NEAL

2011 Words
Neal Acordo assustado como se tivesse levado uma pancada na cabeça, olho para o lado e vejo Henrique parado olhando para a vista da cidade. N – O que aconteceu? Alguém me derrubou? H – Na verdade eu quem devia te perguntar, quando cheguei aqui você estava deitado sobre o ombro de uma mulher que eu não conheço e ela disse que estavam conversando e de repente você dormiu, o que eu duvidaria se você demorasse mais pra acordar N – Como isso é possível, ela abriu a boca e eu fui pegando no sono será que os comprimidos finalmente estão fazendo efeito ou foi a bela voz que ela tem que me fez pegar no sono? H – Ta ok isso já é loucura, como ela faria você pegar no sono apenas com a voz? N – Eu não sei mas foi mesmo a voz dela que me fez adormecer H – Eu realmente acho que está ficando louco N – Eu preciso ver ela de novo, preciso ouvir sua voz e descobrir se isso realmente é possível H – Ela me disse que a mãe trabalha aqui N – Isso, Rosana é mãe dela, ela também me disse seu nome mas não estou me recordando agora será que ainda estão no prédio? H – Rosana provavelmente está em seu horário de almoço agora, lembro que ela disse que iriam almoçar juntas N – Certo, preciso falar com ela mas antes vou tomar um café bem forte H – Acho melhor irmos almoçarmos de uma vez, deixa pra resolver isso depois N – Tudo bem, vamos lá Henrique e eu voltamos para o escritório e Suzan estava a nossa espera com uma cara não muito contente. S – Que demora, o sono estava pesado em N – Suzan não começa, tô sem paciência para as suas piadinhas H – Aposto que estão com fome, melhor irmos almoçarmos S – Concordo N – Quem te convidou? Não quero sua companhia H – Que isso Neal, não seja indelicado N – Não acredito que você vai defender essa mulher, lembra de tudo o que ela fez? Ela quase afundou essa empresa por causa desses sentimentos pessoais obsessivos que ela tem H – Tá mas você deu outra chance pra ela então vamos agir como adultos, certo? S - É Neal, adultos e aquilo foi um erro já cansei de pedir desculpas e isso devia estar no passado N - Tá tanto faz, vamos almoçar então Julie Saímos do escritório e fomos até o restaurante, assim que chegamos um garçom veio até nós e nos levou até uma mesa que ficava no canto do restaurante com uma vista linda pra rua, nos sentamos e ele nos entregou o cardápio, eu escolhi um filé mignon com batata frita e arroz, já a minha mãe escolheu uma lasanha a bolonhesa acompanhada de batata frita, pedi uma coca cola geladinha e dona Rosana um suco de laranja natural, meia hora depois nossos pratos chegam e finalmente posso m***r o que estava me matando. J – Finalmente, eu tava morrendo de fome R – Olha os modos mocinha J – Me desculpa, vou melhorar com o tempo R – Eu sei disso e estou orgulhosa de você J – Como está o trabalho naquele escritório lindo? R – Eu estou adorando, amanhã a secretária volta de férias mas o Senhor Neal disse que continuarei a serviços dele J – Olha ele deve estar muito satisfeito com os seus serviços então R – Pelo visto sim, espero não o decepcionar J – Não vai, você é ótima no que faz R – Obrigado pelo incentivo J - Só disse a verdade, agora vamos almoçar pra você não perder a hora R – Não, vamos falar sobre o seu dia, como foi hoje? J – Ah podemos dizer que foi normal, dei aula, treinei um pouco e depois ia pra casa quando recebi sua mensagem R – Nenhum rosto diferente? Um chaveco? Nada? J - Não mãe, lá na academia eu não fico pensando nisso e outra lá os caras nem são interessantes ta R – Tudo bem mas você tem que viver um pouco, só vai pra essa academia de música não vejo você se divertindo com ninguém a não ser com Luna J – Luna além de ser minha irmã por parte de pai é uma ótima amiga então não vejo o porque da senhora implicar tanto com ela R – Realmente ela parece ser uma boa pessoa mas sendo criada pelo traste do seu pai e da mãe dela já sabemos que ela não tem muita opinião própria, a coitadinha só faz o que mandam ela fazer por isso vive enfiada naquela academia com você J – A senhora tem razão mas isso não quer dizer que Luna só está comigo a mando deles né R – Eu realmente espero que esteja certa, bom quer alguma sobremesa? J – Ah nós podemos comprar uma casquinha de sorvete e ir tomando até chegar na empresa R – Tudo bem, vou pedir a conta. Garçom, por gentileza a conta G - Só um minuto .. Aqui está, qual vai ser a forma de pagamento? R - Cartão G – Aqui está, espero que tenham gostado da comida, voltem sempre R – Estava tudo uma delicia, nós que agradecemos pelo ótimo atendimento, voltaremos com certeza G – Tenham um ótimo dia J – Igualmente, obrigado. Saímos do restaurante e fomos até a esquina comprar nossa casquinha. R - Você viu como aquele garçom foi tão educado, sem contar que ela também era bem bonito J - Mãe, ele estava apenas fazendo o trabalho dele e outra ele é comprometido deu pra ver na aliança dele R – Ah que pena, ele seria um ótimo J – Dona Rosana irei acompanhá-la até a empresa e depois vou pra casa, tá bem? R – Não pense que não iremos falar mais desse assunto viu mocinha, te vejo em casa J - Até mais