Arthur suspirou fundo, o olhar baixo, e confirmou: — É verdade. O prédio do hospital foi leiloado. Temos quatro meses para desocupar. Um burburinho de desespero tomou conta do grupo. — Mas como?! — outro médico protestou. — O hospital é referência, temos pacientes em estado delicado, não podemos simplesmente sair! Você sabe, Arthur… céus… a maioria dos hospitais não tem a mínima capacidade de manter nossos pacientes. E sua filha… se ela for tratada em outro lugar, vai acabar... Arthur fechou os olhos por um instante antes de falar, pesado de frustração: — O hospital acumulou dívidas bilionárias nos últimos anos. Não havia mais verba, nem investimentos. O banco reivindicou o imóvel… e alguém o arrematou em leilão. — Quem comprou? — perguntaram todos, quase em coro. Arthur ergueu os olho

