O soco de Valérios veio como um machado. A cabeça de Lúcios virou; o corpo cambaleou para trás. O segundo golpe não lhe deu chance de respirar: Valérios o agarrou pela gola e o arremessou contra a mesa de mogno. Papéis voaram, copos quebraram. O corpo tombou pelo outro lado, caindo pesado no chão. — Já fazia tempo que eu queria ferrar com a sua cara! — rugiu Valérios, o peito arfando. — Tem homem que só aprende depois de apanhar. Você é um desses, não é? Lúcios tentou se apoiar no chão, mas Valérios avançou novamente, os olhos em chamas. — Como pode se atrever a fazer isso com a mulher que diz que ama? — disse, como se cuspisse as palavras com desprezo. Os olhos de Valérios queimavam de indignação, mas havia também dor. — Você matou os sonhos dela, Lúcios…! — cuspiu, quase sufocado. — E

