A van desceu por uma estrada estreita e íngreme, ladeada por vegetação cerrada. Helena olhava pela janela com o cenho franzido, ela não conseguia ver nada através dos vidros escuros. Nestor, ao seu lado, mantinha a mão próxima do coldre escondido sob o casaco. Ambos estavam alertas. A viagem, até então silenciosa, tornava-se estranhamente inquietante à medida que o sinal do telefone desaparecia. A van parou diante de uma estrutura aparentemente abandonada, meio coberta por heras e cimento envelhecido. Julia desceu primeiro e acenou para que os seguissem. Helena trocou um olhar rápido com Nestor antes de sair. — Isto não é um hospital... — murmurou Nestor. — Nem uma casa de repouso — completou Helena, com frieza. — Sabem se esconder bem. Foram conduzidos através de uma porta metálica di

