AS FERIAS EM ANGRA

1326 Words
CAPÍTULO 6 Fantasma narrando Nunca pensei que estaria aqui com ela indo pra Angra. Tem um ano que não vou lá na casa. Dona Maria tem limpado a casa pra mim. Já mandei mensagem e passei o pix pra ela abastecer a casa e fazer um almoço simples: strogonoff, salada, coca-cola, bastante batata frita. O que não pode faltar na geladeira é minha cerveja. Eu sentia ela me olhando disfarçadamente. Sorri e perguntei: — Por que tu fica me olhando assim? Ela respondeu: — Estou prestando atenção no seu rosto... é lindo, em conjunto com esse corpo todo forte. Estou gostando do que vejo. Quando ela acabou de falar, eu já estava vermelho. Ela riu... e que sorriso lindo. Quando olhamos pra trás, sss tava olhando pra gente com cara de bobo, e a menina também. — O que foi? — perguntei. — Nada não, patrão. Você ficou vermelho com cara de bobo. As mulheres começaram a rir. Fechei a cara e fiquei sério, senão ia perder a moral. Tomara que Tainara não esteja lá na casa hoje. Dona Maria já falou pra ela não se envolver comigo, mas ela tá insistindo. Eu não n**o b****a mesmo... toda vez que estou em Angra me afundo nela. Já passei dois dias com ela no quarto só trepando. Ela é gostosa pra caramba, mas é só sexo. Do nada veio a pergunta da Agatha: — Vocês trabalham de quê? Respondi: — Somos traficantes. Eu sou o dono do morro da Rocinha, e esse aí é o meu gerente geral e braço direito. Pode me chamar de Fantasma, ele é o sss. Bateu um silêncio ensurdecedor dentro do carro. A menina arregalou os olhos, engolindo seco. Marília ficou paralisada, olhando pra mim. — Você é o Fantasma que as garotas falam? — Sim, sou eu mesmo. A menina deu um sorriso alto e, na inocência, falou: — c*****o, eu sempre quis t*****r com você. Elas dizem que você é gostoso e sabe fazer os parangolé... agora tamos aqui. Quando olhei pelo retrovisor do carro, sss tava travado, com uma cara feia, que tive que frear o carro. Olhei pra menina e falei: — Vocês hoje não estão fazendo programas, estão curtindo. Você veio com o sss e ela comigo. Não precisa ninguém saber quem vocês são, entendeu? — falei sério com ela. Marília estava calada, apreensiva, assustada, com aqueles olhos lindos me olhando. Perguntei: — Você tá com medo de mim, gata? Ela olhou pra mim, sorriu e falou: — Não. Eu fiquei calada por você ser tão diferente... não parece bandido. A tagarela da Agatha foi falando até Angra. Quando chegamos, dona Maria veio nos receber com um sorriso enorme... que morreu ao ver Marília e Agatha com a gente. Ela nutre esperança da filha dela ser a patroa do morro. Eu já falei que isso não vai acontecer. Chegamos e já fomos subindo pra minha suíte, que tem até TV pra não termos que descer. Tem frigobar, suco natural, cerveja, gelo, uísque. Marília sentou na cama, ficou me olhando, respirou fundo e perguntou: — Por que aquela senhora fechou a cara quando viu eu e a Agatha? Respondi: — Ela nutre esperanças que um dia eu assuma a filha dela como fiel, e isso é fora de cogitação. Não tenho sentimentos pela filha dela. Que é uma oferecida. Já tive um caso com a filha dela, fui o primeiro homem da Tainara. Depois ela arrumou um bacana na faculdade, ficou grávida... o cara não queria o filho, empurrou ela da escada. Soraya perdeu a criança. Eu fui lá e matei o cara. Por isso ela pensa que tenho sentimentos por ela, mas já falei que não tem nada a ver. — Bom, vamos esquecer isso. Vamos tomar banho pra almoçar. Ela tirou a roupa, se enrolou na toalha e entrou no banheiro. Falei com ela: — Vou lá embaixo rapidinho enquanto você toma seu banho. Desci as escadas. Quando comecei a descer, ouvi sss chamando, bom na novinha... ela