CAPÍTULO 13 Narrado por Marília Ainda estava sentada no chão frio do quarto, encolhida, chorando sem parar. O rosto ardia, latejando pelos tapas que Fantasma tinha me dado. Cada vez que eu passava a mão na pele sentia o calor, como se o estalo ainda estivesse ecoando. Minha boca tremia, meus olhos ardiam, mas não era só a dor física… era a humilhação, a forma como ele tinha me jogado aqui dentro, como se eu fosse nada além de um objeto. Eu soluçava baixo, tentando controlar a respiração, mas a sensação de sufoco não passava. Me sentia pequena, frágil, indefesa. Já tinha horas que ele saiu, eu não entendi o porquê de tudo isso. mas preferi esperar. Foi quando eu ouvi passos pesados no corredor. O coração acelerou de medo. Eu sabia que era ele. Fantasma. Sem pensar, levantei correndo e

