O som de vidro estilhaçando enchia a casa. Mariana, cega de raiva, arremessava tudo o que encontrava pela frente: vasos, molduras, estatuetas antigas. As flores espalhavam-se pelo chão, misturadas aos cacos afiados, enquanto ela gritava, perdida na sua fúria. Os empregados da casa se refugiavam na cozinha fugindo da fúria de sua senhora, não querendo ser o próximo na sua lista. De longe eles observavam o quão descontrolada ela estava. — Maldita! — vociferava, ao atirar mais um vaso contra a parede. — Como foi que ela escapou? Os quadros pendurados tombavam com o impacto, as cortinas esvoaçavam com o ar agitado, enquanto a casa, outrora impecável, transformava-se num cenário de caos. Aquilo era o retrato de como Mariana se sentia por dentro, ela se sentia em fúria, o ódio correndo por s

