Laura Meses despois Eu estava colocando os últimos papéis na pasta quando o telefone tocou. Era a minha mãe. Olhei para as horas: 18h03. Ela nunca ligou essa hora. Ela sempre esperava que eu escrevesse para ela primeiro quando saísse do escritório. Algo se revirou no meu estômago. — Alô? Respondi, com a voz ainda trêmula de tantas horas de trabalho. — Laura! Gritou a minha mãe do outro lado da linha, tão agitada que m*al a reconheci. — Estamos no hospital! O meu mundo parou. — Que? O que aconteceu? O que aconteceu com Amira?! Senti o meu coração pular para fora do peito e a pasta caiu no chão. — Amira! Ela está muito quente, não para de chorar. Quando fui buscá-la na creche, disseram-me que ela teve febre a manhã toda, e não me disseram nada! E quando a levei para casa, o seu nariz

