela. Para falar a verdade me apaixonei por seus olhos cor de mel. Papai, percebendo que as coisas não saíam conforme o planejado, tomou um passo à frente. — Você está se colocando onde não deveria estar, Rodrigo. Essa não é a sua luta. — Não é só uma luta, papai, isso é uma vida. E eu não vou deixá-la ser uma peça de xadrez. Ele riu, mas havia um tremor de raiva em sua voz. — Você vai se arrepender disso. — Não, eu não vou. — Então tudo bem, eu fico com ela está noite, tenho muitas ideias. — Ele diz com um sorriso malicioso. — Não, eu fico com ela! — digo de forma desesperada pra que ela não fique com ele. — Se você me enganar, eu não vou deixar passa! — afirma levando seu charuto a boca. E assim, aquela noite que deveria ser apenas um aniversário se transformou em um divisor de águas. Sem mais palavras, estendi minha mão a Lily, e a força com que ela agarrou a minha fez tudo parecer mais simples. Poderíamos enfrentar aquilo juntos, de alguma forma, mudar o rumo da nossa história. Enquanto os convidados continuavam festejando, uma nova determinação fulgurava entre nós. Nós éramos mais do que objetos de um jogo c.ruel. A verdadeira luta estava apenas começando. Após muita conversa com Lily, ela adormeceu em minha cama, não podia voltar para festa porque meu pai descobriria e viria ao eu quarto. Para não pegar no sono bebo um wisk que tenho em meu quarto, uso umas drogas que tinha gaveta, uso apenas para relaxar e passar o tempo, quando percebo já bebi mais de duas garrafas. Minha gira cabeça. O álcool e as drogas criam uma névoa densa em minha mente, tornando difícil distinguir pensamento de impulso. O quarto está escuro, iluminado apenas pela brisa da noite através da janela. Lily dorme tranquilamente na minha cama, o peito subindo e descendo suavemente com a respiração ritmada. Há algo nela que me prende a atenção—talvez seja a maneira como seu rosto relaxa quando está longe da melhoria do mundo, ou o jeito que sorri enquanto dorme. Me aproximo, cambaleando um pouco, apoiando uma mão na beira da cama. Meu coração bate forte, mas não sei se é pelo efeito das substâncias ou por algo mais profundo. Olho para ela, tão serena, tão vulnerável E então, como se eu não resistisse a toco. Passo as mãos no rosto, tentando afastar os pensamentos confusos. Esse não sou eu. Ou, pelo menos, não quero ser essa versão de mim. Olho para Lily dormindo inocentemente, me aproximo da cama e percebo o qual linda e inocente ela é. Tem belos s.eios, o corpo não é formato que eu gosto, pois ela é um pouco magra com relação a sua altura, como se comesse pouca comida. Ao ver ela tentar sorrir de maneira linda enquanto dorme, não resisto e avanço para cima dela.
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