- Jack...- nunca se importou com isso enquanto estávamos na fazenda...
- Exatamente! Lá não tinha tantas pessoas assim, homens principalmente, agora aqui?! A cidade está cheia de homens, uma mulher casada não deve sair desacompanhada!
- Irmão! - Monica o repreende assustada com suas ações. - Que comentários sem lógica são esses?
- Cale-se Monica! - o mesmo me puxa fortemente para o quarto e tranca a porta.
- JACK! Que maneiras são essas? - encaro ele preocupada. - Me solte, está me machucando!
- Está arrumada...- ele se aproxima. - E cheirosa! Ia sair desse jeito? Como uma solteira à procura de alguém?
- Querido...tem noção do quê está dizendo? Estava deitada dormindo, sua irmã entrou no quarto com toda educação possível e me perguntou se por acaso eu queria passear com ela no parque próximo...estávamos indo apenas passear...que ciúme doentio é este?
- VOCÊ É MINHA MULHER! VOCÊ VAI PASSEAR ACOMPANHADA PELO SEU MARIDO! Não vou repetir isso novamente!
- WILLIAMS! - grito fazendo o mesmo se calar. - O que te faz pensar que sou propriedade sua? Nos casamos sim! A cidade é diferente da fazenda...mas, em nenhum momento me tornei sua propriedade, seu brinquedo, no qual escolhe brincar quando quer...
- Você tem precisa entender que no momento em que a palavra "Sim, aceito" é dita, ambos se tornam um.
- Exatamente meu amor, ambos se tornam um, mas não possessivamente falando...e sim em dividir momentos, diálogos e até mesmo a confiança. - toco as mãos dele com as pontas dos meus dedos, tentando acalmá-lo.
- Não...- ele se afasta me encarando seriamente. - Nos casamos, você é minha, por isso sai acompanhada por mim! Mulheres casadas fazem isso!
- Lamento desapontar você, mas não sou qualquer mulher...você não manda em mim, não sou seu bichinho de estimação. - destranco a porta. - Vou sair com Monica você querendo ou não.
- Não é capaz! - ele se vira surpreso com a porta abrindo.
- Deixarei você a sós para limpar sua cabeça de pensamentos e atos machistas...Ah! Sou capaz de muitas coisas, fique ciente disso. - digo saindo do quarto.
*MINUTOS DEPOIS*
Estava caminhando ao lado de Monica no parque, já fazia uns dez minutos desde que saí daquele quarto, Jack não veio atrás de mim e Monica permanece em silêncio desde então.
- Não se culpe pela discussão de hoje...- sorrio iniciando o assunto que a mesma evitava.
- Nunca havia visto meu irmão assim...machista...- ela caminha cabisbaixa.
- Eu também não...foi uma surpresa para ambas...- sorrio de leve ao reparar o parque com mais atenção. Era uma área enorme com bastante grama e flores, tinha bancos de madeira iluminados por postes e no centro do mesmo havia um grande gazebo de jardim para casais se sentarem. O parque estava repleto por pessoas, principalmente por crianças se jogando na grama fresca.
- Venha! Vamos nos sentar. - Monica aponta o dedo me guiando até um banco.
- Meus irmãos adorariam esse lugar...e claro brincar com elas... - aponto o dedo para as mesmas.
- É a mais velha do grupo?
- Sim...
- Me pergunto o tempo todo, por quê se casou tão jovem...é bela, poderia fazer faculdade, não é tão difícil com sua beleza.
- A beleza não é tudo Monica...e só estudei até a quinta série...na fazenda em que moro, à escola é até a quinta, fiz ela três vezes, adorava ler para minha professora...- sorrio respirando a brisa leve e o cheiro suave de alecrim que enfeitava ao redor.
- Não quero me casar agora...mamãe sempre insiste em me apresentar homens e herdeiros...mas casamento...é algo que me sufocaria...
- Sufocaria? - questiono surpresa.
- Quando alguém se declara para a outra, dizendo o quão importante e incrível é o amor que ela sente...ela não diz aquilo por dizer...ela anseia por algo em troca...como por exemplo meu irmão...
- Seu irmão?
