— Ela? — Matteo assentiu. — A irmã dos gêmeos? Sempre a vi te admirando, mas nunca fiquei com ciúmes, porque a achava muito jovem para competir comigo... ironias da vida — disse com um sorriso sarcástico.
» Meu segundo pedido é: me dê um beijo, apenas um, para que eu possa guardá-lo para sempre no meu coração — talvez estivesse sendo egoísta, mas precisava sentir os lábios dele pelo menos uma vez mais.
Matteo a olhou surpreso. Por um momento, sua mente ficou em branco, mas, no fim, ele cedeu.
— Tudo bem — disse ele, aproximando seus lábios dos dela e os pousando suavemente em sua boca. Helena respondeu com mais intensidade do que o necessário, invadindo novamente sua boca, mas se afastou logo em seguida.
— Muito obrigada. Se algum dia Gálata decidir te deixar, eu continuarei esperando por você — ela o abraçou mais uma vez, e ele logo se afastou, saindo apressadamente para não cair em tentação.
Helena o viu partir, observando-o até entrar no elevador. Ela entrou em seu quarto, escorregou pela porta e chorou como nunca antes. Ela o havia perdido para sempre! E, embora tivesse certeza de que, se insistisse, ele cederia, não podia fazer isso. Ela jamais seria capaz de construir sua felicidade à custa da tristeza de outra mulher, mesmo que tivesse chegado depois dela à vida de Matteo.
Seu corpo tremia com os soluços, e a dor era insuportável. Não sabia por que sua vida havia se virado de cabeça para baixo de repente. Ela abraçou a si mesma, sentindo pena de si mesma e tentando se consolar.
O celular começou a tocar insistentemente. Ela se levantou, limpou as lágrimas, tentou se acalmar e atendeu. Era sua mãe.
— Helena, filha, você está bem? Você o encontrou? — perguntou sua mãe do outro lado da linha. Helena voltou a soluçar.
— Não, mamãe, eu não estou bem. Por que você não me disse que Matteo se casou com Gálata Ferrari? — perguntou com dor.
— Filha, eu juro que não sabia. Não sei se seu pai sabia de algo, mas ele nunca me disse nada. Além disso, nós nos concentramos em você, e seu pai no trabalho. De Vipiteno a Roma há muitos quilômetros de distância. Nós não estávamos atentos às redes sociais ou a qualquer coisa além da sua recuperação.
» Depois, quando você recuperou a memória, não quis saber de nada sobre ele até estar completamente bem.
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— Desculpe, mamãe, o erro foi meu por acreditar no imenso amor de Matteo. Em algum momento, pensei que ele não seria capaz de continuar sem mim. Amanhã mesmo volto para Vipiteno — cortou a ligação, caminhou até seu quarto e começou a fazer as malas. Precisava ir embora, aquele já não era mais seu lugar.
No entanto, quando começou a arrumar a mala, a campainha tocou. Ela franziu a testa, perguntando-se quem estaria na porta. Ao abri-la, viu aquele homem com um sorriso sarcástico. Um suor frio percorreu sua espinha, e ela não pôde evitar a sensação de desgosto.
— O que você está fazendo na minha suíte? Como você soube que eu estava aqui?! — exclamou profundamente irritada.
*****
Matteo chegou em casa, mas nem quis entrar no quarto do casal. Ele se despiu e tomou banho no banheiro do corredor, escovou os dentes, mas não conseguia parar de pensar em seu encontro com Helena. Era um pensamento recorrente. Ele bateu várias vezes a testa contra a parede, sem se importar com a dor. Estava cheio de raiva de si mesmo. Sentia-se como o mais vil dos traidores, e isso ia contra seus princípios.
Quando sentiu que havia se lavado o suficiente, removendo de seu corpo qualquer vestígio de Helena, saiu do banho e foi até o quarto do casal, mas não encontrou Gálata. Por um momento, sentiu um medo profundo. Correu até o quarto do filho e a encontrou dormindo. Sua alma voltou ao corpo. Voltou ao seu quarto, vestiu uma cueca e um short, e retornou ao quarto do filho.
Sentou-se em uma poltrona ao lado da cama, onde Gálata abraçava o filho, com o nariz encostado no pequeno pescoço do menino.
— O que fiz com a minha vida? — murmurou.
Não conseguia se lembrar de nenhum momento, em quase sete anos, que fosse realmente caloroso. Quantas vezes ele abraçava ou beijava seu filho? Fazia isso, mas não com frequência. E sua esposa? Apenas durante o sexo, mas depois ele virava as costas. Nunca agradecia, nunca amanhecia abraçado com ela. Ele havia se acostumado com a rotina, a ponto de se robotizar sem perceber. Ver Helena fez com que ele percebesse isso, especialmente quando ela falou sobre o filho que eles haviam perdido. Embora aquilo o tenha magoado, ele não conseguiu expressar seus sentimentos. Passou a mão pela cabeça, num gesto de frustração.
Quando ele decidiu cercar seu coração com uma armadura de ferro? Percebeu que foi um ato inconsciente. Ficou sentado naquela poltrona por mais de uma hora, lamentando a pessoa em quem havia se transformado.
Levantou-se, beijou a testa de seu filho e, em seguida, olhou para Gálata. Afastou o cabelo de seu rosto e sentiu ternura. Seu coração se apertou ao vê-la com uma expressão tão inocente. Seus olhos se encheram de lágrimas, e ele se sentiu extremamente culpado por ter negado tanto a ela. Levantou-a e, apesar de sua gravidez, ela não estava com excesso de peso. Ela era perfeita.
Enquanto a carregava até o quarto, uma mecha de cabelo caiu em seu rosto e ele inalou seu aroma, doce, uma mistura de rosas e lavanda, que sempre conseguia acalmar sua ansiedade. Teve a impressão de que sua essência havia atingido diretamente seu coração. Ela se virou e encostou o nariz em seu peito, e ele sentiu sua pele arrepiar-se. Uma corrente elétrica percorreu seu corpo da cabeça aos pés, alojando-se na parte inferior de seu ventre, onde, imediatamente, sua masculinidade se ergueu orgulhosa.
Ele a colocou cuidadosamente na cama e se deitou ao lado dela. Com uma mão, a segurou, e com a outra, acariciou o ventre onde crescia seu filho. Seus cabelos caíram sobre seu peito, e o aroma suave, sensual e sedutor fez com que seu coração disparasse, como se cavalos indomáveis estivessem galopando em seu peito.
Não pôde evitar beijar seus lábios, provando aquele sabor doce e inebriante. Jurou a Deus que, a partir daquele momento, ele lhe demonstraria sua importância, descobriria seus sentimentos por ela e os demonstraria em cada instante.
Gálata entreabriu os olhos, acreditando estar sonhando. Ela abriu os lábios de maneira provocante. Matteo aproximou sua boca dos lábios dela, percorrendo o contorno com os seus. Sentia seu coração tão acelerado que parecia prestes a saltar pela boca. Ele o sentia pulsar quase na garganta.
— Gálata, minha doce Gálata! — exclamou quase sem fôlego, enterrando sua língua na boca dela, explorando cada canto escondido de seu interior, sentindo seu corpo ser envolto pelas intensas chamas da paixão.
Ele se sentia eufórico como nunca antes. Não sabia o que havia acontecido em seu interior naquele dia, mas sentia suas emoções à flor da pele. Não sabia como defini-las, mas, por enquanto, decidiu não pensar nisso. Continuou a explorar lentamente cada centímetro da pele de sua esposa.