7° Batalha.

2005 Words
- IRMÃO, POR FAVOR PARE! - Monica diz assustada. - O que está acontecendo aqui? SEGURANÇA! - o diretor Holmes vem correndo acompanhado pelos guardas que separam Jack de Steve. - A faculdade não aceita atos violentos como estes! Você nem estuda aqui rapaz, por quê está agredindo um aluno? - Ele é meu marido, me perdoe senhor Holmes...- digo me curvando. - Ele perdeu o controle, garanto que isso não vai se repetir... - Marido? Você já está casada? Tem só 16 anos...- ele respira fundo. - Infelizmente alguém daqui já chamou a polícia. Ele encara a entrada principal no qual dois guardas entram com algemas em suas mãos. - Uma briga em Abilene...ficamos surpresos...- um dos policiais encara Jack e Steve. - Algeme eles Frank. - Sim senhor. - o outro se aproxima. - Não...não está acontecendo nada aqui, foi um m*l entendido! - Monica diz se dirigindo para frente do guarda. - O sangue no rosto do outro e as mãos manchadas, com certeza não foi uma m*l entendido senhorita. - ele diz levando os dois. - Preciso ir atrás deles! - digo assustada. - Aonde fica a delegacia Monica? - Senhoritas...primeiramente, diretoria por favor! - sr.Holmes diz caminhando. - O que aconteceu ali fora não foi só violência, o respeito e prestígio da faculdade está em risco! - ele diz fechando a porta e andando para um lado e para o outro. - Nos perdoe...eu entendo se quiser me demitir, aceito a decisão que for tomada. - digo séria. - Bom...desta vez...eu vou deixar passar, mas na próxima...- ele respira se sentando. - Sim senhor! Muito obrigada por tamanha piedade e compaixão, isso não vai se repetir! - Monica sorri aliviada. - Vão para casa, amanhã você começa seu primeiro dia como aluna. - ele diz virando a cadeira para à janela. - Muito obrigada por tamanha piedade e compaixão? - questiono sorrindo dela. - Eu fico nervosa perto de gente assim...eu pensei que ia perder minha bolsa gratuita! - ela diz caminhando ao meu lado em direção á delegacia. - Meu irmão te empurrou...de um jeito tão violento, ainda não acredito que ele fez aquilo...meus olhos ficaram paralisados com aquela brutalidade enorme...meus pais precisam saber disso. - Ele estava nervoso...não acho que foi propositalmente Monica...- sorrio de leve. - Afinal nem me machuquei... - Não defenda o comportamento agressivo dele...o que ele fez é inaceitável Isa...- ela me encara séria. - Olha a sua mão esquerda! - ela diz apontando o dedo. - Ah...- escondo o pequeno ralado que me ocorreu ao cair. - Como se já não bastasse o ciúme medíocre do outro dia. - Monica...chega! - digo cabisbaixa. - Se vai me acompanhar até a delegacia, permaneça em silêncio... - Você sempre defende ele...espero que não demore muito para ver o quão errado ele age com você. - ela diz entrando na delegacia. Nos sentamos em poltronas formidáveis para esperar a recepcionista nos atender, quando ela dá o sinal de livre para nós me aproximo rapidamente. - Em que posso ajudar? - ela me encara. - Meu marido foi trazido para cá agora mesmo, ele se envolveu em uma briga. - Ah...o agressor da cela 4, ele será liberado amanhã ás 8 horas. - ela sorri. - O quê? Ele vai passar à noite aqui? Mas ele não é bandido! - digo preocupada. - Se quer vê-lo, acompanhe aquele guarda, uma de cada vez claro, a visita dura aproximadamente 10 minutos. - Vá primeiro Isa...acredito que o assunto de vocês é maior. - Monica diz se sentando novamente. - Obrigada Monica! - acompanho o guarda silenciosamente. - Jack...