3° Batalha.

2026 Words
- Jack...- nunca se importou com isso enquanto estávamos na fazenda... - Exatamente! Lá não tinha tantas pessoas assim, homens principalmente, agora aqui?! A cidade está cheia de homens, uma mulher casada não deve sair desacompanhada! - Irmão! - Monica o repreende assustada com suas ações. - Que comentários sem lógica são esses? - Cale-se Monica! - o mesmo me puxa fortemente para o quarto e tranca a porta. - JACK! Que maneiras são essas? - encaro ele preocupada. - Me solte, está me machucando! - Está arrumada...- ele se aproxima. - E cheirosa! Ia sair desse jeito? Como uma solteira à procura de alguém? - Querido...tem noção do quê está dizendo? Estava deitada dormindo, sua irmã entrou no quarto com toda educação possível e me perguntou se por acaso eu queria passear com ela no parque próximo...estávamos indo apenas passear...que ciúme doentio é este? - VOCÊ É MINHA MULHER! VOCÊ VAI PASSEAR ACOMPANHADA PELO SEU MARIDO! Não vou repetir isso novamente! - WILLIAMS! - grito fazendo o mesmo se calar. - O que te faz pensar que sou propriedade sua? Nos casamos sim! A cidade é diferente da fazenda...mas, em nenhum momento me tornei sua propriedade, seu brinquedo, no qual escolhe brincar quando quer... - Você tem precisa entender que no momento em que a palavra "Sim, aceito" é dita, ambos se tornam um. - Exatamente meu amor, ambos se tornam um, mas não possessivamente falando...e sim em dividir momentos, diálogos e até mesmo a confiança. - toco as mãos dele com as pontas dos meus dedos, tentando acalmá-lo. - Não...- ele se afasta me encarando seriamente. - Nos casamos, você é minha, por isso sai acompanhada por mim! Mulheres casadas fazem isso! - Lamento desapontar você, mas não sou qualquer mulher...você não manda em mim, não sou seu bichinho de estimação. - destranco a porta. - Vou sair com Monica você querendo ou não. - Não é capaz! - ele se vira surpreso com a porta abrindo. - Deixarei você a sós para limpar sua cabeça de pensamentos e atos machistas...Ah! Sou capaz de muitas coisas, fique ciente disso. - digo saindo do quarto. *MINUTOS DEPOIS* Estava caminhando ao lado de Monica no parque, já fazia uns dez minutos desde que saí daquele quarto, Jack não veio atrás de mim e Monica permanece em silêncio desde então. - Não se culpe pela discussão de hoje...- sorrio iniciando o assunto que a mesma evitava. - Nunca havia visto meu irmão assim...machista...- ela caminha cabisbaixa. - Eu também não...foi uma surpresa para ambas...- sorrio de leve ao reparar o parque com mais atenção. Era uma área enorme com bastante grama e flores, tinha bancos de madeira iluminados por postes e no centro do mesmo havia um grande gazebo de jardim para casais se sentarem. O parque estava repleto por pessoas, principalmente por crianças se jogando na grama fresca. - Venha! Vamos nos sentar. - Monica aponta o dedo me guiando até um banco. - Meus irmãos adorariam esse lugar...e claro brincar com elas... - aponto o dedo para as mesmas. - É a mais velha do grupo? - Sim... - Me pergunto o tempo todo, por quê se casou tão jovem...é bela, poderia fazer faculdade, não é tão difícil com sua beleza. - A beleza não é tudo Monica...e só estudei até a quinta série...na fazenda em que moro, à escola é até a quinta, fiz ela três vezes, adorava ler para minha professora...- sorrio respirando a brisa leve e o cheiro suave de alecrim que enfeitava ao redor. - Não quero me casar agora...mamãe sempre insiste em me apresentar homens e herdeiros...mas casamento...é algo que me sufocaria... - Sufocaria? - questiono surpresa. - Quando alguém se declara para a outra, dizendo o quão importante e incrível é o amor que ela sente...ela não diz aquilo por dizer...ela anseia por algo em troca...como por exemplo meu irmão... - Seu irmão? - Aposto um dólar que foi ele o primeiro a dizer que a amava...e aposto que você disse "eu também te amo" logo depois veio o casamento, ele a pediu, pois a lógica é essa...você tem sentimentos por mim e eu os descobrir...então vamos nos casar! - Sua boba! Não é assim Monica...