Tive a impressão de que você precisava de mim.

1636 Words
Matteo a observou por um momento, incapaz de evitar o desejo de percorrer seu corpo de cima a baixo. Ela parecia angelical, etérea, mais linda do que nunca. Sua boca entreaberta o convidava a saboreá-la, e ele não conseguiu resistir. Aproximou-se e sugou seu lábio inferior como alguém sedento, percorrendo o contorno de sua boca com a língua. Mais uma vez, ele sussurrou com voz rouca: "Minha doce Gálata!" Introduziu sua língua úmida, quente e ansiosa em sua boca, encontrando a dela, que timidamente se movia. Juntas, suas línguas dançavam uma dança erótica ao ritmo marcado pelo desejo que borbulhava em seu interior, com a força avassaladora de um vulcão. Ao soltar sua boca, Matteo deslizou pelos ombros de Gálata, lambendo suavemente seu pescoço. O gosto de sua pele era mais embriagante do que qualquer vinho fino. Doce, delicioso, intenso e explosivo, ele sentiu sua respiração acelerar enquanto ondas de prazer percorriam seu corpo. Gálata soltou um leve gemido quando sentiu a língua dele roçar sua pele delicada. O calor dentro dela crescia, enlouquecendo-a por completo. Matteo delicadamente desceu a parte superior do vestido dela, deixando-o na altura dos quadris, como se estivesse desembrulhando o presente mais precioso. Ele inclinou a cabeça até seus s***s, traçando os contornos com a língua. Seus m*****s se ergueram orgulhosos, como coroas majestosas sobre seus s***s alvos e delicados. Ele os sugou com avidez, mordiscando como alguém faminto, enquanto sua outra mão massageava o outro seio, que, impaciente, esperava sua vez. Uma onda de calor percorreu o corpo de ambos, com uma força arrebatadora, como se fossem atingidos por raios em meio a uma tempestade, fazendo-os tremer como folhas ao vento. — Eu te desejo, minha doce Gálata... mais do que tudo neste mundo — sussurrou Matteo, levantando a parte inferior do vestido e acariciando suas coxas, seus olhos ardendo de desejo. Um arrepio de prazer percorreu o corpo de Gálata, especialmente quando sentiu a língua de Matteo ao redor de suas areolas. Ela gemeu ansiosa, seu corpo se movendo de forma convidativa, contorcendo-se em uma necessidade imperiosa, com a excitação crescendo dentro dela. Matteo abriu suas pernas e deslizou seus dedos pelos pliegues de sua i********e. Por minutos, ele acariciou o botão de prazer, sentindo o calor e a umidade que inundavam seus dedos. Sem conseguir se conter, rasgou a peça que o impedia de provar seu corpo. Inclinou-se e tocou sua língua no triângulo depilado, bebendo de seu néctar doce e delicioso. Perdido nessas sensações, Matteo deu e recebeu prazer, seu peito pulsando freneticamente, uma sensação de formigamento percorrendo seu corpo. Quando sentiu que estava prestes a explodir, afastou-se, baixou o bóxer e se posicionou entre suas pernas. Entretanto, decidiu mudar de posição, virando-a para que ela montasse sobre ele. Com cuidado, Matteo a guiou, enquanto ela se movia, primeiro lentamente, depois mais rápido. Gálata cavalgava Matteo, movendo-se com intensidade crescente, enquanto ele acariciava seus s***s, sentindo o calor de seus corpos se fundindo. Seus cabelos caíam como uma cascata por seus ombros, intensificando seu apelo sedutor. Quando ambos atingiram o auge do prazer, Matteo deixou escapar um gemido profundo. Ele segurou Gálata nos braços enquanto ela caía exausta sobre ele. Contudo, no momento em que o êxtase se desvanecia, o rosto triste e choroso de Helena invadiu sua mente, despertando um sentimento de culpa. Matteo se perguntou se era possível amar duas mulheres ao mesmo tempo. Gálata adormeceu em seus braços enquanto Matteo acariciava suas costas suavemente, perdido em pensamentos. Ele lutava com as lembranças recentes, especialmente o que havia acontecido com Helena naquele dia. Teria ele corrido para ela se soubesse a verdade na época? Será que ainda a amava? Essas perguntas o atormentavam, sem respostas claras. Apesar do momento de paixão vivido com Gálata ter sido único, as dúvidas continuavam a assombrá-lo. Ele acariciou o ventre de Gálata e sentiu o bebê se mexer. Um sorriso surgiu em seu rosto, mas rapidamente se apagou ao pensar no bebê que teria tido com Helena. Como teria sido? A quem ele teria se parecido? Matteo ficou acordado por mais uma hora, perdido em pensamentos e lutando contra sua consciência. Quando finalmente o sono chegou, foi breve. Poucas horas depois, o celular começou a tocar. Ele o pegou rapidamente, para não acordar Gálata. — Alô? — atendeu ele. — Senhor Matteo Sebastini? — perguntou a voz do outro lado da linha. — Sim, sou eu. Em que posso ajudá-lo? — Senhor, falamos do Hotel Place Roma. A senhorita da suíte máster, Helena, sofreu um ataque de histeria. Vimos seu número como contato de emergência no celular dela. Matteo ficou em silêncio, passando a mão pela cabeça em um gesto de impotência. Quando se despediu de Helena, tinha a convicção de que seria para sempre. Realmente não