- sorrio ao ver ele. - O que você quer? - ele me encara do outro lado da grade. - 10 minutos! - o guarda sai nos deixando a sós. - Não diga isso meu amor, eu estava preocupada. - me aproxima colocando minhas mãos sob as barras de ferro. - Você não deveria estar trabalhando naquele lugar! Se eu soubesse que aquele i****a estudava lá, eu nunca havia permitido! - E você não tem o direito de permitir nada Jack! Ele é um amigo, não nos beijamos, mas claro, você acreditou mais nas provocações dele, do quê na minha palavra...a falta de confiança prevalece forte entre nós dois... - Acha que foi pura coincidência ele ter vindo estudar em Abilene? - ele debocha me encarando. - Sabe o quanto gastei naquele maldito buquê? Queria te fazer uma surpresa...te apoiar...e encontro o cara que iria ser seu pretendente dizendo que havia acontecido algo entre vocês...como queria que eu reagisse? - Está insinuando que eu sou à culpada pela sua falta de noção? Pela sua agressividade contínua? - questiono surpresa. - Sim...você é a única culpada por tudo isso! - ele me encara furioso. - Cara...meu Deus...- suspiro tensa com as palavras dele. - Eu preciso evitar ver seu rosto por agora... - saio correndo da delegacia para à rua. As lágrimas em meus olhos estavam expostas...ouvir ele colocando a culpa em mim, fez eu perder o ar, me senti culpada mesmo sabendo que não era... - Isa...por quê saiu correndo? - Monica me encontra sentada no banco do parque, meus olhos estavam transbordando água e meu nariz estava vermelho feito tomate. - Monica...- olho entristecida para a mesma. - Eu quero tanto sumir...desaparecer...por um momento eu sinto que fiz a maior burrada da minha vida... - Ah Isa...não pense assim...- ela se aproxima colocando minha cabeça sob seu ombro. - O que aconteceu lá dentro? - Ele me culpou...disse que eu sou a responsável pelo ocorrido...só faltou ele dizer ''você que deveria estar presa aqui!'' - O que aconteceu com o Jack? Ele nunca foi tão violento...era o aluno mais quieto da classe...tirava notas boas...minha mãe sempre nos comparou...quando ela souber que o preferido dela passou à noite na cadeia ela vai pirar... - Nem eu compreendo tamanha mudança...ele mudou da água pro vinho...parece outra pessoa... - Gostaria de ouvir uma história? Isso vai te animar um pouco...ou um poema...você escolhe...- ela sorri limpando minhas lágrimas. - Um poema...seria interessante ouvir você contar...- sorrio de leve enquanto levanto minha cabeça de seu ombro. - Bom...por onde eu começo... As horas que suavemente emolduraram O olhar amoroso onde repousam os olhos Serão eles o seu próprio tirano, E com a injustiça que justamente se excede; Pois o Tempo incansável arrasta o verão Ao terrível inverno, e ali o detém, Congelando a seiva, banindo as folhas verdes, Ocultando a beleza, desolada, sob a neve. Então, os fluidos do estio não restaram Retidos nas paredes de vidro, O belo rosto de sua beleza roubada, Sem deixar resquícios nem lembranças do que fora; Mas as flores destilaram, sobreviveram ao inverno, Ressurgindo, renovadas, com o frescor de sua seiva. Se te comparo a um dia de verão. És por certo mais belo e mais ameno O vento espalha as folhas pelo chão E o tempo do verão é bem pequeno. Às vezes brilha o Sol em demasia Outras vezes desmaia com frieza; O que é belo declina num só dia, Na eterna mutação da natureza. Mas em ti o verão será eterno, E a beleza que tens não perderás; Nem chegarás da morte ao triste inverno: Nestas linhas com o tempo crescerás. E enquanto nesta terra houver um ser, Meus versos vivos te farão viver. - É lindo...- digo limpando minha lágrimas. - Tem razão em escolher à escrita, você é excelente neste ramo...- sorrio. - Não sou eu querida...é William Shakespeare...- ela sorri levemente. - Precisamos avisar sua mãe que Jack passará à noite na cadeia...vamos? - me levanto pronta. - Vamos...- caminhamos depressa para casa. - Finalmente chegaram! - Anastásia diz colocando os pratos sob a mesa. - A janta já está servida! - Só o Jack que ainda não chegou...- Frederick diz provando uma colherada de arroz.- Ele foi preso...- digo cabisbaixa. - Preso? - Anastásia se paralisa deixando seu prato cair no chão. - Jack se envolveu em uma briga na porta da faculdade, a polícia chegou e o levou...