O quarto estava em silêncio.
Silêncio quebrado apenas pela respiração entrecortada dos dois.
Camila sentia o calor da pele de Elliot contra a sua, e cada toque parecia incendiar sua alma. Os lábios dele percorriam seu pescoço como se decorassem cada centímetro, com adoração. Com fome.
— Você tem ideia do que faz comigo, Camila? — ele sussurrou, a voz rouca, cravada de tensão.
Ela não respondeu. Apenas arqueou o corpo quando ele a deitou com firmeza sobre os lençóis. Os olhos dele estavam mais escuros. O autocontrole, por um fio.
As mãos de Elliot deslizaram por suas coxas nuas, subindo lentamente por baixo da camisola de seda, até alcançarem seu quadril. Camila soltou um gemido baixo ao sentir a pressão dos dedos dele, firmes, possessivos.
— Você está tão molhada pra mim — ele murmurou entre os dentes. — Só minha.
Ele puxou a camisola de uma vez, rasgando o tecido fino com pressa e desejo bruto. Os olhos dele exploravam cada curva dela com intensidade, como se absorvessem o que sempre foi proibido — e agora era seu.
Camila gemeu alto quando sentiu a língua dele entre suas pernas, lenta, profunda, determinada. Elliot a devorava como se tivesse sido feito para aquilo, como se fosse a única forma de provar que ela era dele.
As mãos dela puxavam os lençóis, os quadris se arqueavam contra a boca dele, e seu nome escapava em suspiros:
— Elliot... Elliot, por favor...
— Fala pra mim — ele disse contra sua pele. — Fala que você me quer.
— Eu te quero. Eu quero você, agora.
Elliot subiu sobre ela, os olhos presos aos dela. Seus corpos se encaixaram com perfeição. Quando ele a penetrou, devagar, preenchendo cada centímetro, Camila gemeu com força, afundando as unhas nos ombros dele.
Ele a movimentava com cadência, com intensidade, com promessas silenciosas. O quarto parecia pequeno demais para o que sentiam. Cada estocada era firme, profunda, marcada por beijos quentes e palavras sussurradas.
— Você é tudo pra mim — ele disse, enquanto a levava ao limite. — Eu quero mais. Quero todas as noites. Todas as manhãs.
— Então fica — ela respondeu, com os olhos brilhando. — Promete que vai ficar comigo...
Os dois atingiram o clímax juntos, como se seus corpos tivessem sido feitos para aquele momento. O prazer os atravessou como uma onda quente, arrastando tudo o que havia de dúvida, de medo, de passado.
E, naquela explosão de gemidos, tremores e confissões sussurradas, Camila soube:
Ela não era só a babá.
Ela era o início de algo novo.
Horas depois, o quarto estava em penumbra. A tempestade dentro deles agora repousava em silêncio.
Elliot estava deitado de lado, observando Camila dormir com a cabeça em seu peito. Ele passava os dedos pelos cabelos dela, em gestos lentos, quase reverentes.
Nunca tinha se sentido assim com nenhuma mulher. Nem mesmo com Elizabeth.
Com Camila, era diferente.
Era... real.
Mas ele também sabia: o mundo não era gentil com relações como a deles. E, mais cedo ou mais tarde, alguém tentaria destruir aquilo.
Mas por enquanto, naquele momento, ele escolhia o agora.
Escolhia ela.
Na manhã seguinte, Camila acordou com o som da bebê Ivy chorando no quarto ao lado. Ela se levantou instintivamente, como fazia todos os dias. Mas antes de sair do quarto, Elliot segurou seu braço.
— Espere.
— Ela está chorando.
— Só quero dizer uma coisa. — Ele se aproximou e segurou o rosto dela. — Ontem à noite não foi um erro. Não foi impulso. Foi o começo.
Ela engoliu em seco, emocionada.
— O começo de quê?
— De nós.
Camila sorriu, e correu para cuidar de Ivy.
Mas em seu peito, o coração já batia como se soubesse:
Estava se apaixonando perdidamente pelo pai da bebê que ela jurou proteger.