Capítulo 31 Os dias seguintes foram uma mistura de caos e calmaria. Aurora chorava mais que Heitor, sempre exigindo colo. Heitor era mais sereno, mas quando começava a berrar, ninguém segurava. Marília, mesmo cansada, se mostrava uma mãe de fibra. E eu, tentando ajudar, aprendia coisas que nunca pensei: trocar fralda, dar banho, ninar. Cada vez que Marília me olhava, surpresa por eu dar conta, eu sentia o peito inflar. Eu queria mostrar pra ela que podia ser diferente, que podia ser homem de família e não só o dono do morro. Uma noite, quando ela já estava quase dormindo, soltei: — Semana que vem a gente vai no cartório, hein. Eu vou assinar como pai de Aurora e Heitor. Não quero deixar nada em aberto. Ela me olhou séria, segurando minha mão. — Então prova, Fantasma. Não só no papel,

