JULIE
Julie
Acordo extremamente atrasada para a minha aula de música, me levanto indo rapidamente pra o banheiro, entro no box e tomo um banho rápido em seguida volto para o quarto para me trocar, assim que estou pronta dou uma leve ajeitada no cabelo e prendo-o em um coque bagunçado, pego minhas coisas e saio de casa, já no carro vou em direção a escola de música.
Neal
Outra noite sem conseguir dormir, logo cedo me ajeito e vou para a minha empresa, durante o caminho vou pensando em outras formas de conseguir dormir novamente. Assim que chego na empresa estaciono o carro e vou até uma cafeteria tomar um bom e forte gole de café.
- Bom dia Senhor Neal (diz Ana, a atendente)
- Bom dia, o de sempre (responde ríspido e impaciente)
Segundos depois Ana volta com um copo de café
A - Aqui está, um copo de café bem quente e forte do jeito que o senhor gosta
N - Obrigado
Saio da cafeteria e me dirijo até o meu prédio, passo pela recepção e vou até o elevador, em seguida entro e aperto o botão da cobertura logo depois o elevador para e vou direto até minha sala ignorando completamente a existência de todos ali. Minutos depois alguém bate na porta.
Toc Toc
N – Quem é?
R – Sou eu, Rosana
N – Entra
R – Com licença senhor, vim trazer os relatórios que havia me pedido ontem
N – Obrigado Rosana, pode deixar aqui em cima que já irei olhar
R – Certo, se precisar é só chamar
N – Tudo bem, obrigado
Rosana era a única que eu evitava tratar com frieza desde o começo, pois a mesma é a única que sempre tratou á todos com a maior gentileza mesmo recebendo o contrário como resposta.
Henrique
Chego na empresa e vou direto pro escritório de Neal, já faz alguns dias que ele não dorme e isso têm me preocupado bastante. Assim que saio do elevador passo por Rosana e a cumprimento indo em direção a sala do chefe.
H – Bom dia, como você está? Conseguiu dormir?
N - Não, nada adianta esses comprimidos são uma porcaria
H – Cuidado Neal, sabe que se tomar uma quantidade alta você pode morrer
N – Eu não ligo, esses comprimidos vão ter que resolver isso
H - Você quem sabe, qualquer coisa estou na minha sala
N – Vou até o telhado tomar uma ar fresco
Saio do escritório de Neal e vou até minha sala, logo vejo o mesmo ir para o telhado do prédio.
Julie
Logo depois da aula recebo uma mensagem de minha mãe pedindo para que eu leve alguns papéis do trabalho que havia ficado em casa para a ela, então vou logo para casa pego os papéis e vou até a empresa onde minha mãe trabalha. Assim que chego vou até a recepção me informar onde era que minha mãe estava, vou até o elevador e aperto o botão da tal cobertura que me informaram, a porta do elevador se abre e dou de cara com dona Rosana sentada em sua mesa.
J – Foi aqui que pediram alguns relatórios esquecidos em casa? (digo em tom de brincadeira)
R – O que seria de mim sem você não é!? Como foi a aula hoje?
J – A ocorreu tudo bem, tudo normal até agora
R – O que acha de me esperar e daqui a pouco sairmos pra almoçarmos juntas?
J – Bom, não tenho nada pra fazer mesmo, pode ser
R – Como eu conheço você sei que não vai querer me esperar aqui então você pode ir até o telhado e assim que eu terminar aqui vou até lá lhe chamar
J – Ainda bem que me conhece, te espero lá
R - Não irei demorar
J – Tabom
Deixo minha mãe trabalhando e vou até o telhado, fico olhando a paisagem quando de repente um homem alto e bonito, todo arrumado aparece, percebo seu rosto abatido e logo o mesmo se dirige até a beirada.
N – Se eu pulasse, eu morreria?
J – Bom, considerando que o prédio é bem alto e você não é de ferro com certeza a resposta seria sim
N – Nossa, você tem uma bela voz como se chama?
J – Desculpe, me chamo Julie e você?
N – Me chamo Neal, é um prazer conhecê-la
J – Digo o mesmo, o senhor deve estar se perguntando o que estou fazendo aqui
N – Bom, eu adoraria ouvir você explicar
J – Eu sou filha da Rosana, a secretária vim até aqui trazer uns papéis que ela havia esquecido em casa e resolvi esperar pra almoçarmos juntas
N – Oh, Rosana é uma ótima pessoa pelo visto você teve á quem puxar
J – Sim, tudo que sou é graças á ela
N – Conte-me mais, sua mãe te criou sozinha pelo que sei até então
J – Na verdade ela teve ajuda do meu avô também mas ele ficou muito doente e então está sob os cuidados de uma casa de repouso que uma pessoa muito boa se ofereceu a pagar
Assim que termino de falar, olho para o lado e percebo que Neal está adormecido logo escuto o barulho da porta se abrindo, eram uma mulher e um homem que ficaram espantados quando viram Neal dormindo em meu ombro.
Henrique
H – Oh me desculpe não sabia que Neal estava acompanhado, afinal como foi que ele dormiu?
J – Ah nós estávamos conversando e quando me dei conta ele havia adormecido
H – Isso é estranho mas espero que ajude, Neal estava há dias sem conseguir dormir parece que você conseguiu ajudar ele
J – Eu realmente não sei como isso foi acontecer mas é melhor eu ir, minha mãe deve estar me esperando
H - É claro, deixa que eu te ajudo a colocá-lo no banco
J - Não acha melhor acordá-lo?
H - Não, deixa ele descansar um pouco eu fico aqui com ele, pode ir encontrar sua mãe
J – Tudo bem, tchau tchau
H - Putz a garota foi embora e me esqueci de perguntar o seu nome, talvez Neal se lembre quando acordar.
Rosana
Termino de fazer os relatórios que ainda faltavam rapidamente para não deixar Julie esperando, vejo o Senhor Henrique e Dona Suzan indo até o telhado, espero que não se importe com a presença de Julie.
5 minutos depois
J – Oi, já acabou?
R – Sim, estou terminando o que está fazendo aqui?
J – Não sei quem são mais um casal apareceu lá em cima e me viu com o tal Neal que por sinal estava dormindo em meu ombro
R – Como assim? Melhor, deixa pra me explicar no almoço
J – Tabom, então vamos
Saímos da empresa e fomos até um restaurante chique que ficava ali por perto.
Suzan
Chego no telhado junto de Henrique e dou de cara com Neal deitado sobre o ombro de uma desconhecida, a raiva invade meu corpo então me afasto enquanto Henrique tenta entender o que estava acontecendo, assim que a tal garota vai embora me aproximo de Henrique.
S – E então, quem era ela?
H – Olha me desculpe mas esqueci de perguntar o nome, só sei que ela disse que a mãe trabalha aqui
S – Assim que Neal acordar quero que você pergunte tudo pra ele, me entendeu?
H - Tá eu entendi, agora é melhor a gente deixar ele descansar já que finalmente ele conseguiu dormir
S – Bom você pode ir eu fico aqui com ele até ele acordar
H – Acho melhor eu ficar com ele
S – Olha você não ousa a ficar no meu caminho, sabe muito bem que eu tô tentando conquistar o Neal há anos
H – Suzan não estou tentando sabotar você mas se eu conheço o Neal tenho certeza que ele não vai te querer aqui quando acordar, então é melhor você ir e deixar essa parte comigo
S – Tá bem você está certo, vou esperar lá embaixo e se ele perguntar diga que eu o fiz dormir
H – Ta bom, eu digo pra ele o que aconteceu
S - Tô de olho em você Henrique
Saio do telhado e volto para o escritório.