- sorrio sem graça. - Não dá, não para mim...- ela sorri segurando uma folha de alecrim. - Me sufocaria por vários motivos...o compromisso de está até o final das nossas vidas ao lado de uma pessoa só, a obrigação de satisfazer os desejos do homem na cama, a cena que aconteceu mais cedo é uma prova viva...e por essa sociedade machista existente...no qual o homem escolhe o que uma mulher precisa vestir...solteira posso vestir o que eu bem entender, posso voltar tarde para casa, posso me divertir com as minhas amigas...espero um dia que a sociedade mude e que a mulher não seja escrava de seu marido e sim parceiros da vida. - ela se levanta. - Precisamos voltar, o jantar já deve está pronto... - Não é assim...não para mim! - me levanto otimista. - Ele disse que eu não deveria vim, mas cá estou eu! Quando uma pessoa ama de verdade, ela não se importa com o que a outra vai vestir, ou aonde vai, pois confia nela. Seu irmão e eu somos novos sim...mas acredite, logo ele vai ser o homem que mais confia em mim, mais que meu pai. - sorrio voltando para casa ao lado de Monica. - Finalmente voltaram! Venham, o jantar está na mesa! - Anastásia sorri nos convidando para se sentar à mesa. - Fiz almôndegas e uma panela cheia de macarrão, espero que goste... - Sua disposição é incrível, mesmo feito uma viagem longa, insistiu para preparar o jantar...me sinto honrada por ser nora de uma mulher forte como a senhora, agora entendo a grande amizade existente entre a minha mãe e a senhora. - Sua mãe sempre foi uma mulher trabalhadora, honesta e feliz, apesar de ter se casado à força com Marco, Anne se apaixonou por ele com o tempo... - É notável pela quantidade de filhos. - Frederick diz e todos riam. - Não ligue para os comentários deste embuste, querida Isabella. - ela diz olhando feio para Frederick que engole rapidamente sua almôndega. - Vieram para Abilene construir um futuro, a empresa que estou trabalhando, tem uma vaga, poderia ir amanhã fazer um teste. - Frederick encara Jack que permanece calado. - Jack? - Anastásia diz tocando o ombro do mesmo. - Sim? - ele a encara saindo de seus pensamentos. - Seu pai disse que tem uma vaga disponível na empresa, gostaria de ir com ele cedo? - Ah...claro! Seria perfeito... - Deve está exausto da viagem, desde que nos sentamos você permaneceu calado. - Aposto que o casamento repentino e o trabalho em Abilene o deixará louco. - Clara diz sorrindo. - Silêncio mocinha! Não diga tal coisa! O que te ensinei mais cedo? - Se não for dizer algo que preste...então Não diga nada... - Certo! Agora, faça silêncio e termine seu jantar! Amanhã é segunda-feira, precisa ir cedo para à escola. - Sim mamãe... - Você Monica, já terminou à escola, por quê ainda não entrou na faculdade? Já teve seis meses para pensar no quê deseja ser. - Ah...pensei em entrar na faculdade de artes...- ela sorri se leve e todos ficam em silêncio. - Artes? - questiono curiosa. - Não artes, mas na faculdade, lá existe uma bolsa gratuita para formação em história...quero ser escritora. - Era só o que me faltava...- Anastásia respira fundo olhando para o seu prato. - Uma mulher que deseja ser escritora...você sabe quanto um escritor ganha e se ganha algo? Para escrever precisa de sentimentos, como me garante seu futuro assim? E se suas histórias forem restos jogados na lixeira pública do centro da cidade? Conversamos sobre medicina, estou disposta à trabalhar o dobro, seu pai e eu vamos pagar. - Não me encaixo em medicina...eu quero criar histórias mamãe...quero explorar os mundos inventados pela minha cabeça...poderia ao menos ler um poema meu? - ela se levanta e caminha até o seu quarto voltando com uma folha. - Escrevi esse está manhã