O caminho até a mansão era tranquilo, mas a mente de Nerone estava longe de silenciosa. As palavras de Vito ainda ecoavam como uma advertência que ele não conseguia ignorar. E talvez nem quisesse. Ele sabia que Vito estava certo e que precisava mudar a sua postura em relação a ela, mas aquilo seria extremamente difícil para ele. Quando dobrou a esquina do jardim, os seus passos diminuíram. No meio do gramado, deitada de forma quase descuidada entre as flores e a sombra de uma árvore, estava Amália. Os olhos fechados, os cabelos espalhados como se fossem parte da própria natureza ao redor. Nerone olhava, fascinado, as pequenas sardas em seu rosto, a forma como sua pele brilhava sob o sol da tarde. Ela era sua tentação encarnada. Nerone sorriu de canto. A vontade de provocá-la era quase au

