Seguindo o conselho de Gabriel, Alessandra passou o dia seguinte mergulhada no passado dos irmãos Bianchi. Os pais de Jean, gratos pela única pessoa de fora que parecia genuinamente empenhada em buscar a verdade, confiaram a ela uma pequena caixa com alguns pertences pessoais de Débora, na esperança de que ela encontrasse alguma pista que a polícia havia ignorado. Era uma tarefa melancólica. Sentada no chão de seu apartamento, Alessandra remexia nas memórias de uma mulher que nunca conhecera: livros de programação com anotações nas margens, uma medalha de uma olimpíada de matemática, um ingresso de um show de rock antigo. Cada objeto era um fragmento de uma vida brilhante, brutalmente interrompida. A frustração crescia a cada item que não revelava nada. A verdade continuava trancada. F