observando o alecrim do parque... - Tolice! - Anastásia pega o papel e rasga em pedaços. - Não! - Monica diz catando os pedaços do chão. - Anastásia! - Frederick se levanta e caminha até Monica ajudando a mesma. - É o sonho dela! Se ela quer se tornar escritora, vamos apoiar! - Não percebe? Se ela não conseguir fazer sucesso...vai se tornar uma empregada doméstica igual à mim... - Primeiro precisamos acreditar nela, na inteligência que a persegue, afinal ela sempre tirou notas excelentes na escola... - Dê uma chance aos sonhos dela. - digo e todos me encaram surpresos. - Ela é incrível...a conheci em poucas horas, mas acredito o quão inteligente ela é...tenho completa confiança em seu talento com o lápis...- sorrio. - Isa...- Jack me olha e sorri cabisbaixo. Depois do quê eu disse o jantar permaneceu em silêncio e depois de ajudar a senhora Anastásia com a louça suja vou para o meu quarto me deitar. - O jeito que falou da Monica...obrigado por ajudar minha irmã...- ele sorri se deitando ao meu lado. - Só falei à verdade...ela é uma pessoa incrível...- digo cabisbaixa. - Me perdoe por hoje...não quero agir desta maneira...você é a mulher mais linda e gentil que já conheci, fui um completo i****a, o meu ciúme foi desnecessário, pois sei que jamais faria algo para me magoar...- ele sorri tocando o meu queixo e erguendo o mesmo para cima, assim olhando no fundo dos meus olhos. - Nossa primeira noite como casados...- ele sorri me beijando suavemente. - Eu te amo Isabella Monteiro...- ele se aproxima ainda mais, enquanto beija meu pescoço e tenta desamarrar o laço do meu vestido. *FLASHBACK* - Não quero me casar agora...mamãe sempre insiste em me apresentar homens e herdeiros...mas casamento...é algo que me sufocaria... - Sufocaria? - questiono surpresa. - Quando alguém se declara para a outra, dizendo o quão importante e incrível é o amor que ela sente...ela não diz aquilo por dizer...ela anseia por algo em troca...como por exemplo meu irmão... - Seu irmão? - Aposto um dólar que foi ele o primeiro a dizer que a amava...e aposto que você disse "eu também te amo" logo depois veio o casamento, ele a pediu, pois a lógica é essa...você tem sentimentos por mim e eu os descobrir...então vamos nos casar! - Sua boba! Não é assim Monica...- sorrio sem graça. - Não dá, não para mim...- ela sorri segurando uma folha de alecrim. - Me sufocaria por vários motivos...o compromisso de está até o final das nossas vidas ao lado de uma pessoa só, a obrigação de satisfazer os desejos do homem na cama, a cena que aconteceu mais cedo é uma prova viva...e por essa sociedade machista existente...no qual o homem escolhe o que uma mulher precisa vestir...solteira posso vestir o que eu bem entender, posso voltar tarde para casa, posso me divertir com as minhas amigas...espero um dia que a sociedade mude e que a mulher não seja escrava de seu marido e sim parceiros da vida. *FLASHBACK* - Não, não, não! - me afasto e amarro o laço do meu vestido novamente. - Isabella? O beijo estava r**m? - ele questiona surpreso. - Disse que me ama...- toco minha cabeça. - Quer sexo em troca dessas palavras... - Meu amor não estou entendendo...- ele sorri se levantando. - Está tudo bem? Ainda está brava sobre meu comportamento hoje cedo? Estou pedindo perdão, eu sinto muito, acredite! - ele se aproxima me abraçando. - Não! O beijo estava ótimo! Me desculpe...esse novo ambiente, novas convivências...estou com a minha cabeça à mil, perdoe-me...- retribuo o abraço dele. - É só que...será minha primeira vez...estou assustada eu acho e com vergonha... - sorrio nos braços do mesmo. - Está tudo bem...se não deseja fazer nada hoje, vamos apenas dormir! - ele sorri me guiando até a cama. - Mesmo que você seja uma tentação, vou esperar até que esteja pronta...- Jack beija minha testa e apaga à luz.
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