Neal
Acordo assustado como se tivesse levado uma pancada na cabeça, olho para o lado e vejo Henrique parado olhando para a vista da cidade.
N – O que aconteceu? Alguém me derrubou?
H – Na verdade eu quem devia te perguntar, quando cheguei aqui você estava deitado sobre o ombro de uma mulher que eu não conheço e ela disse que estavam conversando e de repente você dormiu, o que eu duvidaria se você demorasse mais pra acordar
N – Como isso é possível, ela abriu a boca e eu fui pegando no sono será que os comprimidos finalmente estão fazendo efeito ou foi a bela voz que ela tem que me fez pegar no sono?
H – Ta ok isso já é loucura, como ela faria você pegar no sono apenas com a voz?
N – Eu não sei mas foi mesmo a voz dela que me fez adormecer
H – Eu realmente acho que está ficando louco
N – Eu preciso ver ela de novo, preciso ouvir sua voz e descobrir se isso realmente é possível
H – Ela me disse que a mãe trabalha aqui
N – Isso, Rosana é mãe dela, ela também me disse seu nome mas não estou me recordando agora será que ainda estão no prédio?
H – Rosana provavelmente está em seu horário de almoço agora, lembro que ela disse que iriam almoçar juntas
N – Certo, preciso falar com ela mas antes vou tomar um café bem forte
H – Acho melhor irmos almoçarmos de uma vez, deixa pra resolver isso depois
N – Tudo bem, vamos lá
Henrique e eu voltamos para o escritório e Suzan estava a nossa espera com uma cara não muito contente.
S – Que demora, o sono estava pesado em
N – Suzan não começa, tô sem paciência para as suas piadinhas
H – Aposto que estão com fome, melhor irmos almoçarmos
S – Concordo
N – Quem te convidou? Não quero sua companhia
H – Que isso Neal, não seja indelicado
N – Não acredito que você vai defender essa mulher, lembra de tudo o que ela fez? Ela quase afundou essa empresa por causa desses sentimentos pessoais obsessivos que ela tem
H – Tá mas você deu outra chance pra ela então vamos agir como adultos, certo?
S - É Neal, adultos e aquilo foi um erro já cansei de pedir desculpas e isso devia estar no passado
N - Tá tanto faz, vamos almoçar então
Julie
Saímos do escritório e fomos até o restaurante, assim que chegamos um garçom veio até nós e nos levou até uma mesa que ficava no canto do restaurante com uma vista linda pra rua, nos sentamos e ele nos entregou o cardápio, eu escolhi um filé mignon com batata frita e arroz, já a minha mãe escolheu uma lasanha a bolonhesa acompanhada de batata frita, pedi uma coca cola geladinha e dona Rosana um suco de laranja natural, meia hora depois nossos pratos chegam e finalmente posso m***r o que estava me matando.
J – Finalmente, eu tava morrendo de fome
R – Olha os modos mocinha
J – Me desculpa, vou melhorar com o tempo
R – Eu sei disso e estou orgulhosa de você
J – Como está o trabalho naquele escritório lindo?
R – Eu estou adorando, amanhã a secretária volta de férias mas o Senhor Neal disse que continuarei a serviços dele
J – Olha ele deve estar muito satisfeito com os seus serviços então
R – Pelo visto sim, espero não o decepcionar
J – Não vai, você é ótima no que faz
R – Obrigado pelo incentivo
J - Só disse a verdade, agora vamos almoçar pra você não perder a hora
R – Não, vamos falar sobre o seu dia, como foi hoje?
J – Ah podemos dizer que foi normal, dei aula, treinei um pouco e depois ia pra casa quando recebi sua mensagem
R – Nenhum rosto diferente? Um chaveco? Nada?
J - Não mãe, lá na academia eu não fico pensando nisso e outra lá os caras nem são interessantes ta
R – Tudo bem mas você tem que viver um pouco, só vai pra essa academia de música não vejo você se divertindo com ninguém a não ser com Luna
J – Luna além de ser minha irmã por parte de pai é uma ótima amiga então não vejo o porque da senhora implicar tanto com ela
R – Realmente ela parece ser uma boa pessoa mas sendo criada pelo traste do seu pai e da mãe dela já sabemos que ela não tem muita opinião própria, a coitadinha só faz o que mandam ela fazer por isso vive enfiada naquela academia com você
J – A senhora tem razão mas isso não quer dizer que Luna só está comigo a mando deles né
R – Eu realmente espero que esteja certa, bom quer alguma sobremesa?
J – Ah nós podemos comprar uma casquinha de sorvete e ir tomando até chegar na empresa
R – Tudo bem, vou pedir a conta. Garçom, por gentileza a conta
G - Só um minuto .. Aqui está, qual vai ser a forma de pagamento?
R - Cartão
G – Aqui está, espero que tenham gostado da comida, voltem sempre
R – Estava tudo uma delicia, nós que agradecemos pelo ótimo atendimento, voltaremos com certeza
G – Tenham um ótimo dia
J – Igualmente, obrigado.
Saímos do restaurante e fomos até a esquina comprar nossa casquinha.
R - Você viu como aquele garçom foi tão educado, sem contar que ela também era bem bonito
J - Mãe, ele estava apenas fazendo o trabalho dele e outra ele é comprometido deu pra ver na aliança dele
R – Ah que pena, ele seria um ótimo
J – Dona Rosana irei acompanhá-la até a empresa e depois vou pra casa, tá bem?
