Laura Sentei-me numa mesa perto da janela, segurando uma xícara, tentando clarear a minha mente, mesmo que apenas por alguns minutos. Eu precisava de uma pausa, precisava simplesmente ser eu, sem o peso do medo por Amira ou o caos que Arte trazia para minha vida toda vez que nos olhávamos. A minha mãe foi procurar o meu pai no estacionamento. Não fazia muito tempo que eu estava lá quando vi Carlos se aproximando, com aquele sorriso lindo que eu lembrava bem da faculdade. — Posso acompanhá-la? Ele perguntou, com uma bandeja na mão. Assenti com um pequeno sorriso. Ele sentou-se à minha frente, deixando o seu café e um croissant na mesa. — Como está Amira? Ele perguntou, genuinamente interessado. — Melhor. Respondi, soltando um suspiro. — Ainda estamos esperando alguns resultados, mas

