4° Batalha.

2019 Words
Acordei no outro dia sem a presença do Jack, ele havia saído cedo para ir à empresa com o seu pai, pensei que iríamos passear esta tarde, mas já se passaram horas e nada dele regressar para casa. - Com certeza ele conseguiu o emprego, caso contrário já teria voltado. - Clara sorri ao me encontrar sentada no sofá pensativa. - Você acha? - questiono alegre. - Sim! Não se preocupe. - Anastásia sorri colocando seu chapéu. - Minha patroa ligou precisando de ajuda, já volto! Monica está preparando o almoço. - Senhora Anastásia. - me levanto rapidamente. - Poderia descobrir se a sua patroa necessita de mais uma empregada, ou que conheça alguém que precisa?...tenho que começar à trabalhar! - sorrio de leve. - Vou ver se encontro vaga para você, se cuidem! - ela sorri saindo. - Monica! - chego na cozinha rapidamente. - Precisa de ajuda? O que está preparando? - Bom, já estou fazendo o arroz, a carne e cozinhando o feijão...poderia picar aquelas batatas em cima da mesa por gentileza? - Será um prazer! - sorrio. - Acho que Jack conseguiu emprego, não voltou para casa... - Sim...agora só falta eu... - Não se preocupe, vai conseguir alguma coisa...Abilene está cheia de oportunidades... - Espero que sua mãe traga um vaga quando vier...- sorrio. - Vou a faculdade de artes depois do almoço, para resolver meu futuro, gostaria de me acompanhar? - Com certeza! - de repente o telefone da cozinha toca e vou correndo atender. - Alô? - Glória à Deus! - uma mulher diz do outro lado da linha. - Quem é? Alô? - Somos nós filha! Sua família! - meu pai responde rapidamente. - Sua tia Amélia comprou um telefone para a fazenda, fizemos questão de testar! - Papai! Como estão? - pergunto alegre por ouvir uma voz tão familiar. - Estamos bem...e com saudade...sua mãe principalmente, vou passar para ela! - Alô minha filha? - ela diz empolgada. - Oi mãe...estou com saudades... - Também estamos! Amanda ocupou sua cama, mas chora todas as noites sem você. - Mentira! - Amanda diz rapidamente. - Como está sendo sem mim? Não estão passando dificuldades, certo? - Fique tranquila Isabella! Estamos bem...quem nos preocupa é você, está sendo bem tratada? - Sim...Anastásia e Frederick são incríveis...Monica e Clara também...estou me sentindo em casa. - sorrio e lágrimas surgem em meus olhos. - E Jack? Arrumou emprego? - Ele foi à empresa com Frederick, até agora não regressou para casa, acho que arrumou uma vaga...mamãe...quando se casou, você digo o papai...ele foi alguma vez grosso? - Esse homem foi grosso com você? O que aconteceu? - Não foi nada grave, ele só ficou com ciúmes... - Acho que é normal o ciúme em um relacionamento, contanto que não seja exagerado...se ele encostar à mão em você... - Eu encosto nele também! - Isso aí! Se ele tentar bater em você, bata primeiro! - ela sorri do outro lado. - Mas agora é sério...se alguma vez ele tentar te bater, procure à polícia e venha para casa! Aqui podemos te proteger, está bem? - limpo minhas lágrimas. - Fique tranquila mãe...eu estou bem aqui e já está tudo resolvido...- sorrio de leve. - Bom preciso desligar, caso contrário sua tia vai pagar uma fortuna na conta telefônica...se cuide, te amamos muito! - Também amo vocês...se cuidem! - sorrio e a mesma desliga rapidamente. - Sua família? - Clara questiona curiosa. - Claro sua boba! Ela disse mãe...- Monica diz batendo de leve na cabeça da mesma. - Monica o almoço vai demorar? - Não Clara, vá escrever, brincar com o vizinho, tem muitas opções! - Monica diz enquanto entrego as batatas picadas para a mesma. - Certo! Vou brincar com o Francis! - ela sai correndo. - QUANDO O ALMOÇO ESTIVER PRONTO EU LHE CHAMO! - OK! - Vocês duas são engraçadas...parece eu e minha irmã Amanda...- sorrio me sentando na mesa. - Espero que minha mãe arrume uma vaga para você, assim com o dinheiro poderá ver sua irmã e toda a família... - É o que pretendo fazer com o meu primeiro salário...