Matteo parou diante da porta semiaberta. Por um instante, hesitou. O silêncio do corredor era espesso, pesado como as palavras não ditas naquela casa. Com os dedos, deu duas leves batidas, mas não esperou resposta. Girou a maçaneta com suavidade e entrou. Elona estava encolhida na cama, os olhos fixos na parede, o corpo rígido como se o colchão fosse uma armadilha. Ao vê-lo, o medo invadiu os seus sentidos com a força de uma avalanche. Os olhos se arregalaram, a respiração ficou curta, entrecortada, como se o ar tivesse se tornado mais denso. O peito subia e descia num ritmo rápido e descompassado. Sentia as mãos formigando, a garganta apertada, o suor frio escorrendo pela nuca. O coração parecia bater fora do compasso, ora rápido demais, ora como se fosse parar. Era como se estivesse se

