Capítulo Cinco — Júlia

1504 Words
— Não foi você que me falou, sou apenas um homem bem informado, nos mundos dos negócios isso é um fato essencial. Esse homem estar me dando nos nervos, nunca vi uma pessoa mais prepotente igual a ele, mas se ele pensa que vai me colocar no bolso estar muito enganado. — Claro! Não sabia que espionar as pessoas, agora tinha mudado de nome para bem informado, gostaria de lembrar que isso também se encaixa em um crime, portanto deveria tomar mais cuidado nas suas atitudes. O mesmo sorri, como se estivesse debochando de mim, juro que sou capaz de escavar essa fazenda com as mãos, somente para arranjar provas para incriminar esse arrogante. — As notícias correm, não mandei espionar ninguém, caso você não percebeu aqui não é um lugar que vive movimentado, então qualquer pessoa nova que chegue é sempre o maior comentário, mas a moça é do Rio de Janeiro, não deve se espantar com fofoca, mas se fosse voce tinha cuidado viu, porque lá estar acostumada com as fumaças e os barulhos do carro, aqui vai ter que se acostumar com o barulho das onças. Ok! Se a tentativa dele é me assustar estar conseguindo, mas claro que não vou deixar que ele perceba, isso jamais. — Se estiver tentando me amedrontar vai perder o seu tempo, porque na minha profissão, não tenho tempo para ter medos, ele é valioso para mim, não posso jogar fora, enfim, o que eu quero é ter acesso as imagens que você diz ter apenas isso, não estou pedindo para me dar as imagens, apenas para assistir a elas. O mesmo me olha como se fosse um pedaço de bife na vitrine do açougue, odeio homens assim, minha vontade e lhe dá um belo tapa, para aprender a não ser cafajeste. — Já avisei que só vai ter acesso as imagens com uma liminar, simples assim, advogada, será possível que vou ter que desenhar para que você entenda? Não vou conseguir nada aqui, sou estou perdendo tempo, preciso voltar a fazenda, para ver se consigo entrar com esse pedido ainda hoje, mas na verdade, tenho que estudar bem, porque essa prova ainda não estar nas mãos da polícia. — Você deve saber muito bem, que essas provas precisam ir para mão da polícia, não posso entrar com nenhum recurso se a justiça não tem em mãos essa prova ainda, pensei que tivesse pressa em se livrar desta acusação, mas pelo visto estar apenas brincando com tudo isso. Dessa vez ele não me responde, apenas se levanta e abre a porta, sem falar uma só palavra, não acredito que este bruto estar me colocando para fora, na maior cara de p*u? Ah! Como odeio esse homem. — Se me der licença, acredito que a advogada não tem mais nada para fazer aqui, por favor! Queira se retirar da minha propriedade, se não vou ser obrigado a mandar um dos peões lhe mostrar o caminho. Aí dele se um desses brutamontes tocar em mim, porque eu mesma abro um processo contra ele, não precisa nem ser a causa dos meus clientes. — Caso não tenha reparado eu tenho duas pernas, sei muito bem por onde entrei, não será agora na volta que vou me perder, não perca seu tempo pedindo para ninguém me mostrar a saída, Espero que as suas provas realmente sejam contudentes e que seus advogados, sejam tão bons quanto eu. Agora virou uma questão de honra vencer este homem no tribunal, preciso saber mais sobre esse caso, pelo visto eles usaram as imagens somente para adiantar a minha vinda para cá. Droga! Esqueci de avisar a minha amiga que cheguei, ela já deve estar surtando, por não ter avisado nada, além disso o meu telefone estar completamente sem sinal, pelo visto se comunicar aqui vai ser difícil. — Marcos? Sabe um lugar aqui que dê área de telefone? Preciso fazer uma ligação. O mesmo me responde que não preciso me preocupar, pois na fazenda dos seus patrões tem uma antena telefônica. — Se preocupe não, assim que chegar na fazenda, a senhora vai ter como se comunicar, lá temos uma antena telefônica, o filho do patrão que mandou instalar, pelo fato que também é de dentro dos negócios. Espera! O casal não me falou de nenhum filho a mais, somente esse que foi assassinado, não estou gostando nada dessas surpresas pelo caminho, sinal de que não são pessoas de confiança como imaginei. — Desculpa a pergunta, mas esse filho também mora na fazenda