- Aposto um dólar que foi ele o primeiro a dizer que a amava...e aposto que você disse "eu também te amo" logo depois veio o casamento, ele a pediu, pois a lógica é essa...você tem sentimentos por mim e eu os descobrir...então vamos nos casar!
- Sua boba! Não é assim Monica...- sorrio sem graça.
- Não dá, não para mim...- ela sorri segurando uma folha de alecrim. - Me sufocaria por vários motivos...o compromisso de está até o final das nossas vidas ao lado de uma pessoa só, a obrigação de satisfazer os desejos do homem na cama, a cena que aconteceu mais cedo é uma prova viva...e por essa sociedade machista existente...no qual o homem escolhe o que uma mulher precisa vestir...solteira posso vestir o que eu bem entender, posso voltar tarde para casa, posso me divertir com as minhas amigas...espero um dia que a sociedade mude e que a mulher não seja escrava de seu marido e sim parceiros da vida. - ela se levanta. - Precisamos voltar, o jantar já deve está pronto...
- Não é assim...não para mim! - me levanto otimista. - Ele disse que eu não deveria vim, mas cá estou eu! Quando uma pessoa ama de verdade, ela não se importa com o que a outra vai vestir, ou aonde vai, pois confia nela. Seu irmão e eu somos novos sim...mas acredite, logo ele vai ser o homem que mais confia em mim, mais que meu pai. - sorrio voltando para casa ao lado de Monica.
- Finalmente voltaram! Venham, o jantar está na mesa! - Anastásia sorri nos convidando para se sentar à mesa. - Fiz almôndegas e uma panela cheia de macarrão, espero que goste...
- Sua disposição é incrível, mesmo feito uma viagem longa, insistiu para preparar o jantar...me sinto honrada por ser nora de uma mulher forte como a senhora, agora entendo a grande amizade existente entre a minha mãe e a senhora.
- Sua mãe sempre foi uma mulher trabalhadora, honesta e feliz, apesar de ter se casado à força com Marco, Anne se apaixonou por ele com o tempo...
- É notável pela quantidade de filhos. - Frederick diz e todos riam.
- Não ligue para os comentários deste embuste, querida Isabella. - ela diz olhando feio para Frederick que engole rapidamente sua almôndega.
- Vieram para Abilene construir um futuro, a empresa que estou trabalhando, tem uma vaga, poderia ir amanhã fazer um teste. - Frederick encara Jack que permanece calado.
- Jack? - Anastásia diz tocando o ombro do mesmo.
- Sim? - ele a encara saindo de seus pensamentos.
- Seu pai disse que tem uma vaga disponível na empresa, gostaria de ir com ele cedo?
- Ah...claro! Seria perfeito...
- Deve está exausto da viagem, desde que nos sentamos você permaneceu calado.
- Aposto que o casamento repentino e o trabalho em Abilene o deixará louco. - Clara diz sorrindo.
- Silêncio mocinha! Não diga tal coisa! O que te ensinei mais cedo?
- Se não for dizer algo que preste...então Não diga nada...
- Certo! Agora, faça silêncio e termine seu jantar! Amanhã é segunda-feira, precisa ir cedo para à escola.
- Sim mamãe...
- Você Monica, já terminou à escola, por quê ainda não entrou na faculdade? Já teve seis meses para pensar no quê deseja ser.
- Ah...pensei em entrar na faculdade de artes...- ela sorri se leve e todos ficam em silêncio.
- Artes? - questiono curiosa.
- Não artes, mas na faculdade, lá existe uma bolsa gratuita para formação em história...quero ser escritora.
- Era só o que me faltava...- Anastásia respira fundo olhando para o seu prato. - Uma mulher que deseja ser escritora...você sabe quanto um escritor ganha e se ganha algo? Para escrever precisa de sentimentos, como me garante seu futuro assim? E se suas histórias forem restos jogados na lixeira pública do centro da cidade? Conversamos sobre medicina, estou disposta à trabalhar o dobro, seu pai e eu vamos pagar.
- Não me encaixo em medicina...eu quero criar histórias mamãe...quero explorar os mundos inventados pela minha cabeça...poderia ao menos ler um poema meu? - ela se levanta e caminha até o seu quarto voltando com uma folha. - Escrevi esse está manhã observando o alecrim do parque...