- Monica diz se sentando. - Em uma briga? Meu Jack estava brigando? Ele nunca fez isso! - ela diz assustada. - Fomos até a delegacia...ele passará a noite lá...amanhã será liberado. - digo me sentando também. - Qual foi o motivo da briga? - Frederick questiona. - O motivo não importa mais, ele passará a noite lá e pronto! - Monica diz colocando arroz em seu prato. - Como assim o motivo não importa? - Anastásia diz tirando o avental de cozinha. - Vou até a delegacia, preciso saber do meu filho! - ela sai correndo. - Espere querida! - Frederick se levanta e vai atrás. - Chegando lá ele vai contar a história da maneira dele...é inacreditável...- Monica diz comendo. - Jack preso...nunca pensei que ele iria ser preso...é incrível! - Clara sorri debochando. - Não acho certo rir do irmão de vocês...afinal a culpa é minha...vou me deitar. - levanto da mesa e entro para o quarto trancando a porta. Eu preciso dormir bem essa noite, amanhã será um dia cheio, só de imaginar ele chegando em casa me preocupa, devo terminar meu casamento e voltar para a fazenda? Não...não tenho coragem de fazer isso...eu o amo apesar de tudo...acredito que ele vai mudar... *NO DIA SEGUINTE* Acordo cedo com alguém cochichando na sala, me levanto e aproximo meu rosto da porta para escutar quem era...- Só se passaram 4 dias Fred! - Anastásia diz atordoada. - Acha que não sei? Em 4 dias, ele armou toda aquela cena de ciúme na porta de casa, brigou com alguém...o garoto está internado com o rosto todo enfaixado e foi preso...- escuto ele respirar fundo e sentar no sofá. - Essa menina...ela muda ele a forma dele agir, ela muda tudo! O nosso Jack nunca foi ciumento...sempre foi trabalhador, carinhoso e gentil...ele mesmo disse que havia ido levar um buquê para ela... - Não vamos culpar ela...a primeira cena de ciúme foi completamente desnecessária...ele brigou com ela por querer ir ao parque com a Monica! Não tem razão para isso Anastásia! - Ele a empurrou...- escuto a voz de Monica entrando na conversa dos pais. - Está acordada? - Frederick questiona. - A questão é quem não está...vocês até mesmo cochichando são barulhentos. - Ele empurrou ela? - Anastásia pergunta assustada. - Nem eu acreditaria se não tivesse visto com os meus próprios olhos...ele empurrou dela uma maneira...Jack de fato está mudado...violento e machista...não podem culpar ela pelas loucuras que ele fez. - Não chame seu irmão de louco!...ele apenas ama ela demais... - Mãe? Enlouqueceu como ele? - Como se atreve? - Não fale assim com sua mãe, Monica! - Frederick diz interrompendo as duas. - E você não defenda as barbaridades do seu filho...ele cometeu um erro, agrediu uma pessoa, tende pagar! - Mas é o amor juvenil Fred...é normal ele agir assim...é só o começo. - Anastásia diz tentando convencer o marido. - O amor não machuca...o que ele sente é possessão...ele quer ser o dono dela, saber tudo dela...não está certo, mãe! - Pare de se intrometer menina! Só fala besteiras! Isso aqui não é como suas histórias, poemas e nem um conto de romance, isso aqui é vida real! Não vou tolerar mais nenhuma palavra que saia dessa sua boca inútil! - ANASTÁSIA! - Frederick grita furioso. - Como pode dizer isso da nossa filha? Ela vai ter um sucesso enorme como escritora, não vou aceitar ofensas contra ela! - Continua defendendo ele...Jack mudou mãe...e você continua protegendo ele...- escuto risos altos de Monica. - O seu querido filho está passando por poucas e boas na cadeia...- de repente escuto um barulho no qual parecia ser um tapa. - A senhora me bateu?...ENLOUQUECEU? - MENINAS! - Frederick grita atordoado. - Eu deveria ter feito isso quando ainda era pequena! - Anastásia responde. - Você só trás vergonha para a família...pensei que a formatura faria você se tornar alguém...mas ainda tem o fedor de um rato do esgoto...
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