queria tê-la por perto novamente, pois temia cair em tentação. Para ele, o melhor seria manter distância, mas, dada a situação, "Seria correto não ir quando se tratava de uma emergência? Seria certo abandoná-la quando ela mais precisava de mim?". Ele já tinha muitas dívidas com aquela mulher, não podia adicionar mais uma. — Senhor, a senhorita está muito m*l, não reage. Chamamos um médico para atendê-la, mas ele recomendou que ela não fique sozinha, pode ser muito perigoso, porque inclusive poderia atentar contra a própria vida — respondeu o homem do outro lado da linha. — O que aconteceu? — perguntou Matteo, curioso. — Ela foi atacada. Felizmente, alguém ouviu e chamou a segurança do hotel — explicou o homem. — O senhor vai vir ou chamamos outra pessoa? Ele pensou por alguns segundos e finalmente tomou uma decisão. — Está bem. Por favor, cuide de Helena até eu chegar, eu cuidarei dela pelo resto da noite — respondeu, encerrando a ligação. Respirou fundo, apertando o nariz com frustração. Caminhou até o quarto do filho, o pegou no colo e o colocou ao lado de Gálata, pois não se sentia bem em deixá-la sozinha. Beijou a testa do filho e da esposa, vestiu uma calça jeans, uma camisa e calçou os sapatos rapidamente. Por um momento, parou na porta, olhando para sua família, guardando aquela imagem no coração antes de partir. ****** Assim que Matteo saiu, Gálata se mexeu, abrindo os olhos. Sentia como se tivessem arrancado seu coração e o esmagado até ele ficar pequeno e inútil. Não conseguiu segurar as lágrimas que escorriam por seu rosto. Ela continuava sendo a mesma tola de sempre. Voltou a acreditar em Matteo, mesmo depois da conversa que ouviu. Pensou que as coisas poderiam melhorar entre eles, e, durante o momento de amor que compartilharam, ela realmente sentiu isso. Pela primeira vez, percebeu ternura, devoção. Matteo se concentrou em fazer cada fibra do corpo dela sentir. Foi um dos momentos mais emocionantes de sua vida, porque pela primeira vez ela se sentiu amada, viva. Antes, não era que o sexo fosse r**m, mas havia se tornado um ato mecânico. Ela o aproveitava, mas não a fazia sentir faíscas. Era mais uma questão de obrigação do que de prazer. No entanto, dessa vez foi diferente, sublime, explosivo. Sentiu o toque de Matteo em cada centímetro de sua pele, e, desta vez, ele foi caloroso. No início, ela achou que estava sonhando, mas quando percebeu que era real, seu coração disparou descontroladamente em seu peito. Mesmo que sua mente gritasse para parar, seu corpo e seu coração não conseguiram fazer isso. Naquele momento, ela foi a mulher mais feliz do mundo e soube que, antes, nunca havia sido realmente amada. Agora, no entanto, estava ali, recebendo uma dose de realidade. Por aqueles momentos sublimes, ela acreditou que ele a amava, mas bastou uma única ligação sobre aquela mulher para ele deixá-la sozinha logo após fazerem amor. — Amor! — exclamou, incapaz de esconder o sarcasmo. — Isso não foi fazer amor, foi apenas sexo. Porque quem Matteo Sebastini ama é Helena, e isso eu não posso mudar. Será que eu consigo viver dessa forma? Compartilhando o amor e a atenção do meu marido com outra mulher? Será que posso fazer isso pelos meus filhos? Assim passou o restante da noite, esperando a chegada de Matteo. As horas se arrastaram até que a escuridão da noite foi substituída pelos primeiros raios do sol. Um bocejo escapou dos lábios de Gálata, ao mesmo tempo que a luz do sol invadia o quarto pelas janelas de vidro impecáveis. "Ele não voltou! Passou a noite com Helena", pensou, sentindo o peso do mundo cair sobre seus ombros. Olhou para o telefone e não havia sequer uma mensagem de seu marido. Levantou-se, sentindo-se mais cansada do que quando foi dormir. Suas pernas tremiam, pareciam feitas de gelatina. Ela caminhou até o banheiro, olhou-se no espelho e viu as olheiras profundas e escuras sob seus olhos. Lavou o rosto, mas sua respiração estava fraca. Fechou os olhos porque, pela segunda vez, não gostava do reflexo que via. Sentiu uma fúria emergir das profundezas de seu ser, como um poderoso vulcão. Cerrou os dentes com força, ao mesmo tempo em que golpeava o espelho com os punhos, quebrando-o instantaneamente. Pedaços de vidro voaram por todos os lados enquanto o sangue escorria de suas mãos. Ela ficou surpresa com sua própria reação. Olhou para a porta do banheiro e para a cama, certificando-se de que seu filho ainda dormia. Para seu alívio, ele continuava adormecido. Nesse momento, seu celular começou a tocar. Ela saiu rapidamente, tomando cuidado para não escorregar nos pedaços de vidro. Atendeu o telefone sem olhar para o identificador de chamadas, mas reconheceu a voz do outro lado da linha. — Estou aqui! Acordei de um pesadelo e tive a impressão de que você precisava de mim. Estou errado? — perguntou a pessoa do outro lado da linha, enquanto Gálata não pôde evitar ficar um pouco surpresa com a oferta.
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