CAPÍTULO 16 Narrado por Fantasma O hospital do Comando nunca parecia tão silencioso e frio. As luzes fluorescentes queimavam os olhos, e o cheiro de desinfetante me deixava tenso. Eu me sentei em uma das cadeiras duras, observando a maca onde Marília estava deitada. Ela parecia frágil, tão diferente daquela mulher forte e provocante que eu conhecia. O corpo magro, o cabelo desgrenhado, a febre queimando o rosto. Meu peito apertou, algo que não era só desejo, nem raiva, nem posse… era medo. Medo de perder ela. FB estava ao meu lado, mais calmo que eu, mas também atento. — Tá r**m, patrão… — ele disse, baixo. — Nunca vi ela nesse estado. Balancei a cabeça, sem responder. Palavras não eram suficientes. Eu só conseguia ficar ali, observando cada respiração dela, cada leve gemido de dor.

