Felipe Cooper O trânsito estava caótico, como se o universo tivesse decidido conspirar contra mim hoje. Eu já estava irritado desde cedo, e cada engarrafamento, cada buzina estridente, só servia para me deixar ainda mais tenso. Tudo o que eu queria era chegar em casa, tirar essa maldita gravata, encontrar minha Angel, afundar meu rosto em seu pescoço e simplesmente esquecer do mundo. Precisava do calor dela, da paz que seu toque me trazia. Mas, pelo visto, até isso estava sendo adiado. Quando finalmente estacionei e entrei em casa, senti o peso da tensão começar a diminuir—até que, ao abrir a porta, vi Amarilis sentada no meu sofá, me encarando com aquele meio sorriso que sempre me deixou desconfiado. Meu estômago se revirou na hora. — Amarilis, o que está fazendo aqui? — Minha voz sai

