Eu mantive meus olhos fechados. Eu não estava pronta para abandonar a imagem perfeita dela sentada ao meu lado na cama, seus olhos azuis, tão parecidos com os meus, cheios de amor e bondade, apesar da vida não lhe mostrar nada além de suas arestas duras. Encostei-me na parede fria, deixando algumas lágrimas de tristeza escorrerem pelo meu rosto. Imaginá-la sempre foi um enigma, fazendo-me sentir melhor e pior ao mesmo tempo. Movi minha mão para descansar no lugar ao meu lado, sua imagem tão vívida que quase esperei que a minha mão se conectasse com sua pele macia e quente, em vez da colcha usada e lavada demais. Abri os olhos quando minha mão pousou no tecido áspero, a ilusão desapareceu. Eu respirei fundo. — Sinto tanto a sua falta, mãe. Levantei-me e balancei a cabeça, desejando que