- sorrio e o telefone toca novamente. - Quem será? - Monica questiona. - Será que é minha família novamente? - questiono atendendo o mesmo. - Alô? - Jack já chegou em casa? - Frederick pergunta. - Jack? Ele está aí na empresa, não está? - pergunto preocupada. - Não! Ele veio cedo comigo, mas não havia vaga, então mandei ele para casa...agora consegui falar com o meu patrão, ele arrumou uma vaga de entregador para Jack, ele vai dirigir um caminhão! - Frederick diz empolgado. - O salário é quase o mesmo valor que o meu...$1500 por mês! - Meu Deus que boa notícia! Mas ele ainda não chegou aqui...pensei que ele estivesse ao lado do senhor...então aonde Jack está? - Eu não sei...mas necessito que procure por ele, o trabalho começa amanhã...preciso desligar, até logo Isa! - Quem era? - Monica pergunta preocupada. - Seu pai...disse que arranjou uma vaga para o Jack...mas, aonde ele está? - Não faço ideia, como ele cresceu aqui, deve ter reencontrado algum amigo de longa data do caminho para casa... - Preciso procurar por ele! Tem endereço de alguém? - Nenhum...apenas mamãe conhece os amigos do meu irmão...vou tentar ligar para ela tome conta do fogo, o arroz já está pronto! - E se tiver acontecido algo com ele? Se ele estiver machucado? Abilene é grande e totalmente diferente da fazenda... - Alô mãe? Eu preciso do endereço dos três amigos que meu irmão tinha! Aqueles que vinham sempre aqui em casa! É uma longa história, só diga o endereço por favor...certo...estou ouvindo...- ela diz anotando em uma folha de caderno. - Obrigada mãe, quando voltar para casa explico tudo, até logo...Pronto! Conheço muito bem essas ruas, são há quinze quarteirões daqui...depois do almoço, se ele não tiver chegado, vamos atrás dele, ok? - Certo...- digo respirando fundo. - Espero que ele não tenha se machucado... Depois do almoço ficar pronto, Monica foi correndo chamar Clara para comer e depois de terminarmos a louça suja, finalmente resolvemos ir até os endereços que Anastásia havia nos passado. - Clara, você fica, está bem? Vou levar à chave, trancarei o portão e a porta, não atenda ninguém enquanto estivermos fora! - Eu já entendi...- ela sorri se sentando no sofá e ligando a TV. - Deixe ela em volume baixo! - Monica diz e saímos juntas atrás do paradeiro de Jack. Fomos no primeiro endereço e o amigo que ele tinha nem mais na cidade morava, fomos em outro e nada, só restou o último que já não era mais vivo...meu coração acelerou ainda mais, aonde Jack se enfiou? questionava isso à todo instante. - Bom...preciso ir à faculdade...você vem? - Acho melhor não, talvez ele chegou em casa é melhor voltar para checar... - Isa...Jack está bem! Ele deve ter encontrado alguém que não conhecemos...fique tranquila! E seria bom conhecer Abilene, isso inclui a faculdade...- ela sorri estendendo a mão. - Quando voltarmos para casa ele estará lá! Você vai ver! - Bom...espero que esteja certa...vamos. - digo caminhando ao lado da mesma. A faculdade de artes era a maior casa que já havia visto, tinha um jardim enorme na entrada, estava cheia de adolescentes, eles sentavam na grama sorrindo um para o outro, fiquei imaginando se continuasse meus estudos aqui em Abilene, se um dia conseguiria uma vaga... - Monica! - uma menina vem correndo e abraça a mesma. - Há quanto tempo! - Dália! Faz quanto tempo desde que regressou? - Monica questiona surpresa. - Faz alguns meses, me matriculei o mais rápido possível... - Está estudando o quê? - Arte...quero ser uma pintora futuramente... - Incrível...vou me inscrever em História...Ah! - elas me encaram rapidamente. - Essa é minha cunhada, Isabella, veio do Kansas... - Olá Isabella, é um prazer conhecê-la...espera! Cunhada? Jack que se casou? - Sim...há dois dias atrás. - ela sorri. - Ah...pensei que me casaria com ele algum dia, vejo que esta bela dama me tomou primeiro...