tarde, bom trabalho Neal Saímos da empresa e fomos almoçar, tentei ao máximo a não ser rude com Suzan mas a mesma não colaborava, foi o caminho inteiro enchendo meus ouvidos com aquele papo furado. S – Então Neal o que você procura em uma mulher? N – Suzan então o que me agrada em uma mulher é ela não ser inconveniente H – Bom, chagamos vamos entrar ? N – Claro, quero logo voltar pra empresa Chegamos em um restaurante que havia ali perto e fomos almoçar, olhamos o cardápio e rapidamente nossos pedidos já estavam em nossas mesas, tentei ficar na minha até Suzan se levantar e ir até o toalhete, aproveito a deixa para falar com Henrique sobre a filha de Rosana. N – Henrique eu preciso ir até a casa da Rosana, preciso ver a filha dela novamente e tentar entender o que aconteceu hoje H – Esquece isso cara, você devia tá feliz por ter conseguido dormir N - Você não me entendeu foi ela quem me fez dormir, foi a voz dela Henrique a voz dela é como um sonífero entendeu? H – Suzan está voltando, melhor mudarmos de assunto S – E aí rapazes, estavam falando sobre? N – Trabalho Suzan, amanhã Nina volta e ela vai ser sua secretária eu irei continuar com a Rosana S – Por mim tudo bem, Nina é excelente no que faz N – Que bom que pensa assim Terminamos de almoçar em silêncio, pagamos e voltamos para a empresa. Assim que chegamos fui direto para o meu escritório, sai com tanta pressa do elevador que nem me toquei que Rosana já estava por ali. Telefone toca R – Chefe está tudo bem? O senhor passou por aqui voando N – Ah Rosana está tudo bem, passei tão rápido que nem reparei que já estava de volta R – Cheguei a pouco, estou com os relatórios que estavam faltando o senhor quer que eu leve até ai ou deixo com o senhor Henrique? N – Bom, pode deixar com o Henrique vou ter que sair pra resolver algumas coisas R – Tudo bem, vou falar com ele Rosana desliga o telefone, resolvo ligar no RH e perguntar qual era o endereço da mesma não queria que ela soubesse então resolvi perguntar pra alguém que não iria me fazer perguntas. Assim que peguei o endereço resolvo me arriscar indo até lá. Vou até a garagem e pego o carro, vou dirigindo até chegar no endereço que anotei no papel, estaciono o carro e vou andando até a porta, respiro fundo e toco a campainha. Enquanto espero ouço sussurros baixos. J – Me solta preciso atender a campainha T – E se for a policia? J - Ninguém chamou a policia Thomaz, larga de ser doido T – Ta, abre isso logo mas se você fizer alguma gracinha Julie Depois de 5 minutos Julie abre a porta J – Ah é você, o que está fazendo aqui? N – Eu precisava falar com você mas percebi que não cheguei em uma boa hora J - É estou meio ocupada, resolvendo um probleminha N – Bom, você me ajudou então acho que posso retribuir o favor, me dá permissão pra entrar? J – Ah claro, que falta de educação a minha, entra por favor T – Quem é esse Julie? Você está me traindo? N – Meu nome é Neal e eu sou o chefe da mãe dela, você deve ser o ex dela que não deixa ela em paz né T – Olha não conheço você mas nós estávamos resolvendo um assunto então se não se importar você pode ir embora agora, dona Rosana não está aqui também J – Thomaz, a casa é minha você não manda em nada aqui N – Meu assunto não é com a dona Rosana, até porque ela está na minha empresa agora, o meu assunto é com a Julie mesmo então se eu fosse você iria embora agora antes que você se machuque e tenha que ser levado de ambulância T – Isso é uma ameaça? N - Ameaça era o que você estava fazendo com Julie, eu apenas estou avisando você do que vai acontecer se não for embora agora T – Eu vou mas vou voltar Julie, ainda não acabamos com isso Thomaz sai da casa de Julie bufando de raiva. J – E então, o que você veio fazer aqui mesmo? N – Acho melhor a gente se sentar J – Tudo bem, aceita uma café ou um suco? Água? N - Não, obrigado Julie mas vim aqui e vou ser direto com você J – Não estou entendendo N – Julie eu, eu quero que me dê aulas de música, eu sei tocar piano mas desde que meu pai faleceu eu não encostei nele e estava pensando em voltar a praticar J – Nossa, você toca piano nunca iria imaginar. Bom por mim tudo bem, será um prazer ajudá-lo senhor N – Eu vou deixar meu endereço anotado aqui e depois das 18:00 eu estarei livre, é só aparecer quando quiser J – Tabom, obrigada pelo voto de confiança N – Que isso, sei que não vou me arrepender, melhor eu voltar pro escritório agora tenho que terminar o trabalho J – Tudo bem, até mais então N - Até Me despeço de Julie e volto para a empresa. Chego no meu escritório pego alguns contratos que estavam na minha mesa e levo até a sala de Henrique. H – Opa, estou vendo que isso aí na sua mão vai sobrar pra mim N – Preciso ir pra casa mais cedo mas eu garanti que esses contratos estariam assinados ainda hoje então faz esse favor pra mim que depois eu explico tudo ta H – Ta bom, eu ia fazer de qualquer jeito sou pago pra isso N – Ah e por favor, não diga pra Suzan onde estou não preciso dela me incomodando hoje H – Entendido Saio do escritório e vou para casa.
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