Abri a porta com as mãos ainda trêmulas e fechei-a atrás de mim, encostando-me na madeira por um segundo para respirar fundo. Eu não ia chorar. Não por ela. Amira se movia na maca, meio dormindo. Arte levantou os olhos de onde estava sentado e olhou para mim, preocupado. — Tudo certo? Sorri, cansada, mas de pé. — Está tudo bem. Menti suavemente. Eu não ia dizer nada a ele. A aparição daquela mulher tinha arruinado o meu dia, e eu já estava com amargura suficiente. Arte Desde que Laura voltou para o quarto, algo nos seus olhos me disse que ela estava mentindo. Não importava que ela sorrisse, ela tentava parecer calma. Eu a conhecia. Eu sabia que cada piscada falsa, cada tentativa de fingir que nada doía. E o que quer que tenha acontecido lá fora a deixou tremendo. Observei-a aj

