Sayuri tinha um fone no ouvido enquanto se maquiava com delicadeza e cuidado. Ela sorria ao imaginar a cara de Masato naquele momento — tudo tinha saído como o planejado. — O que foi, Masato? O gato comeu a sua língua? — disse ela, sem conseguir esconder o riso na voz. O silêncio na linha era prova mais que suficiente para Sayuri. Masato devia estar furioso, e com o seu pessoal por perto, ele seria cuidadoso com o que falava ao telefone. — Então foi você que me arruinou! — esbravejou ele, furioso. — Não totalmente. Queria poder levar o crédito por tudo, mas não posso. Parte da sua ruína foi cortesia de Helena. Você não a conhece, mas a prejudicou mais do que pode imaginar. — Sayuri sabia que Masato não conhecia Helena. Eles não tinham nenhum vínculo, o que não o isentava da responsabil

