— Temos acesso a tudo. As palavras de Leo ecoaram no silêncio tenso da sala de reuniões. Por um instante, ninguém se moveu. Então, como se uma represa se rompesse, todos se inclinaram sobre a mesa, os olhos fixos na tela do laptop de Débora. A muralha de criptografia havia desaparecido, revelando uma área de trabalho organizada com uma precisão quase maníaca. Havia dezenas de pastas, cada uma com um nome clínico: "Finanças V.", "Contratos F.", "Registros Pessoais". — Meu Deus — sussurrou Richard, apontando para a tela. — É um dossiê. Um dossiê completo sobre a Vitória. Leo clicou na primeira pasta. Documentos digitalizados inundaram a tela. Eram registros financeiros, escrituras, extratos. — Aqui está — disse Richard, a voz baixa e urgente. — A compra do apartamento no Edifício P