- Tolice! - Anastásia pega o papel e rasga em pedaços.
- Não! - Monica diz catando os pedaços do chão.
- Anastásia! - Frederick se levanta e caminha até Monica ajudando a mesma. - É o sonho dela! Se ela quer se tornar escritora, vamos apoiar!
- Não percebe? Se ela não conseguir fazer sucesso...vai se tornar uma empregada doméstica igual à mim...
- Primeiro precisamos acreditar nela, na inteligência que a persegue, afinal ela sempre tirou notas excelentes na escola...
- Dê uma chance aos sonhos dela. - digo e todos me encaram surpresos. - Ela é incrível...a conheci em poucas horas, mas acredito o quão inteligente ela é...tenho completa confiança em seu talento com o lápis...- sorrio.
- Isa...- Jack me olha e sorri cabisbaixo.
Depois do quê eu disse o jantar permaneceu em silêncio e depois de ajudar a senhora Anastásia com a louça suja vou para o meu quarto me deitar.
- O jeito que falou da Monica...obrigado por ajudar minha irmã...- ele sorri se deitando ao meu lado.
- Só falei à verdade...ela é uma pessoa incrível...- digo cabisbaixa.
- Me perdoe por hoje...não quero agir desta maneira...você é a mulher mais linda e gentil que já conheci, fui um completo i****a, o meu ciúme foi desnecessário, pois sei que jamais faria algo para me magoar...- ele sorri tocando o meu queixo e erguendo o mesmo para cima, assim olhando no fundo dos meus olhos. - Nossa primeira noite como casados...- ele sorri me beijando suavemente. - Eu te amo Isabella Monteiro...- ele se aproxima ainda mais, enquanto beija meu pescoço e tenta desamarrar o laço do meu vestido.
*FLASHBACK*
- Não quero me casar agora...mamãe sempre insiste em me apresentar homens e herdeiros...mas casamento...é algo que me sufocaria...
- Sufocaria? - questiono surpresa.
- Quando alguém se declara para a outra, dizendo o quão importante e incrível é o amor que ela sente...ela não diz aquilo por dizer...ela anseia por algo em troca...como por exemplo meu irmão...
- Seu irmão?
- Aposto um dólar que foi ele o primeiro a dizer que a amava...e aposto que você disse "eu também te amo" logo depois veio o casamento, ele a pediu, pois a lógica é essa...você tem sentimentos por mim e eu os descobrir...então vamos nos casar!
- Sua boba! Não é assim Monica...- sorrio sem graça.
- Não dá, não para mim...- ela sorri segurando uma folha de alecrim. - Me sufocaria por vários motivos...o compromisso de está até o final das nossas vidas ao lado de uma pessoa só, a obrigação de satisfazer os desejos do homem na cama, a cena que aconteceu mais cedo é uma prova viva...e por essa sociedade machista existente...no qual o homem escolhe o que uma mulher precisa vestir...solteira posso vestir o que eu bem entender, posso voltar tarde para casa, posso me divertir com as minhas amigas...espero um dia que a sociedade mude e que a mulher não seja escrava de seu marido e sim parceiros da vida.
*FLASHBACK*
- Não, não, não! - me afasto e amarro o laço do meu vestido novamente.
- Isabella? O beijo estava r**m? - ele questiona surpreso.
- Disse que me ama...- toco minha cabeça. - Quer sexo em troca dessas palavras...
- Meu amor não estou entendendo...- ele sorri se levantando. - Está tudo bem? Ainda está brava sobre meu comportamento hoje cedo? Estou pedindo perdão, eu sinto muito, acredite! - ele se aproxima me abraçando.
- Não! O beijo estava ótimo! Me desculpe...esse novo ambiente, novas convivências...estou com a minha cabeça à mil, perdoe-me...- retribuo o abraço dele. - É só que...será minha primeira vez...estou assustada eu acho e com vergonha... - sorrio nos braços do mesmo.
- Está tudo bem...se não deseja fazer nada hoje, vamos apenas dormir! - ele sorri me guiando até a cama. - Mesmo que você seja uma tentação, vou esperar até que esteja pronta...- Jack beija minha testa e apaga à luz.