Limpei a garganta, forçando-me a pensar em tudo que matava o humor, e o rosto julgador do meu tio passou pela minha cabeça, matando instantaneamente qualquer desejo que eu sentisse. — Dez minutos, Violeta, por favor. A minha voz soou muito mais áspera do que normalmente era. Não perdi o olhar surpreso que Himari lançou na minha direção. Eu não era o tipo de homem que dizia “por favor” e nem estava acostumado a parecer um idio*ta implorante. Ela soltou um pequeno suspiro enquanto balançava a cabeça, e eu senti como se tivesse acabado de vencer uma guerra de clãs. Fiz um gesto para que ela me seguisse e caminhamos silenciosamente lado a lado. Apesar da falta de palavras, a tensão entre nós era tão palpável que dificultava a respiração. Levei-a para meu escritório principal, no andar de