- ela gargalha. - O quê? Como assim? - questiono preocupada. - Estou brincando! - ela sorri tampando a boca. - Digamos que ele não faz meu tipo...o meu tipo é alguém como a Monica. - Então é lésbica? - pergunto e ela balança a cabeça sorrindo. - Dália e eu somos amigas do jardim de infância, quando ela completou 14 anos se mudou para New York...pensei que faria faculdade lá também. - Não consigo me afastar do Texas...aqui é o meu lugar. - ela diz sorrindo. - Bom, adoraria conversar mais com vocês, porém minha aula vai começar... - Pode ir...vou até a diretoria...até depois. - Ah...anote o seu endereço! - ela diz entregando o papel à Monica. - Aqui está! - Monica entrega o papel. - Vejo vocês mais tarde, tchau meninas e Isabella, foi um prazer conversar com você! - ela corre para dentro da faculdade. - Se não me engano a diretoria é a esquerda, venha Isa! - ela diz caminhando ao meu lado. Ao chegar na diretoria, Monica bate na porta esperando alguém nos atender, um homem alto e de idade aparece sorrindo de leve com alguns papéis em sua mão. - Em que posso ajudar? - Olá...eu tenho interesse na bolsa gratuita... - A de história? - ele questiona. - Sim... - Certo...preciso da sua identidade e claro, farei uma entrevista para te conhecer melhor... - A entrevista vai ser agora? - Monica pergunta assustada. - Eu não me preparei para isso. - As inscrições para as bolsas vence amanhã, então preciso entender a razão de querer se formar em história e etc...se me convencer que será esforçada, o resultado sairá hoje. - Presumo que irão ligar para minha casa... - Sim...me siga...- ele repara em mim rapidamente. - A mocinha vai se inscrever também? - Não...na verdade estou à procura de uma vaga para limpeza, jardinagem, cozinheira...qualquer uma dessas vagas eu sou capaz de executar...cresci no interior do Kansas... - Entendo, está tentando a vida em Abilene...tem o ensino médio concluído? - Não...fiz até a quinta série...- respondo cabisbaixa. - Temos uma vaga para você...não é grande coisa, mas o salário é bom...- ele sorri de leve. - Vou acabar a entrevista dela e depois conversaremos melhor, me siga senhorita... - Monica! - Certo, senhorita Monica. - eles entram na sala enquanto aguardo do lado de fora sentada em um banco. - JACK TRAGA A MADEIRA ATÉ AQUI! - um engenheiro de obras grita e quando olho para frente, vejo Jack carregando duas tábuas enormes. - Jack! - me levanto encarando o mesmo que se revela surpreso ao me ver. - Isa? - ele coloca a madeira no lugar que o homem manda e vem correndo conversar comigo. - O que está fazendo aqui? - perguntamos ao mesmo tempo. - Você primeiro! - ele diz sorrindo. - Vim acompanhar sua irmã...e tentar uma vaga de emprego, afinal não vamos morar para sempre na casa dos seus pais...- sorrio de leve. - Entendo...eu estou trabalhando, quando voltava da empresa o senhor Joel me ofereceu um trabalho, estou ajudando ele a terminar a construção da faculdade...vou ganhar 150 dólares no final do dia! - ele sorri empolgado. - Estava procurando você também! Seu pai ligou, ele arranjou uma vaga para você na empresa, começa amanhã se não me engano...o salário é 1700 mensalmente... - É um bom salário, mas se trabalhar com o senhor Joel ganharei 900 semanalmente...- ele diz intrigado. - Quando voltar para casa conversarei melhor com o meu pai...até mais tarde querida! - ele me beija rapidamente e sai correndo até o homem. - Fique em alerta...se for aceita ligaremos ainda hoje! - o homem sorri ao lado de Monica. - Muito obrigada pela atenção diretor! - Você! Venha, vou te mostrar seu trabalho...- ele diz me chamando. ''Finalmente vamos nos empregar juntos, não vejo à hora de ter minha própria casa, assim papai perceberá que estava errado em relação ao Jack.'' Naquela época eu pensava assim...o quão tola eu consegui ser?
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