R – Não pense que não iremos falar mais desse assunto viu mocinha, te vejo em casa
J - Até mais tarde, bom trabalho
Neal
Saímos da empresa e fomos almoçar, tentei ao máximo a não ser rude com Suzan mas a mesma não colaborava, foi o caminho inteiro enchendo meus ouvidos com aquele papo furado.
S – Então Neal o que você procura em uma mulher?
N – Suzan então o que me agrada em uma mulher é ela não ser inconveniente
H – Bom, chagamos vamos entrar ?
N – Claro, quero logo voltar pra empresa
Chegamos em um restaurante que havia ali perto e fomos almoçar, olhamos o cardápio e rapidamente nossos pedidos já estavam em nossas mesas, tentei ficar na minha até Suzan se levantar e ir até o toalhete, aproveito a deixa para falar com Henrique sobre a filha de Rosana.
N – Henrique eu preciso ir até a casa da Rosana, preciso ver a filha dela novamente e tentar entender o que aconteceu hoje
H – Esquece isso cara, você devia tá feliz por ter conseguido dormir
N - Você não me entendeu foi ela quem me fez dormir, foi a voz dela Henrique a voz dela é como um sonífero entendeu?
H – Suzan está voltando, melhor mudarmos de assunto
S – E aí rapazes, estavam falando sobre?
N – Trabalho Suzan, amanhã Nina volta e ela vai ser sua secretária eu irei continuar com a Rosana
S – Por mim tudo bem, Nina é excelente no que faz
N – Que bom que pensa assim
Terminamos de almoçar em silêncio, pagamos e voltamos para a empresa. Assim que chegamos fui direto para o meu escritório, sai com tanta pressa do elevador que nem me toquei que Rosana já estava por ali.
Telefone toca
R – Chefe está tudo bem? O senhor passou por aqui voando
N – Ah Rosana está tudo bem, passei tão rápido que nem reparei que já estava de volta
R – Cheguei a pouco, estou com os relatórios que estavam faltando o senhor quer que eu leve até ai ou deixo com o senhor Henrique?
N – Bom, pode deixar com o Henrique vou ter que sair pra resolver algumas coisas
R – Tudo bem, vou falar com ele
Rosana desliga o telefone, resolvo ligar no RH e perguntar qual era o endereço da mesma não queria que ela soubesse então resolvi perguntar pra alguém que não iria me fazer perguntas. Assim que peguei o endereço resolvo me arriscar indo até lá. Vou até a garagem e pego o carro, vou dirigindo até chegar no endereço que anotei no papel, estaciono o carro e vou andando até a porta, respiro fundo e toco a campainha.
Enquanto espero ouço sussurros baixos.
J – Me solta preciso atender a campainha
T – E se for a policia?
J - Ninguém chamou a policia Thomaz, larga de ser doido
T – Ta, abre isso logo mas se você fizer alguma gracinha Julie
Depois de 5 minutos Julie abre a porta
J – Ah é você, o que está fazendo aqui?
N – Eu precisava falar com você mas percebi que não cheguei em uma boa hora
J - É estou meio ocupada, resolvendo um probleminha
N – Bom, você me ajudou então acho que posso retribuir o favor, me dá permissão pra entrar?
J – Ah claro, que falta de educação a minha, entra por favor
T – Quem é esse Julie? Você está me traindo?
N – Meu nome é Neal e eu sou o chefe da mãe dela, você deve ser o ex dela que não deixa ela em paz né
T – Olha não conheço você mas nós estávamos resolvendo um assunto então se não se importar você pode ir embora agora, dona Rosana não está aqui também
J – Thomaz, a casa é minha você não manda em nada aqui
N – Meu assunto não é com a dona Rosana, até porque ela está na minha empresa agora, o meu assunto é com a Julie mesmo então se eu fosse você iria embora agora antes que você se machuque e tenha que ser levado de ambulância
T – Isso é uma ameaça?
N - Ameaça era o que você estava fazendo com Julie, eu apenas estou avisando você do que vai acontecer se não for embora agora
T – Eu vou mas vou voltar Julie, ainda não acabamos com isso
Thomaz sai da casa de Julie bufando de raiva.
J – E então, o que você veio fazer aqui mesmo?
N – Acho melhor a gente se sentar
J – Tudo bem, aceita uma café ou um suco? Água?
N - Não, obrigado Julie mas vim aqui e vou ser direto com você
J – Não estou entendendo
N – Julie eu, eu quero que me dê aulas de música, eu sei tocar piano mas desde que meu pai faleceu eu não encostei nele e estava pensando em voltar a praticar
J – Nossa, você toca piano nunca iria imaginar. Bom por mim tudo bem, será um prazer ajudá-lo senhor
N – Eu vou deixar meu endereço anotado aqui e depois das 18:00 eu estarei livre, é só aparecer quando quiser
J – Tabom, obrigada pelo voto de confiança
N – Que isso, sei que não vou me arrepender, melhor eu voltar pro escritório agora tenho que terminar o trabalho
J – Tudo bem, até mais então
N - Até
Me despeço de Julie e volto para a empresa. Chego no meu escritório pego alguns contratos que estavam na minha mesa e levo até a sala de Henrique.
H – Opa, estou vendo que isso aí na sua mão vai sobrar pra mim
N – Preciso ir pra casa mais cedo mas eu garanti que esses contratos estariam assinados ainda hoje então faz esse favor pra mim que depois eu explico tudo ta
H – Ta bom, eu ia fazer de qualquer jeito sou pago pra isso
N – Ah e por favor, não diga pra Suzan onde estou não preciso dela me incomodando hoje
H – Entendido
Saio do escritório e vou para casa.