Capítulo 19

2476 Words
Savannah Steven toma um gole lento e deliberado de sua cerveja, sua garganta balançando enquanto ele engole. E então, com um olhar que faz minha pele formigar e meus m*****s apertarem contra o tecido do meu vestido, ele entorta um dedo, acenando para mim com um ar inconfundível de comando, como se ele fosse o rei do mundo e eu fosse sua súdita leal. — Merda — eu sibilo baixinho. — Campbell está me convocando. — Me leve com você. Charlotte agarra-se ao meu braço. — Vou me comportar da melhor maneira possível, juro por Deus. — Sem chance, amiga. — Eu faço uma careta enquanto Charlotte faz beicinho. — Confie em mim, o que quer que ele queira, é estritamente sobre negócios. Graças a Deus Robbie está vindo até nós. — Robbie — Seja um amor e faça companhia a Charlotte, por favor? O chefe me chama. Ele sorri. — Claro. Lanço-lhe um olhar agradecido antes de endireitar os ombros e caminhar em direção à Campbell. — Savannah — ele cumprimenta secamente. — Steven , oi. Está se divertindo? — Em alguns momentos. Seus olhos cintilam sobre a multidão barulhenta antes de se fixarem em mim. — E você? Você não parece está em espírito de festa. Eu dou um encolher de ombros casual, mas ele parece rígido. — Estou me divertindo muito, obrigado. O canto da boca dele se curva para cima. — Esplêndido. Vamos lá, Savannah. Você tem permissão para se soltar um pouco fora do escritório. Não vou ficar bravo com você. — Vou me certificar de manter isso em mente — retruco, incomodado com essa nova brincadeira. Ele sacode o queixo em direção à área do bar privado. — Junte-se a mim no Lounge Executivo para uma bebida. Olho de novo para Charlotte e Robbie, implorando silenciosamente para que o tudo fique sob controle, se eu os deixar sem supervisão. Quando me viro, o olhar de Steven está fixo em mim e sua paciência está visivelmente diminuindo. — A menos que você prefira não fazer isso? Seu tom deixa claro que é menos uma pergunta e mais uma exigência velada envolta em um frágil verniz de escolha. O Lounge Executivo é o bar privado pretensiosamente nomeado, reservado estritamente para a equipe executiva e seus convidados cuidadosamente selecionados. Só fui chamada algumas vezes antes, sempre para assuntos de trabalho. Nunca sozinha com Steven. — Claro que vou me juntar a você — digo, me preparando para outra palestra emocionante sobre as muitas maneiras pelas quais estou estragando a campanha de recrutamento. — Há algum assunto de trabalho que você queira discutir? Steven me observa por um longo momento, sua expressão não revelando nada. É como tentar ler uma parede de tijolos. Uma parede de tijolos muito atraente, muito imponente. — Não posso simplesmente tomar uma bebida com minha brilhante chefe de RH? Eu pisco. — Com todo o respeito, não sei se você está falando sério ou sendo sarcástico agora. — Eu lhe asseguro, estou falando sério. Eu gostaria muito que você se juntasse a mim para uma bebida. — Ok. Faço uma pausa, olhando para Charlotte, que está sutilmente tirando a sua calcinha do seu r**o, e suspiro. — Claro. Ele gira sobre os calcanhares e caminha em direção ao bar privativo, sem nem se dar ao trabalho de verificar se estou seguindo. Eu fico sem jeito por um momento, dando um sorriso e um aceno esquisitos para Janet do Jurídico, então fazendo o mesmo para aquele cara gostoso do TI cujo nome eu nunca consigo lembrar. Depois do que parece uma eternidade, eu finalmente me movo, seguindo Steven. Não é como se eu tivesse muita escolha. Enquanto entro, o barman sai do bar, me dando um rápido aceno. Engulo em seco. Steven pediu para ele sair? O Lounge Executivo está vazio, exceto por nós. A sala é toda iluminada, sofás macios e o cheiro fraco e persistente de charutos. Jazz sensual sai dos alto-falantes, como se estivesse tentando me seduzir. Não é como se eu nunca tivesse ficado sozinha com ele antes. Tivemos inúmeras reuniões individuais. Mas há algo sobre essa vibe de bar clandestino e a distinta falta de uma mesa ou mesa de conferência entre nós que me deixa nervosa. Sinto como se tivesse esquecido como executar funções humanas básicas, como ficar de pé ou respirar. Para meu choque, Steven caminha atrás do bar, arregaçando as mangas com facilidade. — Qual bebida você quer? — ele pergunta, seus olhos vagando pela bebida da prateleira de cima. — Você está trabalhando como barman agora? — eu brinco, tentando mascarar meu nervosismo repentino. Ele já está alinhando uma impressionante variedade de bebidas. — Aprendi um truque ou dois nos meus dias pré-finanças. — Então me surpreenda. — Tudo bem. Você é fã de uísque? — Só se for algo bom. Ele ri. — Eu lhe asseguro, meu gosto é impecável. — Eu nunca duvidei disso nenhum segundo. O que diabos está acontecendo agora? — Por que você não