com os seus patrões? Ele me responde que é o filho mais velho dos patrões e que este adora tecnologia, portanto não vou ficar totalmente perdida ao chegar lá. — Sim! É o filho mas velho dos patrões, a senhora deve estar se confundido, quem morreu foi o mais novo, mulher. Se quiser descobrir tudo que estar encoberto nesse lugar, vou ter que me tornar amiga de longas datas do Marcos, ele aparenta ser o peão mais antigo e o que sabe de tudo, até onde pude perceber. — Obrigada! Hoje você ficou o dia inteiro a minha disposição, estou exausta, mas ainda vou ter uma conversa com os seus patrões sobre o caso, com licença Marcos e até qualquer hora. Assim que entrei, uma das empregadas, já veio logo perguntar se estava precisando de alguma coisa, ou é um povo muito hospitaleiro, ou quero me bajular para que me encante com o tratamento e esqueça de olhar os pequenos detalhes a minha volta, entre as duas opções, estou começando a acreditar na segunda. — Deseja algum coisa senhora advogada? Agradeço a mesma, mas tudo que desejo é dormir, não antes de falar com os meus patrões, digamos assim. — Os seus patrões, onde estão? Preciso falar com eles, antes de me recolher. A mesma me avisa que vai chamar e enquanto isso, posso ficar esperando na sala. — Por favor! Espere aqui na sala, irei chamar o senhor Fonseca, a sua esposa já se recolheu, só estar de pé ele e o filho. Não me sento, estou angustiada de mais, por perceber que vir parar em um campo minado e que sei apenas meias verdades das coisas, isso não é bom. — Estava querendo conversar comigo Júlia? Quero te apresentar o meu filho mais velho, o Rodrigo. Estendo as minhas mãos, falando que é um fazer lhe conhecer, mas me cortorcendo para dizer, que gostaria ter está informação com antecedência, não pela boca de um peão minutos antes de conhecer o rapaz. — Prazer! Não lembro do senhor ter mencionado sobre este filho mais velho, nas nossas conversas senhor Fonseca, me desculpe estou apenas estranhando a situação. O meu chefe simplesmente fala que não viu motivos, afinal de conta fui contratada para investigação do seu filho que está morto, não do que estar vivo, opa que arrogância é essa, quando foram falar comigo no Rio, o tratamento não era esse. — Não entendo o porquê da sua indignação, afinal falamos com você sobre o nosso filho que foi assassinado, não tinha porque citar o que estar vivo, você estar sendo paga para provar que os Bom Forte, são os culpados pela morte dele, não para saber sobre a nossa vida pessoal, isso não diz respeito a ninguém, nem mesmo a você querida. — Pai? Não percebe que estar sendo grosso com a advogada que o senhor mesmo contratou. Nossa! Alguém nesta casa tem bom senso, porque não estou entendendo este tratamento vip que estou recebendo. — Ok! Mas sem saber de tudo, fica difícil senhor Fonseca, não posso defender uma causa, onde só sei meias verdades, preciso saber de tudo da história completa, não das partes que o senhor e a sua esposa acham importantes, porque diante de um juiz ele não vai querer saber o que o senhor julgou mais importante ou não, preciso estar preparada para tudo, escute o seu filho, ele parece que estar com a mente mais aberta do que a sua, se me der licença irei para o meu quarto. Não lhe dou oportunidade de falar novamente, sinceramente não estou gostando dos rumos que as coisas estão tomando, estou começando a achar que deveria ter escutado a minha melhor amiga e avaliado melhor a proposta antes de vir para amazônia. — Desculpas pelo meu pai, ele costuma ser um homem bem bruto às vezes. Ah! Isso não acontece sempre é só as vezes, imagino este homem com a esposa, a flor de pessoa que deve ser, só espero encerrar logo este caso, porque não pretendo ficar escutando os desaforos dele, muito menos batendo palma, não é porque contratou os meus serviços e vai me pagar por eles, que tem o direito de me tratar como bem entender. — Não vem querer me enganar ou passar panos quentes para o seu pai que não vou cair nessa, ele deve ser assim sempre e claro que quando foi conversar comigo lá no Rio, fingiu ser uma flor de pessoa, para que aceitasse pegar este maldito processo.
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