Lúcios se virou devagar, o olhar cansado se aproximando de Arthur com passos cautelosos. — Como ela está? — sua voz saiu grave, abafada, como se carregasse horas de silêncio engolido. Arthur respirou fundo, avaliando-o. — Está ficando bem, apesar das crises em família... falando nisso... vai fazer um ultrassom agora. Estamos acompanhando o desenvolvimento das crianças uma vez por semana. O maxilar de Lúcios se contraiu, como se cada palavra mexesse com algo que ele tentava conter. — Só queria saber se ela estava fora de risco… — murmurou, desviando os olhos. — Não tenho conseguido trabalhar, pensando se ela… — parou, fechando os punhos. — Agora estou mais aliviado. Arthur observou o tom contido, mas percebeu a tensão nos olhos dele. Quando Lúcios se virou para seguir em direção ao eleva