fica confortável? Ele acena em direção a um sofá de couro elegante. Confortável pode ser um pouco otimista, mas eu me sento bem na beirada dele, tentando projetar um ar de equilíbrio enquanto Steven vai para trás do bar impressionantemente abastecido. Ele coloca dois copos no chão com um tilintar decisivo. — Este foi eleito o melhor uísque do mundo no ano passado. Vem de uma destilaria na Ilha de Skye. — Obrigado. — Levanto o copo para um gole experimental. Então imediatamente engasgo e balbucio como se tivesse levado um soco na garganta com o gosto o gosto de etanol puro. — Isso é forte! — Tudo bem aí? — Concordo freneticamente, tentando piscar para afastar as lágrimas reflexivas que ardem meus olhos. — Tudo bem, estou bem. Só não sou conhecedora de uísque. Não saberia dizer se isso é bom ou r**m, mas sei que está queimando. Ele ri. — Espere um momento. Deixe respirar. Você sentirá notas de maçã crocante. — Não consigo sentir gosto de nada agora que meu esôfago está derretendo. — Não vou contar isso ao meu irmão. Este malte em particular é o orgulho e a alegria da sua destilaria. Ele se recosta no sofá, suas coxas grandes se abrindo em uma postura relaxada enquanto toma um gole lento e refinado de sua própria bebida. Eu sei pouco sobre seu irmão três anos mais novo, Patrick Campbell, que é dono de alguns hotéis no Reino Unido. Acontece que Lúcifer tem família. Uma família obscenamente atraente, aliás. — Patrick está abrindo um hotel na Ilha de Skye, certo? Patrick Campbell é incrivelmente lindo. A Ilha Escocesa de Skye tem aproximadamente doze mil pessoas, apesar de ser do tamanho de Manhattan. Garanto que todas as mulheres daquela ilha estão convenientemente esperando aquele hotel abrir. Praticando suas caras de — Ah, eu estava passando por ali no espelho. — Ele está. A construção está quase pronta. — Você já foi? Eu sempre quis viajar pela Escócia. — Eu já, e é de tirar o fôlego. Talvez você devesse tirar férias logo. E vê por si mesma. — Sua declaração parece estranhamente carregada de algo que não consigo decifrar. Pela milésima vez, eu me pergunto qual é o objetivo dele aqui. Eu me mexo no assento, tentando encontrar uma posição confortável no couro macio. Tomo outro gole do uísque, perseguindo aquele toque de maçãs, e tento não fazer careta enquanto ele abre um caminho de fogo pela minha garganta. — Relaxa, Savannah — ele resmunga. — Você parece tensa. Quase como se não estivesse gostando da minha companhia. Eu enrijeço com seu tom de zombaria. — Claro que eu gosto da sua companhia. — Está? — Ele dá aquele sorriso de tubarão de novo, todos os dentes brilhantes, parecendo um predador. Ele se inclina para mais perto, seu corpo me envolvendo. — Você tem certeza disso, Srta. Jones? Pisco rapidamente, parando com outro gole ardente da minha bebida enquanto meu coração acelera em um galope nervoso. — B-bom, sim... — falo, gaguejando. Seu sorriso se alarga enquanto ele se acomoda. — Engraçado, isso. Seu diário conta uma história bem diferente sobre seus sentimentos em relação a mim. Arrepios gelados medo deslizam pela minha espinha. — O quê? — eu resmungo. Que diário? Que sentimentos? Que armadilha é essa? — Você não percebeu que tinha compartilhado ele comigo? — Ele estala a língua, balançando a cabeça em falsa decepção. — Devo dizer que estou chocado com um descuido tão gritante. Especialmente de você. O terror obstruí minha garganta. — Não tenho ideia do que você está falando. — O diário, Savannah. Onde você registra todos os seus pensamentos preciosos sobre a empresa. — Seus olhos se estreitam em fendas, brilhando perigosamente na luz baixa. — E sobre mim. Como foi mesmo que você me chamou? Engulo em seco, tentando recuperar minha voz. — Um... líder visionário? — Ele solta uma risada áspera e sem humor. — Não, não foi isso. Foi algo um pouco mais c***l. — Ele faz uma pausa, claramente gostando disso. — Ah, sim. Um tirano, controlador, um p*u grande balançando nas calças. — Seu olhar cai intencionalmente para sua gravata, então volta para cima para me marcar com sua intensidade. — Diga-me, é essa a gravata que você imaginou me estrangulando? Eu o encaro boquiaberta, congelada. Sem respirar. Sem piscar. É assim que um derrame acontence? Um aneurisma? Certamente minha cabeça não consegue conter esse nível de horror sem explodir. — Eu... eu não entendo — eu finalmente digo asperamente. Aquele sorriso lento dele é a coisa mais c***l que já vi. Com as mãos trêmulas, vasculho minha bolsa em busca do meu telefone de trabalho, navegando até as pastas compartilhadas com dedos dormentes. O som áspero e sufocado que sai de mim quando o vejo ali, me encarando. — Isso foi um erro! — Eu deixei escapar. — Foi só... uma piada! — Uma piada? — Ele arqueia uma sobrancelha. — Para minha