Arte Acordei com um murmúrio suave, como um beija-flor zumbindo perto do meu ouvido. Levei alguns segundos para entender de onde vinha aquele som, até que abri os olhos e a vi. Amira estava sentada na maca, meio coberta pelo cobertor de ursinho, o cabelo desgrenhado como uma pequena nuvem marrom e um sorriso no rosto que me desarmou. Ela olhou para mim com aqueles olhinhos curiosos, idênticos aos meus, como se já soubesse que o seu pai estava comendo na palma da sua mãozinha. — Olá, princesa? Murmurei, aproximando-me cautelosamente. Ela respondeu com um som alegre que poderia ter sido "Papai!", embora eu não tivesse certeza. Ela levantou os braços como se me pedisse para pegá-la, e eu o fiz, com uma ternura que nunca imaginei ser capaz de sentir. — Você está tão linda acordada, meu am

