Lúcios caminhava de um lado a outro em silêncio, as mãos dentro dos bolsos, a expressão fechada. Sabia que não podia se deixar ver, mas o coração gritava desesperado. Arthur entrou na sala silenciosa. Assim que o viu, ele avançou alguns passos. — Por que está mentindo para ela, Arthur? — a voz dele saiu rouca, quase um rugido abafado. — Por que está dizendo que as crianças estão bem? Arthur fechou a porta atrás de si e soltou um suspiro lento. — Eu sabia que você ia perceber… por isso queria que fosse ver com os próprios olhos — murmurou, tentando manter o tom calmo. — Perceber? — Lúcios riu amargo, os olhos faiscando. — Vocês são loucos! Ângela não tem condições de gerar três ao mesmo tempo. Eles terão dificuldade em desenvolver alguns órgãos essenciais, já estão com problemas... Céus.