gemia alto. Dei um sorriso e continuei. Quando cheguei na cozinha, Tainara estava com uma cara emburrada, dona Maria também. Sentei na mesa, pedi para as duas sentarem também e comecei a falar: — Dona Maria, te respeito como se fosse minha mãe, certo? Mas isso não te dá o direito de destratar minhas convidadas. Eu vi sua cara quando chegamos e não gostei. Até porque não tenho nada com sua filha. Certo, eu e ela já conversamos sobre isso. O que aconteceu foi passado. Ela foi a primeira a me descartar pra ficar com o playboy. Então, por favor, trate as meninas bem, tá ok? — É isso aí. Vou subir. Pode esquentar a comida. Tainara me olhou com desejo e falou: — Posso trazer minhas amigas pra tomar banho de piscina? Elas estão lá em casa, vieram do Rio pra isso. Eu não sabia que você vinha hoje. Respondi seco: — Pode, mas eu não quero bagunça nem mexendo com as minhas convidadas. — ‘Tendi — Tainara respondeu e saiu. Subi correndo, dei uma batida na porta do quarto do sss e entrei correndo no meu. Cheguei lá, ela estava de biquíni minúsculo vermelho e uma canga de crochê por cima. Visão do paraíso. Tive vontade de agarrar ela, mas ainda tenho receio. Queria tascar um beijo naquela boca carnuda. Tenho primeiro que convencer ela a ser só minha, aí sim. Essa história de “lavou tá nova” não é comigo. Fui pro banheiro, tomei banho, botei minha sunga vermelha, passei protetor solar e um óleo próprio pra quem tem tatuagem. Abracei ela e fomos descendo as escadas. Daqui a pouco chegou sss com a menina dele, que parece uma criança, igual a um casal de namorados. Eu e Marília ainda estávamos sem jeito até de se beijar. A comida estava uma delícia. Fomos pra piscina. Tainara e suas amigas estavam na piscina só no mergulho... as mulheres, gostosas pra um c*****o. Marília ficou desconfortável com a olhada que dei pra b***a de uma delas. Ela deitou de b***a pra cima... e que b***a. Que vontade de dar uns tapas naquela bundona. A menina do sss já estava se enturmando com as meninas. Eu fiz sinal pra ele porque Agatha é ingênua ainda. Marília começou a beber caipirinha de morango que sss fez. Bebeu uns três copos, ficou doidona. Agatha também ficou doidona, agarrando sss, ele segurando suas mãos e as garotas olhando aquilo. Ele pegou ela no colo e levou pra cima pra elas dormirem. Marília ficou bêbada, já estava rebolando muito. O jardineiro já não estava cuidando mais do jardim, estava de olho nas mulheres todas bêbadas. Tainara levou duas amigas pra deitar e voltou com uma ruiva toda gostosa que veio pra cima de mim. Eu já estava loucão. Ela já veio sarrando em mim. Tainara tentou tirar, mas ela não saía de jeito nenhum. Tinha uma edícula que os peões dormiam quando estavam construindo a casa, que depois reformei e fiz duas suítes. Chamei sss: — Aí, vamos pegar as duas na edícula, depois saímos e pronto. Só que as duas queriam a mim. Eu não ia deixar meu parceiro na mão, preferi não ir. Fechamos a casa e subimos pro terraço, que tem uma vista linda pra praia. Ficamos ali escutando pagode e fumando um back. Começamos a conversar sobre as minas. sss tá xonado pela novinha, só está com medo de ela não querer ele por causa da diferença de idade. Ele já está com trinta e dois, ela tem dezoito. Eu já estou com vinte e nove, mas eu e Marília não somos muito distantes um do outro na idade. Estamos pensando em tirar elas da boate, mas isso é papo pra amanhã. O dia amanheceu e nós dois ali, jogando conversa fora. Entrei no quarto, fui tomar banho... nem me enxugar direito eu fiz, caí na cama e apaguei. Quando eu acordar, vamos conversar sobre isso.
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