O sol entrava pelas grandes janelas do meu escritório como nunca antes. Era uma manhã clara, daquelas que parecem anunciar que algo bom está para acontecer. Ou que já chegou. Me servi de um café, revisei alguns contratos, respondi dois e-mails e sorri como um idio*ta o tempo todo. Os meus funcionários notaram, embora nenhum deles ousasse mencionar. Eu também não consegui evitar. Afinal, passei a noite abraçado com a mulher que amava. Eu a beijei. Senti-a tremer nos meus braços. E, pela primeira vez em muito tempo, dormi sem sentir que o passado estava me sufocando. Quando a porta se abriu, o meu sorriso se alargou. — Mano! Exclamei, levantando-me da cadeira. Ivan entrou com a sua clássica atitude despreocupada, vestindo uma jaqueta de couro e óculos de aviador pendurados no pescoço. El

