Eu estava com o coração acelerado e os nós dos dedos brancos de tanto apertar a bolsa de remédios. Amira estava estável durante a manhã, mas à tarde começou a ficar instável. Liguei para o pediatra e ele me disse para tentar baixar a febre dela e, se não baixasse, levá-la ao pronto-socorro. Quando tentei dar-lhe o xarope de paracetamol, a menina jogou o frasco inteiro no chão e fez birra, típica de crianças quando não se sentem bem. Pedi desculpas à Silvana por cinco minutos e disse para ela ficar de olho nela enquanto eu ia à farmácia. Fui até a farmácia mais próxima e voltei com o que precisava. Não conseguia deixá-la sozinha por muito tempo. — Amor, a mamãe chegou com o remédio! Não terminei a frase e fiquei petrificado na porta. O meu corpo parou completamente. As minhas pernas pa