diversão, eu presumo? Você pretendia que eu achasse engraçado? Engulo em seco, lutando contra a vontade de sair correndo. Não há como voltar desse desastre que aniquila minha carreira. — Não, não, uma piada particular. Para mim. Pensei que tinha salvo para mim. Devo ter enviado para você por engano. Foi um erro e******o Ele me olha com os olhos semicerrados. — Ah, entendi. Uma simples confusão, não é, Savannah? Assim como as fezes de gato que você tão atenciosamente deixou na minha mesa? — S-sim, Me desculpe — eu digo odiando o quão patética eu pareço. f**a-se minha vida, é isso. Meu pior pesadelo se desenrolando em tempo real, assim como Charlotte e eu estávamos falando outro dia. Numa tentativa desesperada de salvar a situação, ouço-me dizer: — Alguns podem considerar um p*u grande balançando um elogio. — Estou tocado. Sério — Steven fala lentamente, sua voz pingando sarcasmo. — Embora de alguma forma eu não ache que você estava tentando elogiar o tamanho e o balanço do meu p*u quando você digitou aquela pequena joia. Não achei que fosse possível meu rosto ficar ainda mais quente, mas aqui estamos. Ele me estuda atentamente, seus olhos escuros perfurando os meus, vendo através de mim. Dentro de mim. Como se ele soubesse todos os meus segredos imundos. Porque ele faz isso, p***a. Acho que vou desabar e chorar, bem aqui, na frente de Steven Campbell. Meu chefe e a estrela involuntária do meu e******o diário. — Você me trouxe aqui para me demitir, então? — sussurro, minha voz falhando. É melhor arrancar a ferida e acabar logo com isso. — Ah, eu deveria demitir você. Naquele momento, sei que tudo pelo que trabalhei — minha reputação profissional, minha ética de trabalho incansável — foi demolido. Ofuscado pelo meu próprio erro descuidado. Estou demitida. Estou demitida pra c*****o. — Ou, pelo menos, punir você. Um arrepio percorre minha espinha com sua ameaça implícita enquanto ele continua. — Talvez eu esteja me sentindo generoso hoje. Ou talvez eu esteja apenas entretido demais com esse vislumbre de sua psique depravada para te deixar ir. De qualquer forma, não vou te demitir. Não esta noite, pelo menos. Não esta noite. A implicação tácita paira pesadamente no ar entre nós. Mas não importa. Demitida ou não, não posso viver com isso. É muito mortificante. Vou ter que renunciar imediatamente. Eu me contorço no meu assento, palmas das mãos escorregadias de suor quando uma percepção repentina e de dar arrepios me dá um tapa na cara. Um dos meus textos desta semana... oh... meu Deus... Eu preferiria que ele me demitisse aqui, agora mesmo, do que tê-lo lendo essa passagem em particular. Porque não há como eu olhar nos olhos dele novamente. Não depois disso. Vou ter que fugir para o Himalaia com o ex-chefe de marketing, onde ninguém nunca ouviu falar de Steven Campbell ou Savannah Jones. — Você… — Engulo convulsivamente. — Você leu todas as mensagens? O sorriso de Steven é revelador. — Eu li. — Oh Meu Deus — eu gemo, enterrando meu rosto em minhas mãos enquanto balanço para frente e para trás, desejando que o couro macio se abra e me engula inteira. — Oh Deus, oh Deus, oh Deus. Eu realmente acho que vou vomitar, desmaiar ou me cagar. Bem aqui, no Lounge Executivo. Campbell leu cada detalhe sórdido e constrangedor sobre mim. Principalmente aquele que eu fantasio com ele. Com ele. Quero evaporar. Minha carreira na Financeira Campbell está completamente destruída, o prego do caixão foi pregado. — Você sabia que era pessoal — eu deixo escapar, a raiva momentaneamente sobrepujando o medo que se agitava em meu intestino. — Você sabia que aquilo foi compartilhado por engano. Mas você não me contou, não sinalizou. Você apenas continuou lendo, me deixando passar vergonha da forma mais antiprofissional imaginável. Como você pôde fazer isso? Ele arqueia uma sobrancelha. — Você está realmente tentando me culpar por isso, Savannah? — Você está realmente tentando me culpar? Eu ergo meu queixo. — O que você fez foi antiético. Continuando a ler meus pensamentos privados, brincando comigo desse jeito. — É mesmo? — ele fala lentamente, seus olhos brilhando com aquele brilho perigoso que eu conheço muito bem. Aquele que diz que ele está a segundos de estalar a coleira e se tornar um lobo alfa completo. Mas eu nem me importo mais. Estou além de me importar. Estou exausta. m*l durmo, m*l como, graças às suas exigências sem fim. Estou dançando como um macaco pela aprovação do Campbell há anos. Finalmente acabou. E eu sinto um alívio doce e sem fim. — Sabe de uma coisa? — Minha voz está notavelmente firme enquanto coloco meu copo na mesa. — Dane-se. Eu desisto. — Eu me endireito. — Aproveite o resto da sua festa, Sr. Campbell. — Estou me demitindo.
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